FAZENDAS PARTE 2


FAZENDAS

Na História do Brasil e nas minhas histórias

Parte 2 

  

(CONTINUAÇÃO DA PARTE 1)
  

As antigas fazendas são agora uma grande nostalgia.  Eu me apego a ela. As fazendas são parte de minha vida. Meu tetra-penta-bisavô cearense era um latifundiário ruim que nem o cão. Coronel Pedro Anão tinha engenho enorme e uma centena de escravos. Do alto de seu metro e meio, chicoteava os coitados por qualquer motivo e toda noite levava uma mocinha da senzala para com ele amassar seus lençóis ou balançar na sua rede. Devido à sua estatura, não conseguia subir nem apear do cavalo sem ajuda, e sofria de flatulência devastadora e contínua. Dizem que ainda é personagem da literatura de cordel nordestina. Sei que é citado várias vezes no livro “Siris & Pirilampos e os Mistérios da Meia Noite”. 

                                                  

                                                                Fazenda de Pedro Anão, Ceará

 

Já meus bisavós Geninho e Georgina Câmara da Silveira, criaram sua família na Fazenda Harmonia, em Parahyba do Sul, Estado do Rio de Janeiro. Tiveram dez filhos, sete mulheres e três homens. Aos filhos couberam a Fazenda Cachoeira Grande, também em Parahyba do Sul e a Fazenda Recreio, em Bemposta. Às filhas mulheres, coube o costume da época: casamento e só. Vovó Vidinha, meu primeiro anjo da guarda, me falava da Fazenda Harmonia. Dizia como os escravos foram libertados por seu pai bem antes da Princesa Isabel agir e porque decidiram continuar trabalhando na fazenda. Eram dela as receitas daqueles doces que ninguém sabe fazer igual. Vovó foi pedida em casamento na Fazenda Secretário, durante um sarau.  

 

                                          Vovó, em 1915, na Harmonia            Eugênio e Georgina Câmara da Silveira, da Fazenda Harmonia    

 

                                                

                                               

                                                                               

                                                                                               

          Fazenda Secretário – o pedido de casamento de meu avô para minha avó ocorreu na segunda janela à direita da porta principal  

  

Meus pais curtiram sua lua-de-mel na Cachoeira Grande; eu passava férias lá e no Recreio. Gostava de ouvir “causos” dos colonos. Os casarões tinham suas almas-do-outro mundo, quase sempre escravos martirizados, arrastando correntes e atormentando os hóspedes. Ou fantasmas de maus fazendeiros ou de feitores cruéis que não achavam sossego nas sepulturas e voltavam para dormir de novo em suas cadeiras de balanço ou nas redes. E era um ranger de “nhec-nhec-nhoc-nhoc” a noite inteira, apavorando todo mundo. Confesso que, enquanto estive lá, nunca vi nem ouvi nada mas, por via das dúvidas, ia dormir cobrindo a cabeça com lençol e segurando um crucifixo. Despedi-me da Fazenda Cachoeira Grande em 1966, disparado em galope pela estradinha às margens das águas encachoeiradas do Rio Paraíba do Sul que davam nome à fazenda, afobado para entrar no Ford 1951 de meu pai. Fim de tarde, hora de voltar para Petrópolis. Chachoeira Grande não existe mais. Em algum momento, virou um pedação de estrada e um posto de gasolina.  Despedi-me da Fazenda Recreio alguns anos antes, ainda de calças curtas. Do janelão do meu quarto, olhei triste para o terreiro de café, fiz o sinal da cruz na capelinha junto ao salão e subi na charrete com minha avó, rumo a um trem Maria Fumaça que hoje virou a própria.

 

                    

  Fazenda Cachoeira Grande        Fazenda Cachoeira Grande                       Nas cachoeiras da Cachoeira Grande

   Parahyba do Sul, RJ               Anjo que deu a vida ao Astromar, 1943       Astromar com seu anjo de vida

   Casal de eternos namorados, 1943                                                                            Foto Iná 1948

 

                           

                                        Astromar e Zezé, o tio da Cachoeira Grande                                                                    A cachoeira grande da Cachoeira Grande  

                                                                Foto Zelita 1948                                                                                                                                 Foto Astromar 2005                         

  

                                                               

                                                                  Estação Ferroviária de Parahyba do Sul

                                                                             Foto Astromar 2005                                        

                 

    

                                                     

                                 Fazenda Recreio, Bemposta-RJ                                                 Capela da Fazenda Recreio 

                                       Minha avó e minha tia                                                            Foto Astromar 2005 

                            Foto Nozinho, 1946  

                                 

Os anos se passaram e fui me apegando cada vez mais aos sonhos e lembranças das temporadas nas fazendas de minha juventude extinta. Morando no interior de São Paulo, de repente freava o carro diante de uma fazenda antiga cercada pelo mato numa curva de estrada rural. E ali viajava num tempo só meu. Comecei a colecionar quadros, gravuras, talhas. Troquei textos nostálgicos com minhas irmãs. Passei dias de férias em hotéis fazenda. Saí de São Paulo para ir a Barra do Piraí conhecer a fazenda de um colega de faculdade. Gado no pasto, casarão relíquia vencendo batalha de vida ou morte contra cupins. Nessas ocasiões, ficava de olhar fixo diante de alambiques, monjolos, pilões, paredes de taipa. Saudava o vento que trazia de volta conhecidos odores. Fotografias da memória nas dimensões dos cinco sentidos.

 

                    

              Fazenda Dona Carolina, Bragança Paulista-SP, 1872                       Infância na Fazenda Dona Carolina

                                        Foto Astromar 2005                                                                Foto Astromar 2005

 

               

                   Fazenda Dona Carolina                                   Capela da Fazenda Dona Carolina – Foto Astromar 2008

                Prole Astromar em 2008

                    

                                                 Fazenda São Sebastião, Barra do Piraí-RJ, 1851            Fotos Astromar 2001

 

Mas se o futuro e o presente sabem pregar peças na gente, descobri que o passado idem. Primos Câmara da Silveira foram atrás dos descendentes de Geninho e Georgina da Fazenda Harmonia e promoveram encontro de gerações em um sítio de Parahyba do Sul. Fui e fui atropelado por um tsunami de emoções. Encontrei gente querida e desaparecida. Ou talvez  o desaparecido fosse eu … Nos primeiros minutos, perdia a fala e achava lágrimas, a cada reencontro com uma saudade. Não estava ali o executivo, o pai, o primo, o irmão. Voltara o menino do colo da Vovó, da tia, das primas mais velhas. O tal da jabuticabeira, da pescaria, do pangaré no galope.

 

                         

                                                    Reencontros Câmara da Silveira em Parahyba do Sul – Fotos Astromar 2004 e 2005

 

Surpresa cresceu ao topar com a Fazenda Recreio, aquela das férias escolares dos meus 10 anos. Sacudindo o mato, o pó e os cupins,a Recreio ressurgiu, em plena restauração. Trabalho de formiga de meus primos. Uma oportunidade para um Viajante na História descobrir detalhes de sua própria. A roda d’água do engenho, seca há anos, apresentava buracos em suas pás. Cupins? Não, senhor. Madeira corroída pelo ácido úrico do xixi dos escravos, habituados a se aliviarem na canaleta que trazia água para girar a colossal geringonça.  E que tal descobrir que, por cima da taipa, os construtores de fazenda espalhavam jornal umedecido antes da caiação e da pintura final das paredes? E que esse processo, ajudava a preservar as pinturas murais, os afrescos ? E o susto ao encontrar, numa parede em restauração, um desses jornais de 1874, com classificados de procura, compra e venda de escravos ? 

 – “Em 20 de agosto do ano próximo passado, fugiu um escravo preto, por nome Mateus, com os sinais seguintes: rosto grande e redondo, com dois talhos, um por cima da sobrancelha esquerda e outro nas costas, olhos pequenos, estatura ordinária, mãos grandes, dedos grossos e curtos, pés grandes e corpo grosso. Na loja de fazenda de Antonio José Mendes Salgado de Azevedo Guimarães, na rua da quitanda no. 64. Receberá quem o entregar, além das despesas que tiver feito, 132$800 de alvíssaras”.

-“Vende-se uma preta ainda rapariga, de bonita figura, a qual sabe lavar, engomar, coser e cozinha, na rua do ouvidor no. 35, 1º. andar”.

-“Escravos, compram-se de ambos os sexos, de 12 a 40 anos, na rua da glória, no. 27”.

-“Vendo moleque preto, de 14 anos, bons dentes, boa saúde, entregador de recados e de mercadorias. Tratar com João Rufino Gonçalves da Costa na rua do Valongo no. 48”.

 

    

          Fazenda Recreio, Bemposta – RJ, 1873                            Fazenda Recreio – Casa Grande e Senzala

                                                           Fotos Astromar 2005  

 

                

     Fazenda Recreio – Roda d’água corroída por xixi de escravos        Fazenda Recreio –  Pintura mural e restauração de paredes e piso

                                                                                             Fotos Astromar 2005

 

  Fazenda Recreio                                                                  Sede e terreiro de café                    Foto Astromar 2005

                 

O coração deste peregrino da história está bom, passou pelo teste do túnel do tempo. Voltei do reencontro de gerações cheio de novas coisas velhas e continuo passando feriadões em hotéis de fazendas antigas. No entanto, confesso que, naquela noite, no sítio de Parahyba do Sul, após a visita à Fazenda Recreio, cobri a cabeça com lençol e procurei um crucifixo, ao ouvir correntes sendo arrastadas e o ranger “nhec-nhec-nhoc-nhoc” de cadeiras de balanço e redes em alpendre. Mas dormi como uma criança, embalado por fotografias nas dimensões dos cinco sentidos.

 

                           

                          Sede da Fazenda Capoava, Itu, SP – 1758                 Sede da Fazenda Capoava                        

                                              Foto de 1930                                                 Foto Astromar 2008

 

                                               

                                                       Castigo da palmatória na Fazenda Capoava

                                                                  Foto Astromar 2008

 

 

Esse post foi publicado em Aqui no Brasil. Bookmark o link permanente.

23 respostas para FAZENDAS PARTE 2

  1. Laís disse:

    Professor,
    Essa viagem foi incrível… muito obrigada!
    Laís
     

  2. Fabricio disse:

    Professor Astromar, bom dia!Lendo e vendo ou seria vendo e lendo, uma coisa em especial me chamou a atenção!O que faria um corredor com a "estampa" Fashion Run numa fazenda de café, parado e sentado numa escada?A resposta veio a "Carro-de-Boi", estava dando o intervalo entre uma "colheita" e outra.Parabéns.

  3. Voyeur de Wayzata disse:

    Pegou na veia de novo, Tchitcha. O tema é um de meus favoritos senão o próprio.  Um amigo kardecista garante que, em uma de minhas vidas passadas, fui protagonista importante de um dos ciclos econômicos, talvez até um nobre. Não me lembro. Os únicos títulos de nobreza de que tenho lembrança foram os de Conde e Duque, no admissão – media 7,3 – e primeiro ginasio – media 8 -do Santo Inacio…
     
    Tradição, sentimento familiar e nostalgia são ingredientes infalíveis para testar a saúde do coração em tempos de  indiscriminada proliferação de condominios, resorts e pousadas nas nossas pouco ou nada preservadas regiões históricas. Invejo o seu privilegio de pertencer a uma familia numerosa e com momentos de convivio tão lindos.
     
    God bless you.
     
    Voyeur

  4. Devoto de Pedro Anão disse:

    Ao ler sobre Bemposta, lembro-me de haver sido protagonista de um evento que não me traz saudades e que deve te servir de advertência  : em visita a uma das fazendas locais há alguns anos, deparei-me com uma árvore estranha, de fruto exótico de odor irresistìvelmente convidativo : uma mistura de figo com amêndoa. Curioso, e honrando minha veia libanesa ( Harabishueba = doce de figo com amêndoa ) , colhi um deles que, abrindo-se suavemente em minhas mãos, ofereceu-se em 6 pequenas sementes branquinhas cada uma do tamanho talvez de um pinhãozinho. Distribuí 5 entre os mais velhos do grupo familiar e todos provamos daquele saboroso grãozinho : tinha gostinho de quibe frito. Ato contínuo ( contínuo = 3 minutos ) , já na van a caminho de Petrópolis, começamos a experimentar os mesmo sintomas : suor frio e cólicas. Mais 5 minutos na viagem e estranhos ruídos se fizeram ouvir provenientes de nossas barrigas. Mais 5 minutos e meu sogro, contra a sua vontade mas excusando-se, libertou o primeiro alerta de flatulência.  Em seguida, minha sogra. Logo o vovô Dagoberto. Em pouco tempo a van quase flutuava na estrada e ninguém mais conseguia segurar. Sem cerimônia, fomos assim, encharcados de suor, até chegar em casa, quando, da van entrando na garagem, foi um atropelo geral pela primeira sentada no único WC da casa. Eu, mais jovem, cheguei primeiro. O resto da veiarada se espalhou pelo jardim. Da cólica pros gases pros finalmente foi um pulo e um processo que durou 48 horas, com direito a febre. Desde então vovô Dagoberto curou de vez sua prisão de ventre de 60 anos. Pensei em patentear um xarope mas temi os efeitos culaterais. 
    Suspeito que Coronel Pedro Anão cheirava o pó desse simpático grãozinho…

  5. Covas disse:

    Professor,
    Gostei muito de ler e me comover, com as histórias das Fazendas, mas principalmente com a da Abadia de Fontevraud.
    Parabéns!!
    Um abração

  6. Najla disse:

    Oi meu primo , parabéns , tudo perfeito : o texto , as imagens e as emoções !… Gostei demais e já estou repassando p/ minhas filhas , meu genro e p/ sobrinhos , amigos , excelente mesmo , querido primo sinto o mesmo que vc em relação à nossa linda e feliz história de família … pura , maravilhosa ternura e mta saudade… E mto obrigada por me brindar c/ essa matéria , vc é inspirado , escreve mto bem , por favor prossiga , ok ?!!!  Estive c/ Liginha no casamento do Alexandre , sempre me vem a imagem linda ,perfeita da deusa da minha infância – querida Zelita – falamos nela , em vcs todos , gostei mto !!!
    Enfim a vida segue,bjss com meu carinho , Najla      
    A História do Brasil tbem está primorosa !

  7. Paulo Érika disse:

    Caríssimo Professor,
    Demorei p/ me manifestar pois estava viajando sem computador por perto (exigência da patroa e do rebento). Novamente maravilhoso, emocionante  seu texto, aliás redundância é chamar seus textos de maravilhosos e emocionantes. Belíssimas fotos, ótimas descrições e, lógico, de uma sensibilidade ímpar. Será que a nossa geração, ávida e cega pelo dinheiro e poder, conseguirá perpetuar essa riqueza histórica de nosso surrado e mal tratado país ou as próximas gerações de professores, principalmente de história e geografia, terão as mesmas dificuldades de transmitir esse conhecimento como tem em relação ao império romano ou Grécia antiga? Vida longa aos homens de boa vontade, principalmente àqueles que têm a competência e paciência de compilar todo esse conhecimento e a GENEROSIDADE de dividir com seus semelhantes.    
    Grande abraço, reiterando a grande satisfação de receber esse texto.
    Paulo

  8. Delicado da Kibon disse:

    Querido Professor,
    Custei a enviar meu comentário porque li, reli, ando relendo;  uma vez, duas, três; de baixo para cima, de cima para baixo, de uma foto para outra, de um prazer grande para um prazer maior.
    Fazenda Parte 1 pertence à História, é cultura brasileira, é aula fora de sala de aula.  Fazenda Parte 2 pertence à nossa história, é família, é emoção, é passado rico, é lembrança saudável.  Vem cheio de coração, de açúcar, de cheiro, de gosto. As fotos da festança do reencontro em 2004 estão lindas, e aquela do Professor, de joelhos abraçando uma das fadinhas, é a melhor lembrança da alegria que foi rever, retomar, redescobrir tanta herança bonita que nos deixaram G & G Câmara da Silveira. Tá tudo lá. Não sinto saudade, me sinto feliz, muito feliz, de ter guardado essas lindas lembranças.
    Presente mais bonito que esse, acho que não há !!!Delicado da Kibon

  9. Luz de Pedra disse:

    AMEI AMEI AMEI os textos das fazendas. Senti até o perfume. Eu estava em Volterra e, por isso, não escrevi antes.

  10. Patrícia disse:

    Texto latifundiário: de uma propriedade cultural imensa, riquíssima.
    Fez lembrar minha própria experiência, como moradora (por 7 anos) de uma cidade nas Gerais cercada por fazendas. Adoro.
    Acho que o amor ao café ampliou-se nessa época🙂
    Obrigada, Professor, por mais esta viagem de primeira classe.
    Minhas reverências,
    S.

  11. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres
    Aqui na nossa roda de prosa a gente passou um bocadão de tempo com as sua Fazenda. Lendo e zoiando, lendo e zoiado. Um lia, os otro zoiava. Tudo o que o sinhô falô e contô, Professô, tá aqui em vorta de nóis. Os alpendres, as rede, as capelinha (as nossa cheinha de ex-votos), os pilão, as enxada, os chiqueiro mais os pomá, inté as ruína da Fazenda de Pedro Anão. Aliás, táli lugá danado de bão pra se acoitá e mandá bala na puliça, de dia. Pois de noite aquilo lá tá qui tá lotado de assombração, seu moço. Esse nhec-nhec-nhoc-nhoc qui tu fala começa com o pôr do sol e só se assussega com o primeiro canto do galo do cumpadi Tenebroso. Nóis apreciemo muito sabê que tu tamém é cabra que veio de roça, de fazenda. Tu também era chegado nuns xameguim em bezerra na barranquinha? Pois ói, com o alambique do Cumpadi Lula funcionando até no aeroplano do hômi, a gente vê que depois do cliclo do café e da cana, o nosso Brasilzão continuou com um ciclo atrás do outro, aqui dá mais ciclo que xuxu na serra. Temo o ciclo da pinga começando com o presidente seca-alambique, com os político fiduma égua tem o ciclo da fulerage, com os moço das balada tem o ciclo da maconha, com o PT tem o ciclo da boquinha e c\’as cumadi aqui sempre teve e terá o ciclo da menstruassão. O pobrema é num deixá interrompê esse ciclo das donzela, professô, senão é casamento na certa, na ponta da garrucha do pai da moça. Mas pelas foto que tu mostra e pelas história que chega aqui todo mêis, a gente sabemo que tem tumém o Ciclo do Astromar e debaixo desse ceuzão alumiado de estrela e de pirilampo nóis reza pra nosso padim Padi Ciço fazê teu ciclo continuá cocê i adispois cos seus fio.
    A bença, meu professô.
    Capitão Raimundo Nonato

  12. Raspa do Tacho disse:

    Professor,
    Estas histórias de fazenda são um legado sem preço em nossas vidas. Por um lado, nosso pai vinha de Campos, região açucareira, nossa mãe dessas fazendas cheias de pernas de escravo atormentando nossas mentes infantis e nosso avô nordestino que largou os alambiques da Bebida Nova no Crato para se embrenhar nos inconscientes vanguardistas de Freud. Isso nos ajudou a entender melhor a formação do Brasil que já não existe, a nossa formação meio lá meio cá na roça e a cultura que nos moldou.
    Mas gostei mesmo de uma foto sua, sentado em uma escadaria de fazenda, igualzinho nosso pai.
    Bença
    Raspa do Tacho

  13. Professor Astromar disse:

    Raspinha do Tacho
    Credito seu magnífico texto, uma renda de bilro que sai de Bebida Nova, chega em Freud, passa pelas senzalas da Harmonia e pelas usinas de Campos e acabando num tacho de roça com cultura, como uma celebração dos 111 anos de Dona Vidinha, nesse 14 de agosto sempre roxinho.
    Professor Astromar 

  14. Delicado da Kibon disse:

    Dá gosto ler os comentários da Raspinha e a resposta cúmplice do Professor !

  15. Faustinho disse:

    Professor,
    Impecável a descrição das fazendas brasileiras. Isso merece um livro. Ou, pelo menos, um site sobre fazendas históricas do Brasil. Eu não tinha 10% dessas informações. Parabéns, meu caro. Aliás, você roda, roda e dá um jeito de encaixar o nosso Mindinho Mor em suas publicações. Ou será que ele que atrai? Além disso, é impressionante é que nós, paulistas, ficamos muito presos às histórias das fazendas daqui e não tomamos conhecimentos destas maravilhas do Rio de Janeiro e também de outros estados. Fiquei pasmo com as histórias e, principalmente, com as fotos. Repito, vale um site exclusivo para este assunto.
    abs

  16. Leninha disse:

    Querido Professor Astromar!
    Mais uma vez vc me surpreende.A História das Fazendas é fantástica.Poder desfrutar de alguns momentos vividos em fazenda, é algo q todos deveriam se disponibilizar e passar por essa experiência.Pude desfrutar desses momentos pouco depois de casei q tenho um amigo que,naquela época,morava em uma fazenda em Campos dos Goytacazes.Foi uma vida super saudável q minhas filhas tiveram e conheceram que lembram até hj.Acordávamos cedo e o administrador passava nos pegava para fazermos a manhã de uma vida de fazenda.Que coisa gostosa!!!Tirávamos leite da vaca e as meninas bebiam logo em seguida em suas canequinhas,alimentávamos os animais e íamos andar de trator para conhecer tudo sobre as hortas,arvores frutíferas e todas as peculiaridades de fazenda.Com isso,aproveitei para ir explicando tudo sobre a história de uma fazenda,como funcionava,o quanto é gostoso viver com toda essa natureza.
    Vc me fez lembrar desses momentos ótimos que pude proporcionar às minhas filhas.
    Mas…independente disso,mais uma vez o artigo foi muito bem escrito,conseguindo nos reportar aquela época e poder vivenciar de coisas gostosas.Obrigada Professor Astromar!!

  17. Rosa Lúcia disse:

    Lendo esses textos maravilhosos, lembrei-me de um fato que ocorreu em uma única vez que estive com vcs nessa fazenda. Ainda muito jovem, “tentava” galopar com suas irmãs e, de repente, vc passou “voando” … Meu cavalo disparou, tentado seguir o seu e eu me vi “agoniada”, vendo a hora cair. ..Nunca me esqueci e acho que foi depois daí que passei a ter medo desse belo animal. Enfim, Astromar, você está de parabéns. Seus textos são prazerosos de se ler.. AGora, vc terá que conhecer as daqui do nordeste e assim, com esse dom que lhe é peculiar, descrevê-las com sua histórias, para seus leitores fiéis. abr. Rosa Lúcia

    • Rosa
      Incrível essa sua lembrança sobre o galope na Cachoeira Grande. Está lá no texto do meu artigo e foi, não só a última vez em que estive na Fazenda, como também a última vez em que andei a cavalo. Semana Santa de 1966. Eu de um lado e você de outro, parece a mesma visão em dois espelhos.
      Muito obrigado pelo comentário e pela saudade.
      Professor Astromar

      • Prezado Astromar

        Felicito-o pelo site e trabalho de divulgação não só da história de sua família, do período colonial, etc… Fascino-me muito com belas fazendas e boas histórias de famílias que dedicaram suas vidas ao campo e engrandecimento deste País. Sou tataraneto dos Gonçalves Lopez de um interior da Bahia, Fazenda que tinha 3 sedes, duas ainda de pé, mesmo que de forma precária, o declínio da cana de açúcar e do café fez ruir grandes fazendas e hoje novos ricos surgiram.
        Parabéns mais uma vez pelo trabalho de divulgação, em especial pela sua referência ao seu Anjo que te deu a Vida, Mãe, só uma letra menos que DEUS.
        Avante

  18. gleice disse:

    morei na fazenda recreio na epoca eu tinha 10 anos eu me lembro dos dono que era seu aroldo dona ieda,veronica,rojerio,tarson e o pequeno gabriel que hoje deve ter ums 2o anos foi muito bom relenbra me chamo gleice a fihla mais velha do caseiro orlando e tininha

    • Gleice
      Obrigado pelo seu comentário. Também tenho as melhores lembranças da Fazenda Recreio. Estive lá , pela última vez, quando ainda estava em plena produção, em julho de 1957, com minha avó, irmã do proprietário, Tio Nozinho, pai de Haroldo. Retponei em 2005, para ver a restauração que Rogério, filho de Haroldo, estava fazendo. O destino prega peças. Rogério foi assassinado a tiros na porta de casa, em abril de 2010.
      Pf. Astromar

  19. Pf. Astromar
    Solicito contato com V. Sa. pelo e mail “ricardo-w@uol.com.br”;
    Sou secretário do IHGPS – Instituto Histórico e Geográfico da Parahyba do Sul”.
    Obrigado por grafar Parahyba com “hy”.
    abraços,
    Ricardo Wendling

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s