NORMANDIA – PARTE I – SÉCULO XI


 

NORMANDIA – PARTE I

De Bayeux a Londres, em uma tapeçaria do século XI, com Guilherme, o Conquistador

 A Normandia é uma região litorânea no noroeste da França, uma extensão das margens gaulesas do Canal da Mancha, defrontando a Inglaterra. Fora das rotas do turismo de massa, a Normandia é um mundo de paz e silêncio, recortado por estradinhas bucólicas que atravessam pequenas vilas em cuja vizinhança se misturam fazendas seculares, construídas em pedra, cercadas por muros baixos, também de pedra, e antigos castelos ducais. Ali se produz, desde a Idade Média, o “calvados”, um destilado de maçã. No litoral, suas quilométricas praias só apresentam movimento no verão gelado da região, quando franceses em férias ocupam balneários de antigamente, em casas desertas na maior parte do ano. Da Normandia de hoje podemos enxergar a Normandia milenar (Fig.1).

Mas nas brumas do tempo estão os ruídos de exércitos que por ali passaram, durante séculos. Depois dos romanos, os primeiros foram os vikings, que, no final do século IX, partiram da Dinamarca com seus barcos para atacar e saquear as ilhas britânicas. Alcançaram também o continente europeu, em especial a França, avançando por rios adentro, para depenar e pilhar o que encontrassem, até mesmo Paris no ano 886. Reagindo tarde, sempre recuando para defender o interior, os franceses acabaram deixando o litoral norte desprotegido. E, ali, os vikings se estabeleceram e criaram raízes, misturando-se com o povo local, criando famílias e multiplicando gerações. Adotaram o idioma dos francos, ficaram conhecidos como povo normando, sua terra passou a ser chamada de Normandia.

O primeiro rei da Normandia foi o viking Rolo, que converteu-se ao cristianismo e produziu uma linhagem de duques, reis da Normandia. Apesar de sua brutalidade e violência (decepavam pés e mãos e arrancavam os olhos de seus inimigos), os normandos tornaram-se cristãos fervorosos, ergueram grandes igrejas e abadias com escolas, e atraíram e formaram intelectuais. Assim, entre mosteiros e castelos, entre o rude treinamento militar e a devoção a Deus, eles desenvolveram muito a região.

A quinta geração de Rolo teve como representante de destaque o duque Roberto I, o Magnífico (1027-1035). Mas de magnífico Roberto não tinha nada: inescrupuloso e implacável, subiu ao poder após matar seu irmão mais velho. Apaixonado por Herlève, filha de um curtidor de peles, tomou-a como amante favorita, e com ela teve o filho Guilherme, o Bastardo (1035-1087), que acabou sendo seu herdeiro. Como a nobreza franco-normanda não aceitou a unção de Guilherme, a partir dos 16 anos, ele saiu em campanha, aumentando seus domínios com vários ducados importantes. Apoiado pela Igreja, através seu meio irmão Odo, Bispo de Bayeux, tornou-se o legendário Guilherme, o Conquistador (Fig.2) e desenvolveu o irresistível libido de um dia conquistar a Inglaterra.

A cidade normanda de Bayeux tornou-se uma espécie de quartel general de Guilherme. Uma vila que há um milênio não passa dos 2.000 habitantes, tem uma catedral onde cabe a população inteira da cidade. Obra do Bispo Odo, o meio-irmão de Guilherme. Bayuex é cortada por um pequeno rio e, quase 1.000 anos depois, praticamente mantém sua aparência original (Fig.3).

Enquanto  isso, a Inglaterra padecia com os ataques vikings, levando seu rei  Etelredo II, o Irresoluto (979-1016) a fugir para a Normandia, onde gerou descendentes aparentados com a linhagem do normando Guilherme. Um deles, assumiu o trono inglês e entrou para a História como Eduardo, o Confessor (1042-1066). Eduardo era um monge de espírito, não um rei. Apesar de ter uma rainha, viveu o ideal da castidade e não consumou o casamento. Sua esposa ficou no ora veja, e a Inglaterra, sem herdeiro ao trono, sem um futuro Príncipe de Gales, como o atual e inútil Charles, viúvo da Princesa Diana, Duque da Cornualha e esposo de uma figura geriátrica eqüina.

A disputa pelo trono inglês começou com Eduardo, o Confessor ainda em vida. Alguns anos antes de morrer, o rei inglês prometeu a sucessão tanto a seu primo distante, o normando Guilherme, o Conquistador, como a Haroldo, um nobre londrino. Curto em sorte, Haroldo, em uma viagem diplomática à Normandia, foi aprisionado por Conan, duque da Bretanha (nada a ver com o Conan de Arnold Schwarzenegger). Guilherme, esperto, pagou o resgate de Haroldo e fez com que ele jurasse diante de relíquias de santos, na Catedral de Bayeux, que jamais pleitearia o trono inglês. Pouco depois, o rei da Inglaterra, Eduardo, o Confessor, faleceu de causas misteriosas.

Sonso, Haroldo imediatamente apossou-se da coroa e se auto declarou novo rei : “God save the King”. A histórica expressão foi seguida ao pé da letra por Guilherme, na Normandia. Tomado de fúria com o perjúrio de Haroldo, montou uma expedição para atacar a Inglaterra e tomar o que era seu, segundo sua ótica, na base do salve-se quem puder, inclusive o rei inglês. Centenas de árvores foram derrubadas para construir uma esquadra. Com um exército de arqueiros, cavalaria e máquinas de guerra, Guilherme lançou sua expedição à Inglaterra a partir de praias vizinhas a Bayeux. Desembarcando nas praias inglesas, ordenou pilhagem sem dó nem piedade. Vilas foram arrasadas e queimadas, o exército normando passou a se alimentar de churrasco de todo e qualquer tipo de animal disponível.

Mas Haroldo estava com as mãos atadas para contra-atacar, submetido a uma invasão viking ao norte, comandada pelo invicto norueguês Hadrad. A 400 km de Londres, o exército inglês conseguiu uma vitória tão inesperada quanto rápida e espetacular e se dirigiu em marcha acelerada para dar combate aos invasores normandos.

Os dois exércitos inimigos se defrontaram em 14 de outubro de 1066, na Batalha de Hastings. De um lado, normandos a cavalo com escudos e lanças longas, auxiliados por arqueiros; do outro, os anglo-saxões a pé, com machados, espadas e escudos. No total, cerca de 7.000 homens lutaram naquele dia. A cavalaria normanda atacou a infantaria inglesa, matando os irmãos do rei Haroldo. Para neutralizar o boato de sua morte, Guilherme, montado em seu cavalo de guerra, virou-se para as tropas normandas e levantou seu capacete para mostrar o rosto e dar prova de vida. Com ânimo renovado, os normandos aumentaram a fúria do ataque aos exaustos ingleses. Atingido por uma flechada no olho, Haroldo virou presa fácil para quatro nobres normandos, e foi esquartejado na hora. Com a morte do rei, o exército inglês se dissolveu, perseguido na fuga pela cavalaria normanda.

Vitorioso, Guilherme tornou-se Rei da França e da Inglaterra, mudou-se para Londres, dominou o país, fez o primeiro recenseamento de propriedades e de população, relaxou e gozou, deixou-se engordar e morreu dos ferimentos resultantes do tombo de um pobre cavalo que não agüentou seu peso.

Para celebrar a vitória normanda na Batalha de Hastings, o Bispo Odo, de Bayeux, sem querer, deu uma das maiores e ricas contribuições à História. Encomendou a frades locais uma tapeçaria bordada contando toda essa história, do reinado de Eduardo, o Confessor à vitória de Guilherme, o Conquistador, em Hastings. Estão lá Conan, o juramento de Haroldo, a morte de Eduardo, a construção da armada normanda, os churrascos, detalhes das fases da batalha final e a coroação de Guilherme como rei da Inglaterra. A tapeçaria mostra costumes e vestes da época, a crueldade na guerra, com uma clara, concisa e completa descrição em latim. Uma história em quadrinhos de quase 1.000 anos.

Estive duas vezes na Normandia. Na primeira viagem, motivada por uma outra Viagem na História, descobri Bayeux, distante de Paris cerca de 270 km, quando parei em um  “office de tourisme” na estrada, meio perdido sem saber aonde me hospedar na Normandia. Achei o que fui originalmente procurar e, muito, muito mais. Descobri a Bayeux medieval, mas estava cego pelas detalhes do evento que me levara até lá; algo ocorrido quase 1.000 anos depois. Por isso, não dava atenção a placas espalhadas por todo canto indicando “Tapisserie de Bayeux”. Naquele acesso de burrice, imaginava tratar-se de algum tipo de artesanato local, de trabalhos em malhas, sei lá. Mas, no dia da partida, cabeça iluminada, resolvi seguir as placas e cheguei a um museu.  Um museu com uma peça só, a original Tapeçaria de Bayeux, aquela do Bispo Odo, confeccionada em 1067. Lá estava ela, em câmara escura, nos seus 70 metros de comprimento e 60 cm de altura (Figs.4). Confeccionada em linho e com bordado de lã tingida com vários pigmentos vegetais, está praticamente intacta. Aprendi também que, durante anos e anos, era exibida ao povo de Bayeux, dentro da Catedral, estendida ao longo das gigantescas colunas da nave central, em celebração popular à épica vitória de Guilherme na Inglaterra. E que, em 1066, o cometa de Halley passou pelos céus na Europa, sendo visto como um bom presságio para as vitórias normandas. A tapeçaria testemunha isso também.

De volta ao Brasil, cheio de novidades, fui conversar com meu pai, historiador silencioso de primeira grandeza. Como uma grande descoberta, dei de presente a ele uma reprodução completa da Tapeçaria de Bayeux. Com um sorriso maroto, ele levantou-se da poltrona e voltou com um livro enorme, “The Oxford Illustrated History of the British Monarchy”, aberto numa página. Estava tudo lá, a tapeçaria, as estrepolias de Guilherme, Bayeux. Num rompante de cumplicidade, voltamos lá, um ano depois, na companhia inseparável de sua eterna namorada, minha mãe. Foi uma viagem maravilhosa (Fig.5), épica. Partimos de Genève e chegamos à Normandia, no mesmo dia, 700 km depois. Viajamos na História dos dois eventos que marcaram a região, separados por 1.000 anos. Durante aquela semana, nossos papéis se inverteram. Eu cuidava deles, eles eram os filhos. Foi nossa última viagem. Algumas semanas depois, Papai partiu e a alma de Mamãe foi junto com ele. De tantas lembranças daqueles dias, tenho aqui meu maior souvenir de Bayeux: um bilhetinho de minha mãe, escrito naquela caligrafia impecável, “Obrigada pela Normandia, filhão”. 

P.S. No meu próximo texto, “Normandia – Parte II” ,  viajaremos na história de um outro evento que mudou o mundo.

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48 respostas para NORMANDIA – PARTE I – SÉCULO XI

  1. To disse:

    Bravo pour la belle histoire c\’est exactement celle que tu m\’as raconté…mais en français

  2. Fabio S disse:

    Astromar, muito legal o seu depoimento-artigo sobre a Normandia. Como sugestão, nos futuros eu mesclaria ainda mais a sua viagem, e presença no local, com os fatos históricos – pois você tem um excelente domínio das palavras e emoções, que dão cor e vida ao texto, que de outra forma seria apenas um registro histórico e por vezes cansativo.Parabéns!

  3. Dona Carochinha disse:

    Querido Professor
    Como historiadora de quatro costados, sinto-me compungida a discordar do colega Fabio S em um ponto. Continue fazendo seus textos com a História abrindo caminho para a surpresa da sua experiência pessoal. Estou 100% de acordo com ele quando menciona sua capacidade de jogar com palavras e emoções e, permito-me acrescentar, no momento certo. Cada texto seu é uma deliciosa experiência para aprendizado via leitura e incontáveis releituras.
    Obrigada pelas oportunidades. Aguardo "Normandia Parte 2" e sei lá mais o que virá depois dessa mente brilhante.

  4. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres
    A turma aqui tá desde antonti que só fala desse causo do Rei de Duas Coroa. Pelo nosso pensamento, os normando era uma espécie de cangaceiro de escudo e espada. O Compadre Tirazóio, diz que o Mestre mata a prova e mostra o pau contando que os normando era temente a Deus, mas quando pegava os macaco de volante daquele tempo, cegava, capava e descabeçava tudim.  Tal qual nóis fazemo inté hoje. E que vergonheira era esses viking, né ? Descia dos barco berrando e tocando fogo, e depois amansava e ficava plantando mandioca e cortando lenha. Possa ser por isso que desandaram a andar de chifre nas cabeça. Muié que é muié num gosta de cabra mole sem mangueira pra apagar o fogaréu lá das sua pudecença. E, como chefe do bando, tumém cheio de história de encontro de morte com as volante e puliça, arresorvi manda fazê uma tapetão pra nóis. Vai sê a Tapessaria do Cangacê e vai sê cumpridona, maior que aquela francesa. Vai medir umas 3 légua. Encomendemo o texto pros seus amigo repentista, Lamparina e Caititu, os desenho fica por conta do Sobrinho Ernesto, e o bordado, é claro, vai vim das muié rendeira. Depois nóis vai vendê como literatura de cordel na Feira de Caruaru . Teje convidado pra noite de ortógrafo. Vai tê muitio forró, rapadura, carne de sol com manteiga de garrafa, tapioca, pinga e rala e rola no matagal e nas rede. E quando o sinhô Tenente da Marinha vim aqui, vai podê me pagá aquela continença pro Capitão da Caatinga.
    Abraços do amigo acoitado no sertão,
     
    Capitão Raimundo Nonato

  5. Luz de Pedra disse:

    Destaques lindos desta conversa sobre sua querida Normandia :
     – "Tem uma catedral onde cabe a população inteira da cidade."
     – "Achei o que fui originalmente procurar e, muito, muito mais. "
     – “Tapisserie de Bayeux”. Naquele acesso de burrice, imaginava tratar-se de algum tipo de artesanato local, de trabalhos em malhas, sei lá."
     – "Meu pai, historiador silencioso de primeira grandeza."
     – "Durante aquela semana, nossos papéis se inverteram. Eu cuidava deles, eles eram os filhos."
    – As 4 fotos no final, incluindo a do tunel de luz, estão maravilhosas!

  6. Luz de Pedra disse:

    Comentando os comentários dos comentaristas :
     – Fabio S: "domínio das palavras e emoções, que dão cor e vida ao texto".
     – Dona Carochinha : essa aí é ótima, "o que virá depois dessa mente brilhante".
     – To : é o seu professor de Francês, né ?
     – Capitão Raimundo Nonato : cabra da peste, sabia que vinha do Crato. Glorioso hoje com "Arresorvi mandá fazê uma tapetão pra nóis. Vai sê a Tapessaria do Cangacê e vai sê cumpridona, maior que aquela francesa. Vai medir umas 3 légua. Encomendemo o texto pros seus amigo repentista, Lamparina e Caititu, os desenho fica por conta do Sobrinho Ernesto, e o bordado, é claro, vai vim das muié rendeira.”

  7. Delicado da Kibon disse:

    Professor,
    Estou chegando de uma volta pelas terras dos celtas, onde tudo se escreve em inglês e, pasme ( ! ) em gaélico, que tal? Baile Atha Cliáth é Dublin em gaélico, é o que se lê em todas as placas de carro!!! Pode um um helvético-carioca se virar numa confusão dessas?
    Delicado da Kibon
     
    Comentário do Professor Astromar : Nunca estive na Irlanda, infelizmente. Mas a História registra que nem Julio César, nem Guilherme o Conquistador conseguiram dobrar os celtas. E a música celta continua viva e linda até hoje. Tanto em Inglês quanto nesse incompreensível Gaélico.

  8. Primo Fogão disse:

    Pô, Astrominho! Cavaldos NÃO é um vinho de maçãs mas, sim, um álcool desse vinho.
    Digo isto, em fúria, para abafar a dor e as lágrimas que acabei de verter ao ler o último parágrafo e o P.S.
    Esse tempo foi o último em que estivemos juntos, na casa da Luz de Pedra, com o seu pai e a sua mãe, os confiáveis e amados refúgios das minhas dores.
    Continuo a amá-los.Lembro-me da viagem de vocês à Normandia. Eu já estava em Paris. Foi lá que recebi o telefonema da Delicado da Kibon. O resto é saudade.

  9. Noblesse Oblige disse:

    Cher Professeur,
    Il y a plus de 30 ans, quand je suis venue habiter dans ces parages helvétiques, j\’ai connu un Monsieur charmant, très cultivé, un peu professeur comme vous. Il avait aussi beacoup d\’humour, n\’a jamais perdu son accent brésilien et parlait un français impeccable style Vieille France. Il me connaissait bien, ma famille aussi, et il savait qu\’un certain Astromar était un professeur d\’un style très recherché et subtil. Il aurait adoré le Normandie-partie 1 car il aurait appris encore tant de choses. Je suis certaine qu\’il vous en remercie, mais pas autant que moi.
    Noblesse Oblige

  10. Professor Astromar disse:

    Chère Noblesse Oblige
    Je suis triste parce que je sais que ton ami a laissé ce monde. Mais, sûrement, il est au en ciel. Cést une histoire avec beaucoup d\’émotions: les deux professeurs qui ont toujours connu chaqu\’un,  mais sans jamais avoir se rencontré. Seulement à travers de toi.
    Professeur Astromar

  11. Paparazzo de Pompéia disse:

    Professor Astromar,
    Só hoje pude sentar com calma para passar com cuidado por tudo que você colocou no saeu blog. Eu adorei de verdade! Gostaria muito de ter 10% da sua capacidade de escrever, além também de dispor de fotos com você tem para ilustrar tantas coisas legais, como a infância em Petrópolis.
    Peço que aceite o meu abraço comovido (eu, bem velho, tenho me comovido com muita facilidade ultimamente! ) e os meus parabéns pelo magnífico trabalho de compilação e organização de informações e recordações.
    Do seu amigo e, principalmente admirador de sempre, diretamente de Pompéia,
    Paparazzo de Pompéia
     

  12. Paparazzo de Pompéia disse:

    Professor Astromar,
    Eu sinceramente gostaria de poder enviar mais análises e comentários pois os que fiz foram muito poucos e assaz modestos. Depois de tomar conhecimento desta sua, até então desconhecida (para mim), atividade é que pude entender de onde você produz tiradas tão brilhantes e tão gramaticalmente corretas e diferentes. Os auxílios dos Professores Vianinha e Guimarães apenas não seriam suficientes !! Mas não tenho dúvida que os conhecimentos adquiridos no Colégio Santo Inácio ajudaram a formar uma base muito sólida em cima da qual você pôde desenvolver esta admirável capacidade. Aliás, falando em formação de base, vejo com tristeza que cada vez menos se percebe este tipo de preocupação na educação dos nossos jovens atualmente. E isto certamente se refletirá na qualidade da vida da nossa sociedade no futuro. Mas, creio que felizmente, não estaremos mais aqui para vivenciar isto ! Temos então apenas que torcer para que nossos netos consigam viver dias menos sombrios que os atuais.
    Um grande abraço.
    Paparazzo de Pompéia

  13. Voyeur de Wayzata disse:

    Beleza, Professor ! Me completo mais e mais cada vez que leio seus contos e experiências : v. me faz um sujeito melhor… E já gosto do casal de eternos namorados sem ao menos ter tido o prazer de conhecê-los. Azar o meu.
    Aguardo ansioso o "sequel".
    Abraços,
    Voyeur

  14. Narciso Rujol disse:

    Alô Astromar!  
    Pode reservar 1 para mim…
    abs,
    Narciso Rujol   
    P.S.-o site antigo continua funcionando? Pergunto isso, pq estou de férias ,e com + tempo para browsing… 

  15. Professor Astromar disse:

    Alô pessoal
    Para quem não sabe, o blog antigo do Professor Astromar, SIRIS & PIRILAMPOS, que vai virar páginas de um livro,  continua no ar, apesar de não ter sido atualizado desde outubro de 2006. Os arqueólogos anda podem encontrá-lo em http://astromar.spaces.live.com
    O foco todo agora é em Viagens na História, que vai virar livro se eu viver para criar páginas suficientes até lá.
    Saudações a todos, e obrigado pelo interesse e pela audiência.
    Professor Astromar

  16. Primo Fogão disse:

    HERE! Sabe, até a Vera anda lendo os escritos do meu querido professor. Ele escreve bem, é culto, emotivo, um homem bom. Só temo que, se um dia ele se encontrar a sós, armado, com o Lula. Quero meu livro !

  17. Noblesse Oblige disse:

    Cher Professeur,
    Vous pouvez m\’en mettre un livre de côté. Je me réjouis !
    Bisous
    Noblesse Oblige

  18. Luz de Pedra disse:

    Eu vou adorar esse livro edição especial !

  19. Dagdani disse:

    Livro do Professor Astromar ? Eu quero !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  20. Delicado da Kibon disse:

    Volta e meio entro no blog pra ver se há novidades do Professor Astromar !  Genial, cada vez tem um comentário novo !  As encomendas do livro tão crescendo, é o máximo !!!

  21. Kiki disse:

    Livro ? Eu quero um. Ki.
     

  22. Faustinho disse:

    Caro Professor,
    mais uma aula de história viva. Parabéns.
    Só gostaria de fazer uma correção, pois Calvados é um destilado de maçã e não um vinho. Já tive a oportunidade de experimentá-lo e realmente é muito especial.
    Quanto ao livro, eu já o solicitei por email.
    abs

  23. Professor Astromar disse:

    ESCALADA NO IBOPE DO ASTROMAR
     
    Caros amigos
    Sendo hoje um dia muito especial em miinha vida, acordei com uma notícia que muito me alegrou, emocionou e que deve ser compartilhada, agradecendo a vocês.
    Segundo os gestores do MSN SPACES, na lista dos 15 blogs em Português mais acessados, este humilde literato emplacou dois: o velho e esbórnico SIRIS & PIRILAMPOS http://astromar.spaces.live.com e o jovem e milenar VIAGENS NA HISTÓRIA http://berlinghieri.spaces.live.com .
    Em tempos de PAN, Astromar é o único bi-medalhista da lista.
    Sem vocês, eu jamais teria saído do zero.
    Professor Astromar

  24. Faustinho disse:

    Meu caro, parabéns, você merece, sabe o que escreve e escreve com dedicação.
    abs

  25. Delicado da Kibon disse:

    Professor Astromar fazendo IBOPE.. Que máximo !

  26. Primo Fogão disse:

    Meu velho amigo e querido Professor Astrominho. Que bom ter a prova de que tuas origens e méritos próprios te fizeram  predestinado ao interesse e à admiração Das pessoas de inteligência, bom gosto, cultura geral e, sobretudo, amantes das virtudes quase esquecidas tais como honradez, princípios, integridade e amor ao belo. Sinto-me, como leitor que se satisfaz a cada artigo, partícipe dessa alegria. Que bom que teus filhos e sobrinhos tenham um "Google Familiar" de tal jaez. Meus mais sinceros parabéns e gratidão.
    Primo Fogão

  27. Fabricio disse:

    Professor, nada mais justo!!! É o melhor reconhecimento para o seu talento!!!Fico muito orgulhoso de tê-lo como amigo!!! Parabéns!!!
    Fabrício
    P.S.: Treino do dia…15 min de aquecimento + 12 tiros de 400m a 17Km-h com intervalo de 200m trotando a 9Km-h. + 15 min de trote leve!!

  28. Voyeur de Wayzata disse:

    Agora é lançar a versão em Inglês pra faturar uma medalha olímpica…

  29. Fabio S disse:

    Professor, parabéns !
    Abração
    Fabio S

  30. King Naldo disse:

    Grande Professor Astromar ! Parabéns pelas condecorações. Realmente merecido.Sou fã assíduo. Minha contribuição não demanda nenhum esforço. Ao contrário, são momentos de viagens incríveis nas suas narrativas.
    Abração
    King Naldo
     

  31. Professor Astromar disse:

    Bom dia, Professor. Parabéns pelo IBOPE !! Obrigada por sua companhia, espero que se repita muitas vezes.
    Um grande abraço

  32. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres
    Primeiramente, quero registrar que, aqui no acoito da caatinga, esses macho cangaceiro tá tudim num assanhamento só esperando seus causo arretado de Siri mais Pirilampo que vai virá livro. Tem nêgo que já tá até aprendendo a lê de carreirinha, com uma professora do safado do Lulla que agora é puta da Boate Bataclan. E já cancelemo os pedido do livro novo do Réri Pótio. Vamo marcá uma noite de ortógrafo com a sua presença. Traz uma caneta com muitia tinta e a continença que tu me deve. Avisa quando o livro vai se aprontá, pois tem gente aqui que já tá querendo fazê fila. Tamo precisado de 19 livro. Eu ia pedi mais, mas a volante prendeu o cumpanhero Mete Bala e o cumpanhero Flô de Cheiro virou traveco e abandonou o cangaço. Agora diz que é Rosete da Quintxura. E tem mais, faz um descontinho aí, pois a grana tá curta por causo dos imposto desses fiadaputa do PT.
    Segundamente, parabéns pelo IBOPE (que diabéisso ?). Como foi bão pra tu, fizemo uma celebração disparando tiro pra cima na noite enluarada. Acertemo dois morcego e um neto do Drácula.
    Abraços do amigo acoitado no sertão,
    Capitão Raimundo Nonato
     
     
     
     
     

  33. Noblesse Oblige disse:

    Cher Professeur,
    Bravo et toutes mes félicitations pour votre succès. Je suis fière d\’avoir un professeur d\’un tel niveau et, pourquoi pas? de participer à ce super blog!
    Je me réjouis de la suite des évènements et vous embrasse!
    Noblesse Oblige 

  34. Fondue com Forró disse:

    Oh Professor,
    Esse Capitão Raimundo Nonato é bom demais ! O danado pede até um descontinho por causa dos impostos do PT…O cara é muito esperto. Quem sabe um dia eu faço pra ele uma… 
    Fondue com Forró

  35. Raspa do Tacho disse:

    Quando meu caro professor pediu uma pequena orelhinha de seu livro, não titubeei em dirigir-lhe algumas palavras tímidas e caçulas.
    Acompanho desde o início sua brilhante carreira de autor nas horas vagas, nas ondas vagas , nas estrelas vagas, autor que acabou se tornando um campeão de audiência. Debochado, irreverente, cáustico, engraçadíssimo e agregador, o professor Astromar começou registrando cenas do cotidiano, fatos que abalaram o país e foi juntando gente do mundo todo em torno de suas viagens literárias. Dos iglus de Minnesota às gigogas do Leblon, passando por escaladas genebrinas.
    Este livro certamente irá reunir o melhor da rapadura. Rapadura é dura, mas é doce!
    Raspa do Tacho

  36. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Faz muitio tempo que conheço os trabaio do Astromar. Desde os primeiro rabisco quando ele ainda era criança pequena, o Astrominho, eu já tava perto dele. Nóis é irmão de sangue, aparentado pelas origem nordestina do Crato, no Ceará. E tumém pruquê nóis é gente de mandá bala em fulerage de ronca-e-fuça. Eu, com meu fusíve tomático de cangaceiro e ele, com sua caneta e seu cérebro eletrônico IBM. Agradeço ao Padim Ciço Rumão Batista ter desviado as bala das volante que me caça, pra módi eu pudê vê o Astromar crescê, virá surfista cerebral das escrita e me trazê tanta aprendição em tantos causo. Seu trabaio de cordel em livro vai fazê nóis se acoitá e corrê como os Siri e vai iluminá o sertão com a luz dos Pirilampo. Meu bando inteiro tava saudoso dos amigo Lamparina & Caititu, Coroné Pedro Anão, Sapo Bomba, do Paletó-que-exprode-botão e do cangaceiro das água, o Jacaré do Lago Paranoá. Os treinamento de surfe cerebral do Professor Astromar nos deixou tudim preparado pra navegar com ele quando chegá o dia em que o sertão vai virá mar.  
    Capitão Raimundo Nonato.

  37. Professor Astromar disse:

    Uauau !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  O sertão vai virar mar, o mar vai virar sertão! !  Viva Raimundo Conselheiro Nonato!

  38. Roger disse:

    Parabéns pelo IBOPE, Astromar ! Seu site é mesmo muito bom e eu tenho indicado ele para algumas pessoas.
    Abraço,
    Roger

  39. Delicado da Kibon disse:

    Nesse primeiro livro do Professor Astromar, o leitor assíduo de seus textos verá consagrado um novo estilo literário: o de um observador inteligente e perspicaz, exímio sabedor de temas históricos os mais variados e grande conhecedor da língua portuguesa (quiçá de outras) e suas nuances. O leitor novo verá como é possível acrescentar a essas qualidades (e elas são numerosas)  um mergulho na correnteza de doces memórias.
    Delicado da Kibon 

  40. Laís disse:

    Professor,
    Bela viagem na história! A minha primeira de muitas, certamente.
    E parabéns pelo IBOPE!! Merecido!!
    Abraços 

  41. Kiki disse:

    Somente hoje vi a mensagem sobre seu IBOPE. MEUS PARABÉNS !!!!!
    Ki 

  42. Voyeur de Wayzata disse:

    Passados curtos 43 anos, um fortuito reencontro com o amigo Berlinghieri da juventude inaciana introduziu-me à sua outra personalidade. Minha memória do menino correto, de crônico e limpo sorriso dentuço, atitudes fidalgas, e companheiro de missa e futebol dominicais na São Clemente, deu lugar à admiração pelo Professor Astromar e sua erudição histórica, seu humor mágico, sua crítica ácida e implacável , virtudes nunca antes tão necessárias no nosso medíocre Brasil socio-político de hoje. Celebro seu talento e sua primeira investida literária, com um Brunello de Montalcino e um Pinho Silvestre…
    Voyeur de Wayzata 

  43. Paulo Érika disse:

    Legal o site de aviação da WW II, Professor. Já repassei para o Flamarion. E já estou na expectativa do seu artigo sobre o D-Day.Abraço.
    http://www.maam.org/flightsim/news/c47_pr.htm

     

  44. Patrícia disse:

    Olá, Professor, fazia muito tempo q não conseguia tempo para entrar no blog ou ler meus e-mails, tenho trabalhado bastante (e não estou reclamando, não). Mas hoje, eis-me aqui🙂
     
    Agradeço sinceramente, aos três, pela lembrança do meu aniversário. Não fiz nada em especial, mas é gostoso ter um dia em que todas as pessoas querem falar com você, lhe abraçar, lhe beijar *o*
     
    E, SIM, por favor, eu quero o livro!!!!! Ficarei imensamente feliz por tê-lo e, é claro, o quero autografado.
     
    Mais tarde vou ver se consigo tempo para postar um conto que escrevi no dia do meu aniversário (acho q é um dos melhores q já escrevi).
     
    Bjos, Professor. Já estava com saudades de vir aqui.

  45. Patrícia disse:

    IBOPE, hein? Coisa mais linda.
     
    Acredito, cada dia mais, que cada um tem aquilo que merece.
    Tudo isso é mérito seu. Aproprie-se!
     
    Uma de suas mais fiéis admiradoras (esse cargo é disputado), Samothrace.
     

  46. Narciso Rujol disse:

    Caro Astromar, 
    Aos poucos vou lendo as matérias do seu site.
    Empolguei-me e emocionei-me com o relato sobre a Normandia . Aproveitei e fui fazendo uma versão português-inglês do mesmo,
    abs,
    Narciso Rujol   

  47. Eneida disse:

    Prezado Professor.
     
    Tenho muito interesse em conhecer todas as histórias sobre a Normandia.
    Gostaria que vc me enviasse uma foto de escudo normando.
    Adorei seu blog!
    Abs
     

  48. Lucas disse:

    Sou descendente de normandos, gostaria de saber mais sobre eles.Se você puder me enviar fotos , agradeceria muito.Obrigado, aguardarei anciosamente

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