CHICHÉN ITZÁ


  

CHICHÉN ITZÁ, CAPITAL DO IMPÉRIO MAIA

Das aventuras do Tio Patinhas com os sobrinhos, às descobertas do Professor Astromar

  

 

O lagarto mesoamericano saiu do meio do espinheiro e subiu na pedra. Olhou para um lado, olhou para o outro. Floresta tropical. Verde intenso. Piscou nervoso. As barbatanas que percorriam suas costas se eriçaram. Na zoada estridente de macacos e cacatuas resolveu mudar de cor. Ficou listrado. Tio Patinhas, de luvas, consultou mais uma vez o mapa arqueológico. Pato Donald, puto da vida, carregava o acampamento nas costas. Huguinho, Zezinho e Luizinho disputavam o Manual do Escoteiro para descobrir que micro-monstro listrado era aquele. O lagarto entrou em alerta, acelerou seus passos abanando a cauda. Sentiu perigo na mata. Correu para uma cavidade no meio da pedra. Os sobrinhos afastaram a vegetação. Se depararam com a boca de um ídolo de granito. Capinaram em volta. Surgiu uma escultura gigantesca. Tucanos voaram de suas narinas, araras levantaram vôo de suas orelhas. Os destemidos heróis de Patópolis depenaram o matagal freneticamente; surgiu uma escadaria, um templo. E mais outro. O mapa do Tio Patinhas estava certo. Acabavam de descobrir, na Guatemala, a cidade Maia de Ku-Klux-Kán. 

  

                                                   

 

Esse episódio, tão freqüente nos gibis Disney e nos cartoons  Duck Tales, é baseado em fatos reais. Os Maias, primos dos Aztecas e dos Incas, que ocuparam a Península de Yucatán e o oeste da América Central (Guatemala, Belize, El Salvador e Honduras) desde pelo menos o ano 1.000 A.C., desapareceram como civilização organizada por volta do ano 900 da era cristã. Formaram um povo sofisticado, dominando engenharia, arquitetura, arte, agricultura, matemática, astronomia. Mas esse tesouro de conhecimento ficou esquecido junto com suas cidades, tudo engolido pela implacável selva tropical da região. A partir de 1839, no entanto, boatos populares referentes à existência de riquezas arqueológicas levou expedições americanas e inglesas ao antigo território maia. E experiências semelhantes à dos patos de Disney começaram a pipocar. Poucos metros atrás de impenetráveis espinheiros surgiam   metrópoles maias como Copán, Palenque, e Chichén Itzá. Muitas outras ainda estão lá, mato adentro, à espera de descobridores modernos, hoje em dia auxiliados pela tecnologia de imagens por satélites, que possibilita a identificação de construções onde a mata forma uma capa de invisibilidade.

  

      

Território Maia – Yucatán e Oeste da América Central           Ruínas maias na floresta                                         Visão via satélite de uma cidade maia 

 

Como toda civilização, apesar de sua sofisticação em tantas áreas, os maias eram um atraso de vida em outras. Desconheciam a roda e os metais, exceto ouro. Praticavam sacrifícios humanos em larga escala. E podem ter inspirado os homens bomba islâmicos; afinal, em seu esporte mais popular, el juego de la pelota, um jogador do time que marcasse um gol era decapitado, para ascender gloriosamente aos  céus e receber sete virgens como recompensa. Os sacrifícios humanos eram inicialmente realizados em monturos que evoluíram para as fantásticas pirâmides com seus altares, onde o coração da vítima era arrancado com punhal de pedra e sua cabeça decepada atirada escadaria abaixo. Tais sacrifícios honravam divindades como Kukulcán, o deus supremo, uma serpente emplumada e Chac Mool, o deus da chuva. Para isso, consumiam prisioneiros de guerra ou sobreviventes de ataques a aldeias vizinhas.  O filme Apocalypto, de Mel Gibson, produção de 2006, ilustra os principais aspectos da vida Maia e vem reforçado pelo fato de ter todos os seus diálogos no idioma original.

  

     

            Kukulcán                                                Chac Mool                                                                Apocalypto                                    Nobreza maia em Apocalypto

  

                               Sacrifícios humanos na pirâmide maia em Apocalypto

 

Egípcios e Maias tinha um tipo de escrita similar, fundamentado em hieróglifos. Mas a “Pedra de Rosetta” maia foi queimada pelos inquisidores espanhóis, no século XVII. Por isso, traduzir os 10.000 documentos encontrados, além dos milhares de baixo-relevos decorativos de prédios, tem sido uma tarefa de formiga chinesa. Mas, ao final do século XX, já era possível ler qualquer escrita maia com relativa precisão. Entre as maravilhas encontradas destacam-se mapas dos movimentos do sol, da lua e de estrelas, calendário de exatos 365 dias, cálculos matemáticos de construções prediais e regras do juego de la pelota ilustradas por melhores momentos. As cores e a sofisticação de suas pinturas esbanjam classe e fanatismo religioso. Mas os artistas maias deixaram nas florestas que os engoliram a fórmula do azul jade sempre presente em suas ilustrações.

 

 

Quando os conquistadores chegaram ao território maia, em 1697, a espetacular civilização já havia desaparecido. Encontraram apenas descendentes espalhados em aldeias e nenhum dos sonhos de ouro e prata que levaram Hernan Cortés e Francisco Pizarro a exterminarem, respectivamente, os aztecas, no México e os incas, no Peru. O extermínio maia permanece um mistério. Alguns cientistas falam em guerra civil. Outros, em epidemia endêmica. Uma corrente aponta para a fome, com o esgotamento do potencial de produção de alimentos e de caça perante a imensa explosão demográfica da população. Uma teoria recente tenta provar a ocorrência de 200 anos de seca como causa do colapso.

  Templo engolido pela floresta

 

Confesso que, até recentemente, eu era um ignorante de tudo isso. Maias para mim, eram a avenida do Prestes, em São Paulo, o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar, o falecido cantor Tim e um romance de Eça de Queiroz. Mas numa viagem a Cancun, o mega resort artificial gringo-mexicano, achei os maias e sua principal cidade e capital por séculos, Chichén Itzá. Os primeiros maias que conheci eram garçons e atendentes de praia na península de lazer encravada na península de Yucatán, cercada pela transparência do arco-iris de verde-turquesa-branco-azul do Mar do Caribe. Mas, a 200 km de Cancun, estão as ruínas de Chichén Itzá. Uma metrópole completa e preservada, quase uma Pompéia sem Vesúvio, encontrada pelo método do Tio Patinhas: em 1875, o casal inglês Augustus e Alice Le Plongeon, desorientado numa trilha sem saída na floresta, afastou um espinheiro e descobriu uma estátua recostada, apoiada nos cotovelos e com os joelhos dobrados. Era Chac Mool, o deus da chuva. Desde esse achado e até o final de 1924, a floresta foi sendo afastada para abrir as cortinas do espetáculo Chichén Itzá. Uma área plana gigantesca, cercada pela mata tropical, e com seu projeto urbano milenar exposto aos visitantes. Dentre seus edifícios de pedra, conservados e preservados pelo Instituto Nacional de Antropologia e História do México, estão templos, palácios, palcos, mercados, banhos e quadras de esporte.

  

               Panorama esquemático de Chichén Itzá                                                             Chichén Itzá e seu matagal, em 1842

 

El Castillo, a imponente pirâmide cerimonial, com seus degraus que a elevam a 100 metros de altura, até o altar de sacrifícios, domina a paisagem.  Construída por cima e em volta  de uma outra pirâmide menor, exibe seu Trono do Jaguar e manchas de sangue junto à coluna de imolação. Em 2007, juntamente com o nosso Cristo Redentor, foi selecionada como uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Lá de cima, a vista é espetacular, com destaque para o Templo dos Guerreiros e as centenas de colunas do Grande Mercado. Mas a verdadeira aventura para os peregrinos da história está na subida e na descida da pirâmide. Com degraus estreitos, mas relativamente altos, subir a pirâmide é quase um esforço de alpinismo. Mas a descida é terror puro. Não se enxerga dois degraus abaixo; eu me sentia à beira de um precipício, vítima de divindades furibundas e de punhais de sacerdotes sádicos. Depois de percorrer o perímetro da cúpula de El Castillo com as costas grudadas no paredão, sem coragem de olhar para baixo, descobri uma face da pirâmide onde um santo e anônimo mexicano mandou instalar uma corrente reforçada, do último degrau até o tão esperado chão. Confesso que descer aquela insanidade de bunda para baixo, cercada por celulíticas companheiras representa uma mancha em minha indelével biografia. Peço aos caros amigos e amigas que guardem segredo. Cada vértice da base da pirâmide tem a forma de uma serpente medonha. Trata-se de Kukulcán, deus supremo dos maias, uma anaconda coberta de penas e que, duas vezes por ano, sacode-se freneticamente por toda a aresta Norte da edificação. Na verdade, trata-se de um jogo de sombras calculado pelos maias para ocorrer no equinócio, data em que, em toda a terra, o dia tem a mesma duração que a noite (20 de março e 23 de setembro).

  

   

                                        El Castillo descobre Astromar                                                                      Alpinista Astromar  em El Castillo        

         

                             

                                                              Vista do alto da pirâmide: Templo dos Guerreiros e colunata do Mercado       

  

      

  Bundas abaixo, salve-se quem puder                 El Castillo e o desafio da descida           Cabeça do deus-serpente Kukulcán, na base da pirâmide

 

    

                                                  O Trono do Jaguar                                                                                   Chac Mool como altar de sacrifícios

  

 

El Caracol é o observatório astronômico da cidade. Impressionante. Ainda relativamente preservado, semelhante a seus descendentes atuais, é uma maravilha tecnológica da astronomia a olho nu. Permitiu os cálculos do equinócio e do calendário maia, além de decifrar  trajetórias estelares.

  Observatório El Caracol           Plataforma das Caveiras

 

A quadra do juego de la pelota é mais do que um estádio de futebol. O campo mede 166 metros de comprimento por 38 metros de largura e tem arquibancadas decoradas com baixos relevos ilustrando o jogo. No meio do campo, a uma altura de 7 metros, estão dois anéis de pedra, onde os 6 jogadores de cada equipe tentavam acertar uma bola de borracha, sem usar as mãos. Os jogadores maias eram craques em jogar bola com a bunda, com o peito, com os quadris e com os ombros. Um rebola-bola esfuziante. Os jogos sempre terminavam 1×0, pois quando a bola passava pelo anel (não se sabe se a torcida gritava gol!, ou cesta!, ou cortem-lhe a cabeça!) o capitão do time vencedor era conduzido até a tribuna de honra e ali, na hora, decapitado e levado para o paraíso onde virgens de intactos libidos o esperavam. Caminhei no estádio de Chichén Itzá. Corri pelo gramado. Batimento cardíaco de maratonista. Saquei o anel de pedra. Não consegui acertar nem uma bola de frescobol, usando as mãos. Os caras tinham de ser malabaristas, fanáticos religiosos e tarados para jogar aquilo. Bicha nenhuma morreria por sete virgens.

 

          Astromar querendo jogar pelota em estádio maia                                                                                    Cenas do juego de la pelota

  

 

            O gol, o arco de pedra do juego de la pelota                                                     Decoração da tribuna de honra do estádio

 

Outros atrativos impressionantes de Chichén Itzá são os cenotes. A península de Yucatán era e é árida; com baixíssimos índices pluviométricos (os maias sabiam como medi-los) e sem bacias fluviais na superfície. No entanto, água em abundância corre por rios subterrâneos, a dezenas de metros no subsolo. O acesso à água era possível através de gigantescos poços naturais, os cenotes. A cidade tinha dois, que continuam lá. Um, com mais de 50 metros de profundidade, é uma maravilha da natureza; mede 40 metros de diâmetro, tem paredes de rocha cobertas por raízes gigantescas e cipós imensos que levam a uma piscina azul de água potável. Já o outro, o Cenote Sagrado, é um parecido diferente. Tem 50 metros de largura, 35 de profundidade e uma água putrefata como bílis infectada. Ali foi o destino de muitos cadáveres. O Cenote Sagrado recebia as vítimas dos sacrifícios cometidos no El Castillo e também jovens ainda vivos, entorpecidos por uma beberagem sem volta. Sacrifícios em plataforma de mergulho. O poço foi dragado por arqueólogos, mas está fechado para pesquisas desde os anos 60. Descobertas importantes dos hábitos maia saíram desse buraco fétido. Artefatos em ouro, jade, cerâmica, incenso, conchas, pedra, madeira, armas, pelotas do jogo e restos humanos com ferimentos indicativos de rituais de sacrifício, lá recolhidos, permanecem foco de estudos científicos.

              

            Límpido                                                                                “Sagrado”

 

A grandeza e a opulência da cidade apontaram para seu fim. Com pouca água e com uma população crescente e consumista de tudo, Chichén Itzá vitimou milhares de pessoas em sacrifícios inúteis, ao mesmo tempo em que demandava mão de obra nas colossais e intermináveis construções. Sem animais de carga, polias e ferramentas de metal, suas estruturas arquitetônicas multiplicavam as mortes. Objetos e edificações queimados indicam um fim violento para a cidade. Sinais de atividade humana desaparecem após o ano 1.000 D.C.

 

O turismo resgatou a imponência da capital Maia. As primeiras estradas até o local, construídas a partir de 1920 levaram visitantes desconfiados, arrastados quase à força por Fernando Barbachano Peón, executivo, funcionário, carregador de malas e motorista da primeira agência de viagens do Yucatán. Depois da inauguração de Cancun, resort de classe mundial, Chichén Itzá passou a receber centenas de milhares de turistas de todo tipo. De peregrinos na história a perdidos no espaço. O risco de nova destruição assustou as autoridades. O acesso a muitos edifícios foi proibido e as escaladas à pirâmide estão suspensas desde 2006, quando uma americana rolou para a morte nas escadarias, como tantas vítimas anônimas desaparecidas no túnel do tempo.

 

Chichén Itzá vale a viagem a Cancun e vice versa. Nas ruas da cidade antiga aprendi história. Nas avenidas da metrópole de lazer encontrei meus artefatos maias. Na cervejaria Señor Frog’s, troquei idéias com um sapo local sob o efeito galopante de um rodízio de margueritas. Concluímos que o segredo do azul jade dos maias é a cor do Mar do Caribe.

  

   

                                   Cancun                                                                    Da coleção Astromar: duas cabeças de guerreiros          Astromar e um amigo de balada

                                                                                                 e um cabo de punhal maias  

                                                       

                                                                                                                                              Azul jade do Caribe

  

Mas retornei a São Paulo com um souvenir maia na bagagem. Um vírus estranho, que me trazia febre alta todas as tardes. Depois de três semanas, desapareceu. Se quem vai à cidade do México precisa precaver-se contra a maldição de Montezuma, acredito que, quem vai a Chichén Itzá, deve precaver-se contra o super-bacilo de Kukulcán. E consultar o Manual do Escoteiro de Huguinho, Zezinho e Luizinho.

  

  

              Protesto contra o super-bacilo de Kukulcán                                           Os escoteiros mirins e seu inseparável Manual

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26 respostas para CHICHÉN ITZÁ

  1. Marcita disse:

    Aprendi muita coisa que não sabia…. Aí de repente vem à mente aquelas aulas de história do ginásio…. Minha filha Danny já tinha ido a Cancun e me contado muita coisa, mas história contada por historiador…………..só você. Adorei.
     

  2. Delicado da Kibon disse:

    Olha que máximo que recebi da Lucia Koury, aquela da IBM…
    be proud!

    —– Original Message —–
    From: Lucia Koury
    To: \’Cecilia Perlingeiro Leuenberger\’
    Sent: Tuesday, March 18, 2008 1:30 PM
    Subject: Astromar no ar
     Cilha,
     O professor Astromar está criando asas. Chegou a mim por outras vias!!!
    Beijos, Lu

    De: Lilian [mailto:dottoredomingues@uol.com.br] Enviada em: segunda-feira, 17 de março de 2008 21:49Para: Meus Amigos Assunto: Astromar no ar
    Caríssimos, lembram do Jayme Perlingeiro? Segue o blog dele que é imperdível… foi, para mim, uma grande
     revelação: o prof Astromar além de ser muito culto tem um humor delicioso! Vale a pena dar uma visitada…
     
    Caros amigos e amigas
    Segundo as boas línguas, em recente viagem ao México, o Presidente Lula foi questionado sobre seu interesse na Civilização Maia.  Mareado por uma overdose de piña colada com tequila braba, Nosso Guia não titubeou:
    “Veja bem, compañero, todo seromano do Brasil conhece Maia. Pra começo de conversa, temos seu esposo, o Maio, que é um mês importante, onde cerebramos o Dia das Mãos. Tem também as fita da Metro Golduim Maia, onde a minha pessoa tem apreciamento pela literatura de Tom e Jérrio. E, sem menas dose de nacionalização brasileira, tem o Oscar Niemaia, que construiu Brasília, a nossa Chiquen Mista.”
    Como tenho uma versão factológica do tema e, não sendo seguidor da “Seita dos Achistas Deixa Que Eu Chuto, Bebo e Num Faço”  apresento a vocês, CHICHÉN ITZÁ, CAPITAL DO IMPÉRIO MAIA – Das aventuras de Tio Patinhas e seus sobrinhos, às descobertas do Professor Astromar.
    Tá no blog.
    Professor Astromar
    http://berlinghieri.spaces.live.com
     

  3. Professor Astromar disse:

    Olha a Lilly, mineirinha, trabalhando em silêncio no marketing do Astromar. Foi parar em Genève, com minha irmã Cecília ! Merci grazie thanks gracias obrigado danken arigato.

  4. Lilly disse:

    Puxa… já vi que não posso fazer nada sem ser descoberta… Ainda bem que fui bem "comedida" nos elogios e tentei disfarçar minha tietageml!!! Vida longa e de muito sucesso para o Prof. Astromar!

  5. Lucia K disse:

     Lilian, até achei gozado quando vi o assunto Professor Astromar.  Ele é irmão de uma das minhas melhores amigas de infância. Fui egoísta. Conheço  o Professor Astromar há algum tempo e nunca falei com vocês… Beijo, Lu

  6. Marcita disse:

    Gentennnnnnnnnnnnnnnnn, este mundo é mesmo uma cápsula……Marcia que conversa que Astromar e que reapresenta Lilly que envia para as amigas que Amiga Lu conhece Cecilia que é irmã de Astromar e que vive na Suiça……………….

  7. Professor Astromar disse:

    Fora o Covas, meu colega da PUC/RJ e da IBM, que é leitor do Astromar e foi jantar outro dia com um bando onde estava Lygia, minha irmã caçulinha e seu marido.

  8. Faustinho disse:

    Caro Professor,
    sem querer interromper este interregno social que paira nos comentários, quero apenas dizer que o seu texto é fiel à história, pude estudar um pouco a respeito e estive lá em Chichen Itza. Realmente a magia da história suplanta o cansaço físico que é este passeio. O lugar é maravilhoso e revivi com prazer a história.
    Valeu

  9. Delicado da Kibon disse:

    Irmão Astromar,Como o  delbrasgva.org vai mal, recorro ao hotmail para enviar depressinha o comentário da DK antes que seja engolido pelas férias de Páscoa e ovos de chocolate Lindt da cidade de Calvino (batendo na mesma tecla, continuo preferindo os de açúcar candy da saudosa   Petrópolis). Já nâo encontro mais adjetivos para qualificar a sabedoria e a grandeza que aprendo em suas aulas de história, Professor! Aguardo as gargalhadas do comentário do impagável Capitão Raimundo Nonato que  vem por aí..  Por isso, escrevo também a algumas de suas admiradoras. Lilian que não conheço e passei a gostar. Lúcia, amiga querida e fiel desde os tempos da infância. Fico feliz que o Professor tenha se tornado mais um elo entre nós.  Que aproveitem os feriados lendo ou relendo Viagens na História, "ça vaut le coup", diria Noblesse Oblige.DK

  10. Primo Fogão disse:

    Você, com esta, entrou para o meu rol dos "extraordináriamente bons". Parabéns!

  11. Lilly disse:

    Foi a última viagem que fizemos, 98, só com os dois filhos (eu e meus homens…) Foi uma grande farra familiar! Nos esbaldamos, aprendemos muito, descobrimos também "Los Pericos"! Acho que perdi alguma celulite na descida da pirâmide…

  12. Professor Astromar disse:

    Não é por acaso que ela é Delicado da Kibon – também já gosto dela: é sua irmã e fã, LuK também é uma amiga querida e fiel…
    vamos descobrindo algumas coisas em comum… menos os ovos de chocolate – prefiro os Lindt! sorrisos…Aproveitarei os feriados para terminar de ler "Siris & Pirilampos" e um livro sobre Cabala… infelizmente não terei acesso à internet para acessar Viagens na História…Envio um abreijo carinhoso, ainda virtual, para todos. Para Capitão Raimudo Nonato, um abraço arretado, naturalmente… E viva a internet que diminui distâncias, (re)aproxima pessoas e nos presenteia com Viagens na História!

  13. Patrícia disse:

    É uma das mais fabulosas narrativas:)
    O Hábil, o Encantador de Palavras, sua escrita corre fácil. Sua leitura é fascinante.
    Bisou,
    S.

  14. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Capitão Raimundo Nonato22 de março 19:51

    Mestre dos Mestres
    Agora eu peguei ocê, pois já fui nesse lugá adonde os cara se borra de medo duma cobrona cheia de pena. Quando eu inda era recruta do cangaço, meu vô, Capitão Edinardo Come Onça, que Deus o tenha, me alevô no México, num encontro internacional de bandidage. Tarra lá o Benito Juarez, o Zapata, o Capone, o Jac Istripadô e os Irmão Metralha. Foi lá no matagal de Xixi Nisto. Eu vi tudim que tu falô. Tá cumplicado só aguentá o cabra Carca Mas Num Maia, que diz que aquela fazendão lá é tudim dos parente dele. Já eu tenho pra mim que aquele povo era uma baitolage só. Onjásiviu essa fulerage de jogá futebol com a bunda e fantasiado de arara ? E aqueles padreco vestido de passarada e metido a açougueiro ? Esse povo tinha era parecença com as comissão de frente e os abre ala das Escola de Samba aí do Rio de Janeiro, enquanto que a animação do povaréu é fichinha perto do Galo da Madrugada lá do Ricifis. E num güenta uma beberage com macho nordestino. Fiz amizade com o  Eucapypto do Apocalypto, ponta esquerda do time Bundas ao Alto Pelotas Club. Caiu na primeira talagada da pinga sertaneja qui nóis levemo. Já a pinga deles, a tar da margarida, parece mijo de cabra choca. E nóis mostremo a eles que carece de observatório de cometa. A gente sabemo que, quando as cabra caga virada pro um lado, é que a chuvona vem do outro, e que os pirilampo imita o movimento das estrela no céu. Além disso, nem percisa de calendário desenhado não, nóis tem aquelas folhinha de borracharia cheia de muié peladona. Agora, meu professô, num me faz passá vergonha aqui no bando. Eu desci aquela ladeira de rola bosta da pirâmide imitando saci; cumé qui tu vem pendurando se borrando todo ? E tu num é Réri Pótio nem nada pra batê um cunversê com cobra e tomá pileque cum sapo… Chibungo tumém é aquele tar de Chac Mu, deitado qui nem Maja Desnuda. Num é à toa que é um deus da chuva que só trais sêca braba. Mas nóis aproveitemo a idéia do Cenote Sagrado, aquele em que as pessoa vê as raiz das árvre de baixo pra riba. Lá no acoito, adispois da curva do Riacho do Carapora, tem o Poço do Ronca e Fuça. A cangaceira Iara fica peladona nas pedra cantando Muié Rendeira. Aí os macaco da volante pensa que é Preibói da Caatinga, fica tarado, num percebe, cai no do fundo do poço e morre vendo as raiz de baixo pra riba. Agora, cobra de pena, só pra abestado. Que tar galinha venenosa, ou jaguatirica que põe ovo ? Vixe… Já não bastasse peixe voadô, perua botocada e piranha da esquina !
    Pois têje convidado pra vim aqui tomá umas e todas com o bando, e batê uma pelota sem bundanga. Nóis num tem Cancun, mas a Praia da Canoa Furada tá qui tá uma beleza.
    Sua bença, meu professô.
    Capitão Raimundo Nonato

  15. Noblesse Oblige disse:

    Delicado da Kibon m’a promis de m’expliquer pourquoi elle a éclaté de rire avec le commentaire du Capitaine Raymond Nonate.  Elle m’a déjà dit que le Professeur Astromer a un dictionnaire spécial et hors-pair dans sa tête. Bravo!
    NO

  16. Lilly disse:

    Capitão Nonato sabe das coisas! Êta cabra culto, arretado e prosador de primeira. Quem tem Canoa Quebrada e Jeri não precisa, de jeito maneira ir a Cancun para ver praia feita por gringos e nem para conhecer praia bonita de doer! Com todo respeito ao Capitão Nonato, descer aquela pirâmide de saci… tinha que ter retrato para provar … tem que matar a cobra e mostra o pau…
    Tomara que Delikado da Kibon consiga traduzir ipsis literis o texto do Capitaine Nonate para NO poder gargalhar quinem nóis!

  17. Leninha disse:

    OI Professor!Mais uma vez,vc sempre coisas surreais!!Adorei tb a reportagem sobre "Os Maias".Achei fantástica aquelapirâmide,o que deve ser realmente muito difícil tanto em subir como em descer.O Juego de la pelota é superdiferente,e tb deve ser super difícil em acertar aquela roda no meio do campo e alta,mas,…Gostei da dica sobre o filme Apocalypto,não vi e vou providenciar logo.Vc me faz navegar na História,o que acho maravilhoso pq se dependesse de procurar para ler algo sobre estetema,a gente acaba sem tempo e desisti mesmo. Mais uma vez PARABÉNS!!!!!!Com carinhoLeninha

  18. Lilly disse:

    As narrativas são tão fantastiques que não podem ser viajadas às pressas… é preciso desenvolver o olhar diferente e diferenciado do Professor para deixar de ser um turista comum.

  19. Malu disse:

    Querido Professor Astromar,
    Não tenho palavras para expressar minha alegria ao ler a mensagem de nossa amiga Lilly, fazendo o "marketing" desse meu brilhante amigo!!!! 
    E faltam expressões, ainda mais, após "viajar"com sua reportagem sobre "Os Maias"!
    Inteligente relato!  Cultíssimo autor!  E o inesquecível humor fino e divertido com que nos agraciava, a todos que compartilhamos daqueles momentos há "pouco tempo atrás"…. rsrsrsrs … Para não citar as caricaturas que ganhávamos em momentos especiais (guardadas carinhosamente, é claro!).
    Também aprendi muitas coisas, lendo seu relato!
    Assim, adorei tudo, inclusive, ver como o Professor está ótimo!!!!
    Agora, vou providenciar meu exemplar de "Siris e Pirilampos" e vamos retomar a amizade de onde paramos, graças à Lilly e a Internet!
    Beijos,

  20. Malu disse:

    Querido Professor,
    Só para esclarecer que a Maria, da mensagem abaixo, é a Lu, ou Malu, como atualmente o pessoal me chama!
    Beijos,

  21. Professor Astromar disse:

    Oi Maria Lu Malu
    Essa Lilly é muito danada. Vive jogando conversa no ventilador mágico dela. Mágico porque as coisas vão e as pessoas voltam. Obrigado pelos exagerados comentários. O livro "Siris & Pirilampos" será um presente. Mande um email com seu endereço e o livro aterrissará acolá.
    Saudações históricas.
    Professor Astromar
     

  22. Raspa do Tacho disse:

    O primeiro parágrafo da crônica é sensacional!
    Lembra o estilo do samba do crioulo doido!
    E foi proclamada a escravidão!

  23. Professor Astromar disse:

    Raspinha do Tacho

    Em muitos de seus textos, como um enxadrista, o Professor Astromar, começa um artigo de forma surpreendente. É proposital, é um de seus segredos. Aprendeu Outside In e usa Inside Out. Mas só quem é Ouside In percebe. Like you did.
    Professor Astromar

  24. Delicado da Kibon disse:

    Professor, esse troca-troca entre suas admiradoras tá é gostoso! E esse é pra amiga Lu ler. Seu aniversário vem aí, escreverei de forma direta.  Mas já vou informando, de forma indireta, que o seu presente vai ser o super livro "Siris e Pirilampos" do nosso querido Professor !

  25. Voyeur de Wayzata disse:

    Oi, Tchicha…
    Perdôe, mas só hoje despertei da hibernação e viajei ao passado maia. Como sempre, impecável.
    Já pensou em passar uma caixinha no fim de cada viagem ? Ou produzir um DVD ? Mapas turísticos ? Mochilas e money belts com o logo PA ? Um Guia prático de Q & A ? Se decidir franchise a marca , tô nessa…
    Peace,
    Voyeur Primaveril

  26. Professor Astromar disse:

    Meu caro amigão Voyeur do Mengão
    Você não é fogo de palha. Tarda mas não falha. Imagino a dificuldade que deve ser descongelar canetas ou teclados para poder escrever. Quanto à suas idéias de explosão marqueteira desse peregino da História, só vejo uma forma de colocá-las em prática. Nós dois teríamos de nos filiar ao PT e entrar no bloco da boquinha.
    Abraços inacianos
    Profesor Astromar

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