ENTERREM MEU CORAÇÃO EM PETRÓPOLIS


                                    ENTERREM MEU CORAÇÃO EM PETRÓPOLIS

 

A subida da serra já é fascinante. A centenária estrada Rio – Petrópolis se caracteriza pelo verde exuberante da sua primeira metade e pelas pequenas cascatas de água que alisam os imensos paredões de pedra da parte final. Curvas de mata e pedra. Passadas as ruínas do antigo Bar das Onças, o verde amarelado pelas milhares de bananeiras espalhadas pelos morros vai, aos poucos dando lugar a um caminho ladeado por rochas negras, com curvas beirando precipícios de pesadelos infantis. Quando ficam para trás o túnel escavado na montanha de pedra e o Cristo que abençoa os viajantes de cima de um belvedere de granito, a emoção aumenta. São sinais da chegada.

Logo depois do Clube Castelo, uma última curva e, já do alto da última subida, passando a Lanchonete do Alemão, o colorido de Petrópolis explode, para abraçar e encantar o viajante. A estrada se transforma em uma alameda margeada por hortênsias, lírios, zínias, strelitzas, violetas, agapantos e amor-perfeitos, conduzindo à curva que se curva ao colossal Quitandinha, insuperável cartão postal de Petrópolis. Ex-cassino, ex-hotel e atual palácio turístico, o Quitandinha conta que, desde a sua inauguração, em 1944, por seus salões gigantescos circularam playboys internacionais, estrelas de Hollywood, presidentes da república, milhares de celebridades e, até mesmo, o adolescente Professor Astromar, em seus primeiros passos de esbórnia carnavalesca.

Petrópolis fica a 60 km da cidade do Rio de Janeiro, situada a 809 metros de altitude, em um circo de vales e rodeada de montanhas da Serra do Mar. Tem clima tropical, com temperaturas máximas em torno de 23ºC  e, nos meses mais frios, mínimas por volta de 14ºC.

No seu apogeu, dos meados do século XIX aos meados da década de 70, sua vocação turística foi imbatível. O “jet set” do Império e o da República veranearam em Petrópolis durante 130 anos. No entanto, a Ponte Rio – Niterói, inaugurada em 1974, desviou essa vocação para outros mares. Petrópolis parou no tempo, apenas para continuar linda, nobre, Sua Majestade, a Cidade Imperial.

A Serra da Estrela, trecho da Serra do Mar onde se encontra Petrópolis, era praticamente desconhecida pelos colonizadores portugueses nos primeiros 200 anos de ocupação, exceção a alguma expedição exploratória para tomar posse de sesmarias.  Os impedimentos vinham do enorme paredão montanhoso de mais de 1000m de altura que tinha que ser vencido e, também, pela presença dos selvagens índios Coroados, que habitavam serra acima. Ali não havia qualquer atividade econômica.  Somente quando os bandeirantes paulistas descobriram ouro nas Minas Gerais é que foi aberto o Caminho Novo, em 1704, para facilitar a viagem até as vilas mineradoras. O caminho era “novo” porque havia um outro, o “velho”, desde meados de 1600, muito longo e de difícil trânsito, aberto pelos próprios bandeirantes, constituído de trilhas e picadas até as minas de ouro.

A história da cidade começa a se configurar mais propriamente em 1822, quando D.Pedro I, a caminho de Minas Gerais pelo Caminho do Ouro, hospedou-se na fazenda do Padre Correia e ficou encantado com a região. Sem conseguir adquirir as terras, no entanto, acabou comprando, por 20 contos de réis uma fazenda próxima, a Fazenda do Córrego Seco. A crise política sucessória em Portugal e um acesso de depressão levaram D. Pedro I a retornar a Lisboa, para nunca mais ver o Brasil.
A Fazenda do Córrego Seco foi deixada como herança para seu filho, D. Pedro II, que nele construiria sua residência de verão. Para dar início à construção, D. Pedro II assinou, em 16 de março de 1843, um decreto pelo qual determinava o assentamento de uma povoação e a construção do novo palácio. Nascia Petrópolis. Uma grande leva de imigrantes europeus, principalmente alemães, sob o comando do engenheiro Júlio Frederico Köeler, foi incumbida de levantar a cidade, construir o Palácio e colonizar a região. Seus descendentes vivem lá até hoje.

A família imperial foi assim, o primeiro grupo de veranistas de Petrópolis. Durante o ano, viviam no Palácio da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Mas, durante do verão, a cidade da serra  tornava-se a capital do Império, com a mudança de toda a corte para Petrópolis,    acompanhando o lazer dos monarcas.

Durante todo o 2° Reinado, a presença de D. Pedro II em Petrópolis se destacou, acima de qualquer outra personalidade, por sua influência, pela constância da sua presença e do seu amor à cidade.  “Fale-me de Petrópolis”, pedia a quem o visitava no exílio, pouco antes de falecer. 

O protocolo da serra sempre foi simples; muitas vezes o Imperador era encontrado circulando pela cidade de charrete ou mesmo a pé.  Às vezes, entrava na sala de aula de uma escola e passava a fazer perguntas aos espantados alunos. Certa vez, a princesa Isabel foi vista saindo de sua casa, em frente à Catedral, aos berros, recomendando ao Conde d’Eu: “Gaston, não esqueça a chave do portão!”

O acesso a Petrópolis foi sendo incrementado com o passar dos anos. Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, criou a estrada de ferro e a linha de barcos a vapor, que ligava Petrópolis ao Rio de Janeiro. Essa viagem começava no Cais dos Mineiros do Rio e ia até o Porto de Mauá, no fundo da Baía da Guanabara, em pequenos vapores muito confortáveis, com orquestra e sala de refeições. Do Porto de Mauá até Raiz da Serra usava-se a primeira estrada de ferro do Brasil, construída em 1854, e daí, seguia-se até Petrópolis em diligências, pela Estrada Normal da Estrela. Em 1883, foi inaugurada a Estrada de Ferro do Príncipe Grão-Pará, vencendo a Serra da Estrela em cremalheira, notável obra de engenharia na época, que substituía as diligências serra acima. Nos anos 30, trens mais modernos faziam esse percurso, com ponto final na Estação do Alto da Serra. Com um pouco de imaginação, pode-se ainda hoje passar por ali e sentir o característico cheiro de ferro contra ferro e do óleo e fumaça das locomotivas a vapor.

A importância política da cidade perdurou por décadas, mesmo depois do fim do Império. Foi até mesmo capital do estado do Rio de Janeiro no período de 1894 a 1903. A Rodovia Washington Luiz, a velha e querida Rio – Petrópolis, inaugurada em 1928 incrementou o fluxo de veranistas consideravelmente. Lá estiveram o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Santos Dumont, Conde Afonso Celso, Machado de Assis e Ruy Barbosa. Foi lá que Jorge Amado escreveu os últimos capítulos do seu “Gabriela Cravo e Canela”.Todos os presidentes da República, desde Deodoro Deodoro da Fonseca até Costa e Silva veranearam em Petrópolis, no Palácio Rio Negro. Exceção feita apenas a Floriano Peixoto, Delfim Moreira e Castello Branco.

A cidade possui um conjunto de palacetes sem igual, dos quais o mais conhecido é a sede da fazenda de D.Pedro II, hoje o Museu Imperial, localizado na possivelmente mais bonita rua da cidade, a Avenida Köeler. Por ali se encontra a Câmara Municipal, com sua lendária fonte de bronze ilustrando a luta entre a águia e a serpente que queria devorar seus filhotes. Na Catedral,  patrocinada pela Princesa Isabel, está localizado o mausoléu do Imperador e da Imperatriz. E foi a metros dali, no Palácio de Cristal, construído na França em 1789, que, numa cerimônia realizada em abril de 1888, a Princesa Isabel concedeu títulos de alforria aos 103 últimos escravos de Petrópolis.

Petrópolis é uma cidade fiel à minha infância e à minha juventude. Marcos daqueles anos ainda estão por lá. O Alemão, o Quitandinha, o Clube Petropolitano, o Cremerie, a Avenida XV de Novembro, a Casa D’Angelo, a Fábrica de Chocolates Patrone. Literalmente rejuvenesço quando vejo esses lugares. Não estão mais lá, no entanto, os Cinemas Capitólio, Petrópolis, Dom Pedro e Esperanto., nem a Casa Duriez, a Alfaiataria De Carolis, a Casa Sloper, a Confeitaria Copacabana e o bisavô do Mac Donald’s e do Bob’s, o Toni’s. Por todos esses lugares circularam lambretas, fuscas envenenados e minhas primeiras namoradas.

Pois foi um casal de eternos namorados que me deu os verões de Petrópolis. Dos passeios de velocípede, aos passeios de bicicleta, aos bailes de carnaval, aos arrasta-pés, ao sol das piscinas da serra. Tudo isso aconteceu num ciclo progressivo de crescimento da família com a chegada de minhas irmãs, obrigando o casal de eternos namorados a trocar de endereço  algumas vezes. Rua Vitor Meirelles, Rua Olavo Bilac, Rua Monte Castelo. Nesse último endereço, ficamos 35 anos. Está localizado num vale magnífico que nada mudou em todo esse tempo. Sei lá como, nem porque. Talvez o ruço, a neblina que baixa no mau tempo e encobre tudo, tenha escondido aquele paraíso de um progresso devastador.Ali está o último reduto de inquilinos em extinção na Natureza, como a cigarra, o vaga-lume e o sapo martelo.O ciclo de paixão por Petrópolis se repetiu com a nossa geração seguinte, mesmo distribuída em três estados e dois continentes. Os netos do casal de eternos namorados veranearam na Monte Castelo, distribuindo estrepolias e abrindo nos patriarcas belíssimos sorrisos do dever cumprido.

Passei 47 verões em Petrópolis, mas o ciclo terminou. Foi lá que me despedi do casal de eternos namorados. Acho Petrópolis sagrado. Por isso, quando chegar minha vez de reencontrar o casal de eternos namorados, enterrem meu coração em Petrópolis.

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22 respostas para ENTERREM MEU CORAÇÃO EM PETRÓPOLIS

  1. Menininha da Patrone disse:

    A Cascatinha tá transbordando, a correnteza cobrindo a serra, a Ovalo Bilac e sobe a Monte Castelo !

  2. Noblesse Oblige disse:

    Cher Professeur,
     
    Il y a longtemps, j\’ai dit la même chose à mes enfants: "enterrez le mien là-bas! Si la VARIG vient à exister toujours, prenez mes cendres dans une boîte de chocolat LINDT et éparpillez-les avec le couple d\’amoureux". Ils m\’ont promis de le faire.
     
    Noblesse Oblige

  3. Delicado da Kibon disse:

    A uma semana do Domingo de Páscoa, o gosto de açúcar fica mais aguçado. Tem ovos da Patrone para procurar no jardins da Monte Castelo. O de açúcar candy chega a ser melhor do que o Delicado da Kibon.

  4. Patrícia disse:

    Podem enterrar o meu por lá também. Ô terra mais linda!
     
    É impressionante, você sempre acrescenta algo de muito interessante aos meus posts. Eu aprecio o barroco desse veneziano, acho fascinante. Aquela escultura, em especial, é delicada e comovente.
     
    Se os meus elogios lhe são caros, não tenho como descrever o que os seus são para mim. Eu ganho o dia.
     
    "Independência ou morte!". Que assim seja😉
     
    Beijos, Professor.

  5. Luz de Pedra disse:

    Não precisa dizer mais nada : "casal de eternos namorados".

  6. Leninha disse:

    ADOREI a reportagem do Professor Astromar sobre Petrópolis,bárbara!!!!

  7. Raspa do Tacho disse:

      Por duas vezes nessa vida, ouvi um comentário muito parecido sobre a família carioca em questão. Um foi de um tio patriarca que disse a nosso pai quando ele ia se casar: "Você vai entrar para uma família de pessoas hipersensíveis!!!!" Meu pai comprovou esta afirmativa ao longo de sua vida enamorada.
    Outro foi durante o casamento de meu irmão mais velho, a família da noiva falou muito bem e nós não havíamos preparado nada. A cascatinha me empurrou, vai lá, fala alguma coisa, meu deus!
    Eu peguei o microfone e falei, lágrimas rolando como enxurrada de verão, que meu irmão finalmente encontrava o amor que ele perseguira em sua vida e que era o de nossos pais enamorados. Todo mundo chorava. O amigo já meio bêbado do meu irmão então soltou a segunda afirmativa : Poxa, vocês são tão emotivos, como choram!!!!!!!!!!!!!!!!
    Eu já chorei muito lendo as recordações do professor sobre a cidade imperial e seus inesquecíveis verões. Parabéns.
    Agradeço particularmente umas belas lembranças que aqueles verões me apresentaram, eu criança pequena e silenciosa: João Gilberto e o disco branco dos Beatles, trazido de navio em primeiríssima mão.
    Bua Buaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!

  8. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Meu Professor, vê se pega leve. Tem cabra macho aqui do bando se escondendo atrás de mato ralo pra chorar e uma turma já veio me aperrear dizendo que se a volante pegá nóis de jeito os coração de tudim vai ter de ser enterrado em Petrópolis. Pra tu tê uma idéia, tem um aqui que até já mudou de nome, era Chumbo Grosso e agora virou Cascatinha…
    Manera aí, cumpanheiro. Volta pras história dos elefantes do Aníbal correndo atrás da moça Joana D\’Arc.
    1 abraço
    Capitão Raimundo Nonato (membro honorófico da guarda imperial do Quitandinha)

  9. Patrícia disse:

    Eu suspeitava, pelo estilo dos comentários. Fico feliz por saber que sempre esteve por perto.
    OBRIGADA.
    Beijo, Professor, saudações.

  10. Voyeur de Wayzata disse:

    Vou ter que te comentar com calma esse teu texto de Petrópolis porque o nosso sentimento é semelhante. Obrigado pelo presentão…

  11. Voyeur de Wayzata disse:

    É estranho, Professor, o fascinio que Petrópolis exerce em mim. Acho mesmo que um pouco demais, talvez pela distância, que exacerba memorias. É uma mistura de historia, clima, visual, cheiro, experiências, etc. O que v. diz no blog traduz exatamente o que eu sinto. 
    Tivemos 2 casas no Quitandinha – uma numa rua em frente ao posto policial e a outra um pouco mais adiante, e 1 acima da casa do Santos Dumont, aonde tinha uma estátua da Virgem. Conheci Greenpeace Chef &Wildfile Cockraocah Ranger, minha esposa,  lá em 1967. Mais tarde, já casado, de 1973 a 1978, todos os anos minhas filhas passavam 4 meses por ano, ferias, lá, direto. Nesse periodo, eu subia 2as, 4as e 6as, pegando um trânsito do cacete na Av. Brasil, mas que a subida que você detalha tão bem compensava tudo. Subia com neblina e chegava com russo. Delicia. Dia seguinte, acordava com o galo e descia pro inferno. 

    PROS & CONS 

    Cheguei a pensar em construir em uns terrenos que comprei na Samambaia, pra morar. Fiz plantas e planos. Comprei-os em 1976 por, na época, U$ 40 mil, financiados em 2 anos. Hoje, 31 anos depois, valem U$ 35 mil e não há comprador. E a Samambaia esculhambou de vez. Uma favela enorme tomou conta dos lindos morros da fazenda e uma incorporação ocupou a base de uma pedra espetacular ao lado da Floralia. Tudo porque uma fdp de uma americana chamada Mary Stearns Morse, machona (mesmo) da dona da Fazenda Samambaia de quem esqueço o nome ( Lota Macedo Soares ? ) , recebeu TODA aquela área em herança da véia (que nunca teve filhos) e loteou. Alguns lotes grandes, mas a maioria com 100, repito, 100 m2…A fdp produziu uma favela, que devastou os morros verdejantes da Samambaia e poluiu o riozinho.

    Cada vez que vou ao Rio, passo em Petrô. Batata : meus terrenos estão cobertos de lixo e tubulações clandestinas roubam minha água de fonte. Há alguns anos mandei cercar com arame farpado e plantei 300 pinheiros. Roubaram a cerca e TODOS os pinheiros.

    Petrópolis se transformou em um grande favelão, mas ainda assim continua me "chamando". As áreas históricas no centro da cidade estão muito bem preservadas e a Av. do Imperador, ex-Av XV de Novembro, agora é um boulevard por onde não passam carros. Não vi, me contaram. Que bom.

    Itaipava e Correias, apesar de destruidas profissionalmente pelo comércio, ainda legal. Petrópolis-Teresópolis, ainda aquele paraíso.

     Não fôsse pelas notícias que nos chegam sobre o perigo que é dirigir atualmente na serra ( de dia ou de noite, assaltos diarios a carros e ônibus, com árvores jogadas no meio da estrada para obrigá-los a parar, imagine ) e na linha vermelha, e talvez eu ainda estivesse acalentando um sonho de construir um refugio/santuário para passar o resto da vida lá…

    Acho que me sentiria protagonizando Somewhere in Time ( http://www.somewhereintime.tv/ )…

  12. Raspa do Tacho disse:

    Minnesota in Town
     
    Gostei muito do voyeur congelado comentando pros e cons.
    Como frenquentadora esporádica de Petrópolis, acrescento que a atual Avenida do Imperador não é uma avenida de pedestre.
    A Rua 16 de março, paralela àquela, sim, é rua onde não passa mais carro. A cidade parou no tempo, apesar de os monumentos imperiais estarem bem conservados, nada acontece por lá. A vida comercial e noturna pulsa em Itaipava, cheia de shoppings, restaurantes e condomínios.
    As favelas também ocupam a cidade. O Cemitério Municipal, onde estão os namorados, é meio perigoso, fronteiriço com uma enorme ocupação no morro. Dá até medo de visitar o túmulo deles.
    Congelado, suas lembranças também são muito boa!
    Parabéns
    Como diz o professor, o ruço encobre o progresso, mantém a lembrança intacta em todos nós.

  13. Faustinho disse:

    Meu caro professor,
    confesso que não conheço Petropolis a não ser por fotografias. E tenho que lhe dar os parabéns. Porque nenhuma foto que eu vi até hoje desta cidade revela mais do que seu texto. Neste caso, as mil palavras valeram mais do que a imagem. Emocionante.
    Forte abraço,

  14. Patrícia disse:

    Sim, sim, vi que Volterra voltou :))))))))
    Obrigada por ter enviado a matéria; é um trabalho interessantíssimo, lindo!
    Virás ao Rio?

  15. Rosana disse:

    Moro em Petropolis há 46 anos, sou apaixonada pela cidade por este chão.Como o senhor, quero deixar meu coração aqui.Fiquei muito emocionada com seu relato e suas recordaçoes. Parabéns pela sensibilidade e que Deus realize teus sonhos mais profundos.
    Rosana de F. Medeiros.

  16. George disse:

    Me coloquei no lugar de seu pai, imagino bem a emoção dele, diante dos Plantagenetas, é lamentavel constatar através de sua descrição, saber que os ossos de todos la , foram espalhados pelos amaldiçoados revolucionários!!!, lamentável!!!, os despojos daqueles que foram grandes seres humanos nessa terra!.

  17. Ana Cristina Bento Ribeiro disse:

    Petropolis para mim tem cheiro de infância feliz! Quantos verões lá passei com um monte de primos na casa de nossos avós maternos na av.ipiranga 398, a casa tombada ainda existe!!Um monte de primos andando de bicicleta que nem alucinados, apavorados qdo passavamos em frente ao casa mal assombrada (dos sete erros), as idas ao museu para ficar patinando com o chinelo, o baile infantil do quitandinha, os medo daqueles mascarados, a missa de domingo na catedral. Tanta lembrança boa! os sinos da igreja luterana proxima a nossa casa q não sei pareciam tocar dentro do meu coração, adorava ouvir aqueles cantos dos protestantes mas não podia entrar naquela igreja pois minha avo carola católica proibiu a gente!Ainda vou matar essa curiosidade!!!Jayme viajei no tempo…muito bom sentir essa emoção!!

    • Ana
      A Petrópolis que você descreve é a mesma que está no meu coração. Conheço a Av. Ipiranga 398. Só casas lindas.Nossa primeira casa foi na Olavo Bilac 396, depois, por 35 anos, na Monte Castelo 258. Foram 4 gerações que passaram por lá. Com a morte de meus pais e cada irmão para um canto, tudo se acabou. Retornei à cidade em romaria, em 2010. Uma tristeza no que se transformou. Mas, por incrível que pareça, Av. Ipiranga e Rua Monte Castelo estão congeladas no tempo da serra.
      Obrigado pelas lembranças.
      Professor Astromar.

      • Ana Cristina Bento Ribeiro disse:

        Teacher,
        Devo ir lá no final de agosto visitar uma amiga da IBM que mora lá!Vamos almoçar no restaurante da casa mal assombrada, acho que vou tentar entrar na igreja luterana.
        Tinha mtas amigas do colegio (sion) q tinham casa perto!Algumas conseguiram conservar…Como vc diz tb me dá muita melancolia ver no que se transformou!

  18. Ana, paquerei aquela casa mal assombrada por quase trinta anos. Sempre com portãozão tracadado. Levava minha filha para ver a casa e inventava histórias sobre aquilo ali. Em abril de 2010 vi que ela estava aberta ao público. A cavalariça havia se transformado em restaurante e a visita ao casarão foi guiada por uma senhora, a última dona da casa. Vale a pena.
    Enjoy.
    Teacher Astromar

  19. Pistoleiro do DS disse:

    NOSSA A CASA DA Z É DEMAIS! OOOOHOOO!!! EU QUERIA QUE EU ESTIVESE LÁ NADANDO NA PISCINA.EU QUERIA QUE A SOU DEMAIS VISSE ISSO.
    Ass: Pistoleiro do DS

  20. OI, meu filhote Pistoleiro do DS!
    Muito legal seu comentário; Eu tenho certeza que a sua vovó Z ia gostar muito de suas travessuras naquela casa maravilhosa. Você e sua irmãzinha Sou Demais iam aprontar. Tinha muitos passarinhos, árvores de frutas, grilos, cigarras e vagalumes. Tinha borboleta, aranha e marimbondo também. O azul do céu era uma maravilha, e, de noite, a gente podia ver todas as estrelas do céu. Até a Evangelina;
    Um dia eu levarei vocês lá para conhecer onde seu pai passou tantos verões e Páscoas felizes.
    1 abraço do
    Professor Astromar

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