TESTEMUNHA DA HISTÓRIA


TESTEMUNHA DA HISTÓRIA

Depoimentos de um provável Matusalém

 

De repente, descobri que tenho histórias para contar. Na academia, de cima da esteira, via colegas de suadouro pararem para me ouvir falar. A mesma coisa estava acontecendo nos buffets em aniversários infantis; os pais mais jovens silenciavam diante de minhas narrativas. Mas não eram contos sobre pegadas seculares deixadas na História por personagens, lugares, eventos e coisas antigas. A atração estava em situações e pessoas que entraram para a História, mas onde uma testemunha on line – real time era … eu. Apesar de me sentir jovem, de ter cabeça meio desmiolada de adolescente, de fazer coisas de juventude que muitos jovens não conseguem, minha certidão de nascimento, meu RG não mentem. Sou um idoso, projeto de Matusalém. Décadas de vida, além de sabedoria e experiência, me colocaram no assento das testemunhas de episódios que marcaram países, lugares e pessoas, entraram em livros, filmes e comentários de especialistas e historiadores. Pois é, e eu estava lá.

 

Sou carioca. Nasci em Copacabana, num Rio de Janeiro que ficou para trás, em postais antigos e na memória de sobreviventes. A minha primeira residência tinha pomar. Figo, goiaba e sapoti do Ceará. Ficava a duas quadras da praia, perto do Copacabana Palace.

                        

                                                           Copacabana, década de 40                                                                          Cinelândia, década de 40

Bastava atravessar uma Avenida Atlântica de pista única para chegar às areias onde, na beira do mar virgem de aterros, corriam tatuís e caranguejos e pulavam peixes presos no arrastão dos pescadores.

                                                                               

                                                                                        Copacabana Palace, década de 50

  

Nas pedras do Posto 6, aprendi a catar siris, à custa de algumas furiosas beliscadas. Pegava peixinhos de aquário em qualquer chafariz ou fonte de praça e adorava ir pescar com meu pai defronte ao Pão de Açúcar, quando o mar ainda batia nos muros do Morro da Viúva. Não havia Aterro do Flamengo e as águas da baía de Guanabara eram tão limpas, transparentes até, que dava para fisgar as cocorocas ao vê-las beliscar o camarão preso no anzol como isca. Estava sentado no chão da saleta de estar, brincando com minhas irmãzinhas, sob os cuidados da  nossa babá, quando o rádio noticiou o suicídio do Presidente Getúlio Vargas. Acabei o lanche e fui brincar com primos, na casa de minha avó paterna, na rua Tonelero, a duas quadras de onde Carlos Lacerda havia sofrido, semanas antes, o atentado a tiros que acabou derrubando o Presidente da República. Menino, andava de calças curtas quando virei torcedor do Fluminense e me esbaldava em festas infantis na casa de amiguinhos, onde a atração era sessão de desenhos e comédias da Corrêa Souza Filmes, ou até mesmo a turma do Circo Bom Bril, com os imortais palhaços Fred e Carequinha (aquele do “O Bom menino não faz pipi na cama …”).

                                                                                                  

                                                                                                                  Copacabana, 1958

  

Entrando na adolescência, aluno de colégio jesuíta, vi o América ser campeão carioca pela última vez. Vi Garrincha sair do Maracanã bi-campeão, endeusado ao enfiar 3×0 no Flamengo de Gérson. E alguns meses depois consegui um autógrafo dele num bar na esquina da Avenida Atlântica com Rua Rainha Elizabeth. Inteiramente só, já estava condenado pela bebida. Bati palmas para Pelé quando driblou todo o time do Fluminense para glorificar seu gol de placa no “maior estádio do mundo”. Gol que ninguém documentou, nem o filme “Pelé Eterno”. Foi nessa época que me acostumei a chegar aos lugares de bonde, 7-Gávea, 21-Circular, 14-General Osório. Eram os “mata-paulista”, pois andavam na contra-mão da Avenida Nossa Senhora de Copacabana. 

 

A Bossa Nova nasceu durante meus primeiros arrasta-pés, quando dançar de rosto colado era pecado. E o fogo do inferno aguardava quem namorasse no escurinho de cinemas como Metro Copacabana, Roxy, Rian, Miramar, Leblon, Ricamar, Art-Palácio, Astória, Ipanema, Copacabana, Paysandu, Bruni, Pax, Condor, Caruso ou Riviera. “Tem festa pra sábado ?” Era a pergunta mais ouvida nos meus tempos de pré-vestibular. Foi numa dessas festas que estava um cara meio deslocado, sentado num canto, ao lado de seu violão. Tinha uma pastinha com Gumex colada na testa e os mais sabidos da  turma diziam era um cantorzinho, meio abichalhado. Soube mais tarde que tratava-se do então desconhecido Roberto Carlos. O Dia da Ditadura, 31 de março de 1964 foi uma festa para mim. Peguei o bonde 14-General Osório para o colégio, mas as aulas haviam sido suspensas, como suspenso foi o serviço de bondes. Voltei a pé para casa com alguns colegas e armamos, naquele inesperado feriadão, um racha na praia, debaixo de uma garoa que deixava meio dura a areia sempre fofa de Copacabana. Naqueles tempos, já havia alcançado idade para ir a bailes de formatura, fosse no Clube Monte Líbano, no Copacabana Palace, no Flamengo ou no Hotel Glória. Para entrar, só com convite impresso e  traje a rigor, ou seja, “smoking” 007 ou “Summer jacket” Amigo da Onça. Armadura para enfrentar e amassar os “brotinhos” de vestido saco e litros ou quilos de laquê no penteado. Nas corridas de Fórmula 1, nomes como Jack Brabham, Jim Clark, Bruce McLaren, Lorenzo Bandini, Graham Hill  e Jochen Rindt eram apenas personagens da revista Auto-Esporte ou estrelas do inesquecível filme “Grand Prix”, em Cinerama (tela de 146 graus e som 270 graus). Enquanto isso, os pilotos brasileiros começavam a surgir em corridas de rua, na longínqua e deserta Barra da Tijuca, na Ilha do Fundão ou nos paralelepípedos de Petrópolis. Eram uns loucos das equipes de fábrica, VW, DKW, Willys, Simca, Alfa Romeo. E foi do alto de uma colina, no Fundão, que vi um garoto de 18 anos capotar com um Gordini amarelo da equipe Willys. Era um tal de Émerson Fittipaldi. Seu irmão, Wilson, com uma Berlineta Interlagos, venceu a prova.

                                                                                                                  

                                                  Copacabana, 1964

 

Nos dois primeiros anos na Faculdade de Engenharia na PUC, eu fazia serviço militar na Marinha, para sair  2º.Tenente da Reserva, com o dever cumprido para com a pátria. Em plena ditadura, durante as aulas, usávamos cabeleira de beatle e participávamos de passeatas contra o regime. Nas férias, adotávamos corte de cabelo milico, enfiávamos a fatiota naval, e saíamos pela rua recebendo continência dos mesmos meganhas e gorilas que xingávamos durante o ano letivo. Sem nenhum problema de consciência política. Aliás, que diabo era isso? 

                                                                                                                   

                                                                                                                                           

                                                          Ilha das Enxadas, 1967

  

Lembro de um chato metido a comedor que, nas vésperas da inauguração do novo prédio da Ala Kennedy, na PUC, foi lá protestar contra a presença do irmão do presidente americano. Zé Dirceu contra Bobby Kennedy. No final das contas, vaiei Dirceu e apertei a mão de Bobby. Alguns anos depois, estava na praia quando recebi um aceno da Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, a caminho do Maracanã. Ia conhecer o Rei Pelé num jogo Cariocas x Paulistas. A foto de um gol do Rei nesse dia me acompanha como poster  há mais de 30 anos.

 

De namorada nova, não tive jeito de escapar do Teatro Municipal e ver Margot Fonteyn dançar com Rudolf Nureyev. Mas, em compensação, ela foi comigo ver todos os jogos das “Feras do Saldanha” na campanha para classificação à Copa de 70. E, numa quarta feira de novembro de 1969, matei aula noturna para ver um antológico Vasco x Santos. Mesmo sendo Fluminense, saí sem voz do estádio. Pelé acabara de fazer seu milésimo gol. Também estava naquele estádio, mas vendo a bola rolar entre Fluminense e Santos quando o locutor anunciou que o homem finalmente havia descido na Lua. E, se hoje, uma viagem até a Europa leva 10 horas de jato comercial, no meu último ano de Engenharia, foram 10 dias no mar. Naquela época a gente viajava de navio, com festança e direito a batismo com espuma, macarrão e chantilly, pelo Rei Netuno, na travessia da Linha do Equador. Em Lisboa, encontrei, caminhando calmamente pela Avenida da Liberdade, o Eusébio, o maior artilheiro português de todos os tempos, versão lusa de Pelé. Dei um berro: “Eusébio!”. Ele parou e gentilmente conversou comigo sobre aquele jogo da Copa de 66 quando Portugal eliminou o Brasil com gols dele e muita porrada no Pelé. Depois, na primeira noite em Paris, mulher pelada no Lido. Na segunda, show de Adamo, aquele do “F, comme femme” no Olympia.

                                                                                                                            

                                                         Mônaco, 1969

  

Primeiro emprego depois de formado me mandou para a Salvador de 1970. Até então, cidade totalmente fora do roteiro turístico nacional e internacional. Tranqüila e preguiçosa, como descrevia Jorge Amado em um livro atrás do outro. A praça da Pituba, hoje um mafuá, era um areal com a igrejinha cercada de chácaras com pomares, caminho para uma praia de Itapuã e para uma lagoa de Amaralina que hoje só existem nos versos de Dorival Caymmi. O vento do destino me arrancou de lá, deixando para trás raízes interrompidas. Fui ressurgir na Califórnia, na região de São Francisco, rumo a um mestrado na Universidade de Stanford. O pau comia solto então naquela área; protestos incendiários contra a guerra do Vietnam invadiam a universidade vez por outra. Índios tomaram posse da abandonada Ilha de Alcatraz, antiga prisão onde morreu Al Capone. Faziam justiça a seus antepassados, argumentavam, enquanto soltavam sinais de fumaça e batiam tambores para a dança fantasma, que traria morte para todos os brancos. Enquanto isso, pelas ruas de São Francisco o colorido dos hippies floridos e o fumacê da marijuana invadiam as calçadas, junto com replay dos acordes gasguitos do Festival de Woodstock.

                                                                                                                                     

De diploma na mão, voltei para o Brasil e fui fazer carreira na IBM, que me abriu as portas do país e do mundo. Viajei, pessoal. Tive endereços IBM por aí afora; Rio, Tarrytown, Campinas, São Paulo, Florianópolis, São Paulo. Passei pelos cinco continentes, percorrendo rotas que me puseram diante de ídolos de infância, adolescência, juventude e terceira idade. Encontrei Pelé em Tóquio: uma pane no elevador do hotel nos deixou papeando por uns 10 minutos. Passei a ele o abraço do português Eusébio e consegui seu autógrafo em uma receita de remédio contra cálculo renal (o jornal Folha de São Paulo deste 16 de setembro informa que uma empresa inglesa está cobrando 5.000 libras para 10 minutos com Pelé).

                                                                                                                                       

                                                                                                                             

                              Lagoa, Clube dos Caiçaras, 1981

  

Tomei café expresso com Tostão no balcão do aeroporto de Congonhas, por acaso, servidos pela mesma atendente, que achou que estávamos juntos. Ele, ainda comentarista de TV e eu, tentando explicar-lhe o que era aquela novidade, o tal de notebook. Mas lavrei meu protesto por ele ter preferido jogar no Vasco ao invés vestir a camisa do Fluminense. De perna quebrada, viajei a Orlando, para um seminário de consultoria. Fiz todo o percurso em cadeira de rodas, sempre com um voluntário disponível para me empurrar aqui, acolá. Americano trata bem deficiente físico. Um dia, saindo do quarto do hotel para chegar ao elevador e alcançar o auditório do evento, ouvi atrás de mim um “Allow me, sir”, enquanto um par de mãos fortes e negras empurrava minha cadeira. Levou-me até meu lugar na sala da IBM e se despediu. Era Danny Glover, companheiro de Mel Gibson na série “Máquina Mortífera”. Fui chamado ao microfone para dizer que não estávamos ali fazendo parte de filmagem alguma e que não sabia de nada sobre um eventual “Máquina Mortífera V”. Em Campinas, assisti Ray Conniff com sua orquestra e coral. Viagem dos antigos LPs girando nas vitrolas até o adeus à juventude.  Em São Paulo, vi nascer e morrer o Movimento Diretas-Já, enquanto que Florianópolis me apresentou ao menino Guga, campeão juvenil de tênis masculino, colega de colégio de equipe e de treinador de minha filha, campeã juvenil de tênis feminino.

  

  

                             

                                                                                                   

                                                                             Campinas, 1984                                                                                                              Florianópolis, 1988

  

E me despedi da IBM em minha segunda etapa profissional em São Paulo.

                 

                                          Genève, 1996                                                                                  Gettysburg, 2001                                                    São Paulo, 2004

  

Ironia do destino: foi a primeira grande cidade que conheci na vida, depois do Rio de Janeiro. Ainda guri, viajei de trem noturno com meus pais para as festas do 4º.Centenário de fundação de São Paulo e a inauguração do Parque Ibirapuera. O mesmo parque que tem me visto correr há mais de vinte anos em treinos de Feidípedes. 

  

                                                                                          

            MAM-Aterro do Flamengo, 1986                                                                               Genève, 2006

 

Não poderia deixar Petrópolis de fora desse testemunho. Passei 47 verões lá, atravessando quatro gerações de minha família. Conheci todas as configurações da estrada Rio-Petrópolis para automóveis. Da velha União Indústria às atuais rodovias irmãs e vizinhas, uma para a subida alegre, a outra para a descida triste. O Baile de Carnaval do Quitandinha era, junto com os do Copacabana Palace, Hotel Glória, Teatro Municipal e Clube Monte Líbano, um dos gigantes do carnaval carioca. Estrelas de Hollywood vinham para aparecer e para dar. Estive em dois bailes do Quitandinha. Eu, entrando na esbórnia, o antigo cassino e hotel, em final de carreira. Experiência inesquecível. Entrei desacompanhado, mas saí em companhia de borrões de maquiagem e de marcas roxas no pescoço. Haja gola rolê. Mas era nas noites serenas de céu estrelado da serra que surgia a banda mais saudosa das minhas travessias. Os sapos-martelo rebimbando ao ritmo do piscar dos vaga-lumes.             

  

                                         Petrópolis, anos 50                                      Petrópolis, 1955                                                Petrópolis, 1977     

                

                                                                 

                                                                                  Petrópolis, 1984                                   Petrópolis, 1987                

                 

Tudo isso virou história porque passou, acabou. Pessoas, coisas e lugares viraram lembranças queridas, sabedoria e experiência de vida a serem repassadas. Mas volta e meia o passado prega uma surpresa no presente. Imaginava que sapos-martelo e vaga-lumes estavam na lista dos animais extintos, defuntos do IBAMA. Negativo! Encontrei-os esse ano. Banda desfeita, mas vivíssimos. Esquadrilha de vaga-lumes em uma fazenda de Bragança Paulista e canto orfeônico de sapos-martelo em outra, em Itu.

 

Não sei o que as curvas da estrada da vida me reservam, aí na frente, mas olho para o caminho percorrido e vejo que sou e continuarei sendo um peregrino da minha própria história.                                                                                                       

                                                                                                     

                                            Campeão da Copa do Brasil, 2007

  

Contador de casos e “causos”.  E por falar nisso, vocês sabiam que me lembro de cada domingo em que o Brasil ganhou suas cinco Copas do Mundo? Na de 1958, escutei a final em rádio de válvulas. Ver o jogo, só em cinema, meses mais tarde. Em 1962, um boteco de Copacabana instalou alto falantes nas árvores e, na maior ordem, distribuía guaraná e chopp de graça, enquanto a torcida explodia nas arquibancadas virtuais da rua e da calçada, vibrando por gols invisíveis. Que só chegavam dois dias depois, em rolos de vídeo-tape. A Copa 70, no México, foi o maior  espetáculo de futebol brasileiro jamais jogado e visto. Em preto e branco, com transmissão direta pela TV. Já aquele lixo de 1994, demorou tanto a acontecer, que chegou duas décadas atrasado das primeiras Copas vistas a cores. A de 2002 todo mundo viu nas madrugadas nacionais pintadas de verde-amarelo, num período de recorde de vendas de TVs de plasma. E as próximas? Broxada geral, pessoal, com Dunga em 2010 e Ricardo Teixeira em 2014. Nem Lula dá jeito num antes nunca nesse país desses. Aliás, teve um dia em que encontrei com ele de megafone em cima de um caminhão de metalúrgicos no portão da Volkswagen e então…

                                                                                                            

                                              Leblon, 2008

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11 respostas para TESTEMUNHA DA HISTÓRIA

  1. Monica disse:

    Esta é a primeira vez que participo e sinto uma alegria inexplicável, pois em algum momento dessa deliciosa narrativa, sinto que fui personagem distante e oculto desse cenário… Mas isso não importa.
    Adoro o RJ, mas infelizmente não conheci "esse Rio de Janeiro", mas pude visualizar o mar transparente, o Flamengo sem o aterro, a praia de Copacabana com suas areias fofas e a Av. Atlântica com pista única.
     
    Por vezes esquecemos que a história não é um livro e nem um artigo, a história é a vida… que nós próprios somos parte dela, que a vivemos e a fazemos. Somos parte da história uns dos outros… trajetórias que se fundem.
    Uma belíssima história de uma testemunha ocular!
     
     

  2. Marcita disse:

    Noooooooooooooooooooooooosssssa. Só assim pra eu saber de você tudinho……. Professor, como você pode se lembrar de tanta coisa. Dos bondes…. Não me lembro de nada. Tá, se aparecer na internet ou olhar uma foto, com certeza vou me lembrar, caso contrário….. Que memória fantástica. Tinha de ser mesmo historiador….. Você era dentucinho na Ilha das Enxadas, pelo menos parece na foto. Mas tudo é  muito, muito você na IBM…… E de 84, 88, 2004 para cá, não houve mudança alguma. Só alguns fios de cabelo desbotados. ADOREI ADOREI  ADOREI  ADOREI. Queria ter esta memória para fazer o mesmo. Beijo grande.

  3. Patrícia disse:

    Não via a hora de chegar o dia 24, para ler um texto teu. Compensas, sempre, a espera.
    Que linda, envolvente e rica a tua história é. Muito mais do que Olimpíadas e Fazendas🙂 Pareces que, como Raulzito, nascestes a "10 mil anos atrás" e não tem, definitivamente, nada nesse mund que você não saiba demais… Agora está explicado o porquê.
    Obrigada por compartilhar tão bela e gloriosa caminhada pela tua vida, é um presente.
    Beijos e minha eterna admiração.

  4. Delicado da Kibon disse:

    Lindíssima a testemunha da história! Tenho sorte de ser testemunha desta vida!
    DK

  5. Ana Carolina disse:

    Hummmm…Eu dançaria a bordo com este oficial tao intrépido… rssssssss…

  6. Lilly disse:

    Hum… kd o colégio Santo Inácio???  
    Adorei, adorei!  
    Vivi Copacabana no final da década de 50 em diante e também me lembro dos mesmos cinemas, do lanche no Cirandinha (início do mês) e nas Lojas Americanas (quando a grana já estava curta), da praia limpa. Dos fins de semana em Paquetá e em Petrópolis. Os bailes do Petropolitano, a torrada e milkshake do Copacabana e os caramelos d’Angelo… 
    Obrigada professor por mais esta viagem ao tempo bom… Vida longa para o Matusalém!  
    abreijos,
    Lilly

  7. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres
    Muitio interessante esse seus causo de ver o mundo acontecendo e de encontrar celebridades otográficas. Nóis aqui no cangaço num fica por menas. Já tiramo prosa com Padim Padi Ciço, Lampião e Maria Bonita, Luiz Gonzaga Rei do Baião, Gilberto Freyre das Casa Grande mas Sem Sala, Jerônimo Herói do Sertão da Rádio Nacional, Dona Flor, Gabriela, Tieta e Teresa Batista Cansada de Guerra, Chico Anysio, João Pessoa e…tu. Mas nóis foi mais longe. Fizemo uma arapongage  usando grampo de cabelo numa mochila da Abin, e conseguimo sabê da Comadre Jurerê, aquela quase doutora que cuida das pessoa com falta de educação física, jogadora de tênis das mais caprichosa e que pegava ondas difíceis lá nas praia de Florianópolis e que tumém é Testemunha da História, que teve ocorrência de um causo de mata a prova e mostra o crau do caráter e da humildade do professô.  Jurerê falô que Sumpaulo passô o maió trimilique nessa semana por causo que tu foi convidado pra virá Presidente de um jornalzão de negócios de bízines que tudim lê pra sabê das tramóia de dinheiro e das fofocança dos executíveis. Jorná tipo “Óustriti Táimes” dos americano ou “A Caatinga Econômica”, aqui do agreste.  E falô tumém que tu num topô pra pudê continuá c’as tua mestrice de Viagens na História e otras estrepolia que só ocê sabe fazê. Fiquemo tudim emocionado, amigo e professô Astromar e tenha o sinhô pra sempre toda nossa amizade e gratificação. Jurerê pede pra nóis divulgá a notícia que saiu na imprença paulista sobre o convite que tu recebeu e inclinou. Taí mais abaixo pro seu público tumá ciência. Sua bença. Professô e muitio obrigado por cuidar do meu ofício, pois eu nunquinha poderia ser um executível. Ia acabá metendo bala nesses engravatado abestado que pensa que é divindade.
    Capitão Raimundo Nonato – Chefe de bando
     
    A FOLHA FINANCEIRA
     
    São Paulo, 1º de outubro de 2008
     
    PRESIDÊNCIA DE JORNAL MEXE COM MERCADO FINANCEIRO
     
    A notícia de que Astromar Berlinghieri poderia assumir a presidência do jornal “A Folha Financeira”, mexeu com o mercado financeiro no dia de ontem. Por algumas horas, os olhos do mercado, antes voltados para a crise americana, concentraram-se na cidade de São Paulo. Com a presidência de Astromar, eram fortes as possibilidades de Raimundo Nonato – chefe de bando – assumir o posto de vice. Com isso, as empresas com negócios na região Nordeste do país tiveram suas ações valorizadas e a Bovespa fechou em alta de 1,25%. Entretanto, a resposta negativa de Astromar, após o fechamento do pregão, pôs fim aos boatos. Devido a compromissos particulares, como a busca por uma forma física jovial e espetacular, ao blog VIAGENS NA HISTÓRIA e ao aprendizado intenso de línguas estrangeiras, além da eterna paixão por sua coleção de filmes, o poliglota Astromar declinou do convite, mas não antes de esclarecer que se sentia imensamente honrado. Nem mesmo a possibilidade de ter uma coluna semanal no jornal fez com que mudasse de idéia. No seu programa “Café com o Presidente”, Lula lamentou a decisão: “É uma pena, pois desde que Cristóvão Colombo descobriu o Brasil, não se tem uma pessoa tão preparada para assumir este cargo”.
    Mais informações na pág. M10

  8. Leninha disse:

    OI Professor!  
    Suas histórias são sempre fantásticas, maravilhosas e um grande passeio pela Antiguidade, mas……ler a história da vida de um amigo,……..é bem diferente!!!!! Melhor e gratificante em saber que este amigo teve uma vida de experiências, badaladas, fofocadas e muito trabalho também.Coisas boas são para serem contadas, partilhadas.Só discordo de que Matusalém – NÃO!!!!!. E sim, um homem vivido, experiente e contador de histórias!!!!!!!!! Você não mudou nada de 1984 até hoje;arrecadou,sim,alguns ou milhares de fios de cabelo branco.Adorei mais uma vez!!!!!!
    Com carinho
    Leninha

  9. Saketa disse:

    Prof. Astromar, 
    E a sua pose de “galã do cinema-mudo” em Copacabana 1964?

  10. ana de toledo disse:

    OLá!
    AdOrei as fotos em Copacabana!
    Numa Copa que realmente só existe nos postais e nas nossas memórias!
    Que bom poder deixar este belo registro!
    Eu também o faço no meu Copablog!
    Um abraço,
    Ana

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