TOSCANA


TOSCANA

Serenidade de cores e luzes sob o sol da História

 

Sou um Berlinghieri. Os Berlinghieri vieram da Toscana. Talvez, por isso, eu tenha me apaixonado por aquela região da Itália, muito antes de encontrá-la pessoalmente. Episódios de família, um ou outro livro ilustrado, viagens bate-e-volta e, com certeza, descobertas pessoais deste Viajante da História pavimentaram a estrada da paixão logarítmica que explodiu em recente imersão nas marolas das colinas toscanesas (Fig.1).

Se estivesse numa aula de Geografia, diria que a Toscana é uma das 20 regiões da Itália, com 3,6 milhões de habitantes, situada no noroeste do país, diante do Mar Tirreno. Sua capital é Florença e sua economia avança através da mineração, da produção de vinho e azeite e do turismo.

Mas que tal se eu dissesse que a Toscana foi o berço da Renascença? E que entre seus filhos estão Leonardo da Vinci, Michelangelo e Dante Alighieri? Que a mineração vem de milenares e inesgotáveis reservas de mármore e alabastro, reconfiguradas em maravilhas como David e Moisés, de Michelangelo, o Rapto das Sabinas, as pias imaculadas escavadas em Pompéia (Fig.1), estátuas de cemitérios estruscos e nas luzes petrificadas das esculturas de minha irmã (Fig.1)? Que o Brunello di Montalcino é um dos melhores vinhos do mundo? Que pelo menos 4 ondas de civilização ocuparam a Toscana antes do nosso tempo? Os Etruscos, os Romanos, a Idade Média e a Renascença?  

Pois é, a fama da Toscana tem origem em suas paisagens e em seu legado histórico. Tudo misturado em um templo de beleza. O suave sobe e desce das colinas espetadas por ciprestes cônicos, iluminadas por uma aquarela de cores que começa com a névoa da madrugada, passa pelos bosques de oliveiras, pelas parreiras dos futuros vinhos, grita com o oceano de girassóis, se curva diante do estuco de velhas muralhas e fortalezas e da imponência, tão clássica quanto discreta, das vilas renascentistas. Apenas para terminar com o vermelho crescente de um por do sol emoldurado pelo toque distante de sinos medievais (Fig.1).

Na minha expedição à Toscana, escolhi Volterra como sede e abrigo. De lá, partia diariamente para destinos históricos e familiares (Fig.2). Como fez Berlinghiero Berlinghieri (nascido nos anos 1200), fundador da família, que deixou Volterra para gerar filhos em Florença e, depois, estabelecer-se em Lucca, onde eternizou, na Pinacoteca Cívica, o magnífico Croscifisso (Fig.3).

Turista padrão em outras viagens, voltei a Florença (Fig.2) para rever alguns parentes e um velho amigo. Bonaventura Berlinghieri, filho de Berlinghiero, expõe na Galeria degli Uffizi, na sala Giotto, duas pinturas óleo sobre madeira, produzidas em sua escola de arte em 1248 (Fig.3). Francesco Berlinghieri (1440-1501), professor, poeta e estudioso do grego clássico, um autêntico Astromar da Renascença, escreveu Septe Giornate della Geographia, um best seller, integrante da Biblioteca de Lorenzo di Médici, que provocou a primeira LER – Lesão por Esforço Repetitivo pós Antigüidade. Afinal, todos os exemplares de seu épico eram manuscritos. Mais recentemente, encontrei Primo e Luca Berlinghieri, jogadores profissionais da Fiorentina nas décadas de 80 e 90. Cartolas atuantes, estavam fora da cidade, em uma reunião da FIFA (Fig.3).

Fui então admirar a única estátua de bronze da Loggia della Signoria: o Perseu, de Benvenuto Cellini, amigo da família, espadachim, ourives, escultor e baladeiro sem freios (Fig.2). Aquela estátua só existe pela intervenção armada de Berlinghier Berlinghieri numa madrugada chuvosa e etílica, quando assessores de políticos florentinos tentaram matar Cellini. Os dois amigos, espada fora da cinta e punhal na mão, puseram os mensaleiros para correr.

San Gimignano e Pienza, patrimônios históricos da Unesco, seguem a tradição toscana de situar cidadelas no alto de colinas. Parecem gêmeas, irmãs menores de Florença. Ambas ostentam sua piazza, seu duomo, seu poço papal e muito silêncio (Fig.4). Diferem no número de torres. Pienza, com apenas uma e San Gimignano, com um verdadeiro paliteiro, resultante da riqueza e do medo dos nobres locais. Os industriais têxteis de San Gimignano construíam torres para tratar tecidos ao sol e, ao mesmo tempo, como pontos de observação contra o avanço de invasores.

No vaivém de Volterra aos pontos cardeais da Toscana, tropecei na criatividade de Dante Alighieri. Em seu “Inferno”, ele retrata 14 gigantes, seguranças de Belzebu. Inspiração e plágio das 14 torres de Monteriggioni. Com apenas 50 casas e 100 habitantes, a cidadezinha era uma linha de defesa avançada de Siena contra Florença, a partir do século XIII. Andar em suas muralhas e comer azeitona colhida na árvore são duas experiências realmente dantescas (Fig.5).

Montalcino, tão fantasma no inverno quanto esfuziante no verão, tem 200 vinícolas e 200 milionários. Sede da celebridade Brunello di Montalcino, vinho de divindades, parece bem guardada por suas muralhas do século XII. Seria talvez uma média aritmética entre a Idade Média e o século XIX (quando um jovem agricultor desenvolveu o tesouro Biondi Santi, ao criar um tratamento diferente para as uvas). As duas partes convivem juntas turística e historicamente corretas. Tudo isso sob os berros de “auguri a tutti” nos tintins dos copos de Brunello (Fig.5).

De partida para Roma, parada obrigatória na última colina toscanesa, Cortona, estrela do filme “Sob o Sol da Toscana”. Mas, mesmo sob intensa chuva, as cores pipocam do mercado medieval  de frutas, flores e legumes da vila secular (Fig.6). De Cortona, partiram Fra Angélico (1387-1455) e Luca Signorelli (1450-1523) mentor de Michelangelo. Como despedida, sob o céu de sol da Toscana, o azul predomina em Cortona apoiado pelo reflexo do Lago Trasimeno logo ali, já na Úmbria, testemunha muda do massacre de 5 legiões romanas por ensandecidos elefantes e mercenários comandados pelo gênio militar de Aníbal, o Cartaginês (Fig.6). Mas isso já é para outra Viagem na História.

E Volterra? Volterra não cabe aqui. Para discorrer sobre Volterra só mesmo com uma outra narrativa desse humilde literato, “Volterra – A vila das lâmpadas de pedra que iluminam a arte de 4 civilizações”.

Mas quem tiver pressa e não puder esperar, pode contatar uma das duas musas da família retratadas na Fig.6, leitoras e colaboradoras contumazes desse espaço, ou recorrer a um e-mail para Claudia Cardinale. Ela mora lá. 

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20 respostas para TOSCANA

  1. Patrícia disse:

    "Lamento apenas que tenham sido tão raras as oportunidades de navegar nas ondas de sua nave literária, Vitória de Samothrace na proa, que fazem os peixes beliscarem as estrelas, os marinheiros ligarem a bússola automática e os guerreiros da história ajoelharem em silêncio enquanto as cicatrizes são esquecidas": este sim foi o elogio do ano, Professor. Encantador de palavras🙂

  2. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres
    Eita que causo mais porreta e arretado nesses seus dedim de prosa da Toscana. Já li trêis vêis apenasmente pra voltar e repetir tudim, sempre com uma nova descoberta nos rodapé dos parágrafo. A turma aqui tava enxendo a cara de pinga choca quando comecemo a lê dos vinho da sua terra na Italia. Cada tubaína chique, hein ?  A Neusinha Canabrava, fabricante de cachaça da boa, vai inté mudá o nome do alambique onde ela vende aguardente e mói as cana, pra "Toscana". Diz que vaí produzir uma mistureba de pinga com mijo de jegue batido com cajá, sapoti, caju e graviola e que vai batizá a beberage em sua honra, "Gasolina do Astromar". E vai proponhá uma disputa entre a cana dela e o tal Brunildo de Bateosino. Garante que ganha e, com a dinheirama do prêmio, vai fazê uma viajem como tu, lá nas Orópias.
    Os cabra se emociona quando tu fala que achou o Adão da sua família, o primeiro Berlinghieri, pois a maioria aqui num conhece pai nem mãe, quanto mais vô defunto de 900 anos… Mas tu num me engana não, professô, esse negócio do seu tio que, mais um plagiadô das estauta do Mestre Vitalino, botaram pra corrê, espada na cinta e florete na mão, aqueles fiadaputa entocaiado, prova que o sangue nordestino estava na veia do espadachim Berlingheri. Sou bão de história tumém, e aquilo acnteceu em 1554. O Brasil já tava inventado e o Nordeste já andava de peixeira na mão. Seu tio sabia das coisa, deve ter dado um rolê nas quintxura de nossa terra e, por conta, aprendeu a manejá a peixeira. Nordestinos da Renascença, esse Berlinghieri mais o cabra Cellini.
    Mas o meu grupo tá meio receoso com essa conversa de 14 gigantes do Demo Que Ronca e Fuça. Nóis já mandemo tanto macaco lá pros quinto dos inferno, que é bem capaz desses segurança de Satanás querê vi aqui na caatinga reclamá de nóis. Prá módi trazê proteção pro bando, já penduremo espaiado pelos pé de jaca e de umbu uns crucifixo copiado da Escola do Bonaventura. 
    E adispois tu vai tê de contá cumé que se usa elefante em exército. Tô sabendo daquela sangueira lá no lago, onde os romano viraram patê sapateado por um rebanho de elefante de porre. Se sentir firmeza na novidade, vamo assaltá o Circo Rolidei, tumá as duas elefoa que mora lá e trazê elas pro nosso curral. Afinal, macaco num encara elefante di jeitio nenhum. E pra terminá, meus cumprimentio pela poesia colorida que o sinhô usou pra falá da Toscana. Como bem escreveu a senhorita Coelho, tu é um encantador de palavras.
    Sua bença, professô.
    Capitão Raimundo Nonato 

  3. Gaita disse:

    Essa linhagem italiana de artistas, escritores, amigos leais, guerreiros e espadachins tinha de fechar em você.
    Maravilhosa Toscana.
    Gaita

  4. Patrícia disse:

    Qual o e-mail da Cláudia Cardinale?🙂
     
    Tem post novo em Ítaca, penso q gostarás.
     
    Mille bacci.

  5. Luz de Pedra disse:

    Destaques : 
    – O Rapto das Sabinas, as pias imaculadas escavadas em Pompéia (Fig.1), estátuas de cemitérios estruscos e nas luzes petrificadas das esculturas de minha irmã (Fig.1)?    NOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSSSSA, que meravilha!
    – 200 vinícolas e 200 milionários.
    – Volterra não cabe aqui

    AMEI  a sua Toscana, a nossa Toscana.
    Estou sériamente pensando em trocar de nome, voltar ao original………….
    Depois você pode relacionar a Maestà do Duccio em Siena que estará em São Paulo de 27 de setembro a 20 de outubro……….
    Parabéns, gostei do "tipo exportação".
    Beijos

  6. Luz de Pedra disse:

    E esse teu comentarista Capitão Raimundo Nonato, hein ? Está DEMAIS, só chorando de rir. "Tos cana" …

    – Já li trêis vêis apenasmente pra voltar e repetir tudim,  
    – mistureba de pinga com mijo de jegue batido com cajá, sapoti, caju e graviola
    – Orópias.

    – maioria aqui num conhece pai nem mãe, quanto mais vô defunto de 900 anos…

    – seu tio que, mais um plagiadô das estauta do Mestre Vitalino,
    – O Brasil já tava inventado e o Nordeste já andava de peixeira na mão.

    – Nordestinos da Renascença, esse Berlinghieri mais o cabra Cellini.
    – já penduremo espaiado pelos pé de jaca e de umbu uns crucifixo copiado da Escola do Bonaventura. 

    – O encantador de palavras. 

  7. Professor Astromar disse:

    Caros amigos
    Pegando a onda do artigo TOSCANA, postado dia 5 de setembro no blog VIAGENS NA HISTÓRIA http://berlinghieri.spaces.live.com , está chegando a São Paulo a exposição AQUÁTICAS, onde minha irmã Maria-Carmen Perlingeiro apresenta suas esculturas em alabastro da Toscana. Em destaque, sua obra Maestá, inspirada na Maestá di Duccio, produzida por Boninsegna entre 1308 e 1311, exibida no Museo dell’Opera Metropolitania del Duomo, em Siena, Toscana (Ilustrações no Álbum de Fotos TOSCANA, nesse blog). Uma oportunidade de ver lâmpadas e luzes de pedra e conversar com alguns Berlinghieri.
    Professor Astromar   
                                                                                    

  8. Narciso Rujol disse:

    Vou fazer o possível para comparecer à Expo Alabastro da Carminha. 
    A propósito, o "quarteto" está em ótima forma… 
    abs,
    N.R. 

  9. Delicado da Kibon disse:

     
    Voterra não cabe aí, deslumbramento não cabe aqui !!! Conheço essa terra, também sou louca por ela, e posso garantir que nas mãos de uma musa  Berlinghieri, o alabastro de lá fez uma Maestà que deixaria Michelangelo de olho arregalado!
    Delicado da Kibon

  10. Noblesse Oblige disse:

    Cher Professeur,
    Merci, vos cours d’histoire sont chaque fois plus intéressants. Vous arrivez à transmettre une passion pour une civilisation, une culture, un paysage et une terre qui produit une vigne douce et solide comme un Berlinghieri. Après Bayeux, on ira aussi là-bas et on rammènera des bouteilles de Brunello de Montalcino très bien emballées dans nos valises…
    Noblesse Oblige 

  11. Faustinho disse:

    Meu caro professor,
    tive a oportunidade de conhecer Florença… maravilhosa… mágica… histórica… pena não ter lido seu texto antes, para poder enxergá-la de outra forma. Parabéns… 

  12. Patrícia disse:

    Apfestrudel pronto… Vai um pedacinho aí?🙂
     
    Na verdade, quando escrevo, é apenas exorcismo, válvula de escape . Ponho no papel tudo aquilo que está lá, em um cantinho qqer dentro de mim, e que precisa sair pra que todas as coisas fluam bem e eu me entenda em mim.
     
    Sempre bom receber suas visitas e seus enriquecedores comentários.
     
    Beijos, Senhor Doutor Professor Astromar.

  13. Patrícia disse:

    Corredores de longa distância… Definição perfeita, Professor. "Run, Forrest, run!".
     
    Uma das minhas diversões favoritas é garimpar, encontrar materiais preciosos e raros. Ainda não sou uma exímia pesquisadora, assim como o és, mas ainda chego lá😉
     
    Bjos da "Celebridade do Louvre" *o*

  14. Patrícia disse:

    Bem-vindos aqueles que chegam do Norte!
    Samothrace, assim como o Professor e seu fiel companheiro, Capitão Raimundo Nonato, veio de lá. Ao norte do Peloponeso está Ítaca (Ιθάκη), lar de Odisseu. Leia mais em: "Ítaca rodeada pelas ondas"🙂
     
    Buona sera.
    S.
    OBS (superbemobservado): O recado anterior multiplicou-se, sorry, it\’s not my fault!
     
     

  15. Patrícia disse:

    Professor, eu não tenho o que lhe ensinar, sobre nenhum assunto, absolutamente.
    Gol contra, nada! Gol olímpico, isso sim. Eu adoro falar sobre Ítaca e Odisseu, o Professor só pôs a bola na cara do gol pra eu chutar.
    Nessa relação, a aprendiz sou eu, com imensa alegria e sede.
    A viagem é uma excelente idéia! Você, mais do q qualquer pessoa, merece conhecer a Grécia, para depois falar dela com toda propriedade.
    Eu só faço pesquisar, o Professor é o Encantador🙂
     
    Beijos, beijos…

  16. Lamparina & Caititu disse:

    Sarve sarve seu dotô professô dos astro e do mar
    Tamo de vorta da feirinha do Crato, adonde cantemo uma embolada pra tu. Pega lá.
     
    TAPIOCA NA TOSCANA
     
    Eita causos mais bacana
    lá das terra da Toscana.
    Tá porreta o Professô,
    pois achou seu trizavô.
     
    Tudo artista ilustrado,
    pintando os 7 e mais tudim.
    Seu Celini embriagado
    tarra lascado sem o espadachim.
     
    Nordestino italiano,
    de peixeira e fuzí que mata ô fere,
    das Oropa conterrânio,
    fazedô de Berlinghieri.
     
    Seu Papai deve tá todo prosa:
    dos 4 fio, só tem um macho.
    O resto é tudo cor-de-rosa,
    Luz de Pedra, Noblesse Oblige e Raspa do Tacho.
     
    Nhem, nhem, nhem, nhem…
     
     

  17. Luz de Pedra disse:

    – Adorei o pirilampinho do seu livro.
    – Lamparina e Caititu demais : 4 fio / O resto é tudo cor de rosa.
    Luz de Pedra
     

  18. Noblesse Oblige disse:

    Fessô, avisa pra Lamparina & Caititu:
    Nubreceubligi adorou o poeminha, toda prosa de cor-de-rosa! Merci et bravo!
    NO 

  19. Raspa do Tacho disse:

    Linhagem Tosca
     
    Meu caro professor
    Esta linhagem dos Berlinghieri é maravilhosa, nobre, artistas, gênios  e belezas da mesma região,como  Cláudia Cardinale.

    Eu descendo de uma família italiana. Por parte de pai, só corre sangue italiano nas minhas veias.
    Mas a vida inteira escutei um contra-parente, casado com a prima mais velha, “esculachar” a linhagem de carcamanos.
    Ele dizia que tinha entrado para uma família de sicilianos, mafiosos, napolitanos encrenqueiros, falava o nome da cidade de origem de nosso avô que veio para o Brasil de navio com uma mão na frente e outra escrevendo um diário de bordo, um vilarejo tosco, árido,  de semi-analfabetos, plantadores de oliveiras, gênio ruim e estourado, diferentes do norte da Itália, nobre e desenvolvido. 
    Folgo em saber que a sua pesquisa revela uma nobreza  familiar.
    Até porque este contra-parente para mim nada significava, eu sabia que meu pai era um homem de gênio estourado mas extremamente refinado, poliglota, sofisticado, de boa e nobre cepa.

    Obrigada pelas informações
    Raspa do Tacho 

  20. Marcita disse:

    Seu blog …
    Vou me dedicar A VOCÊ daqui para frente…..
    Quero ler com calma SUAS HISTÓRIAS…….

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