MONT-SAINT-MICHEL


MONT-SAINT- MICHEL

Patrimônio da UNESCO, cercado por ondas da História e por marés assassinas

 

 

Nos quilômetros que vão ficando para trás no trajeto leste-oeste da estrada costeira que atravessa a Normandia, depois passa pela Mancha e se ramifica para outros destinos franceses, como Orleans, Vale do Loire, Paris ou Riviera Francesa, a majestosa silhueta chama a atenção do peregrino da História. Ou, quem sabe, em contrapartida, é silenciosamente observado por ela. À longa distância, um minúsculo triângulo negro. Mais tarde, um cone manchado de sombras. E, ao atravessar o istmo que liga o gigantesco morro de granito à costa, sua imagem explode em todo o seu esplendor.  Um dos principais cartões postais da França, patrimônio mundial da UNESCO, abadia, cidadela, fortaleza, prisão e centro de romaria medieval católica e de turistas modernos. É o Monte Saint Michel ou, como prefiro chamar, mais chique, Mont-Saint-Michel.

 

       

                 Trângulo negro                                                     Cone de sombras                                     Astromar percorrrendo o istmo até o monte

 

 Com seus 170 metros de altura, medidos da estátua do arcanjo São Miguel no alto da torre da abadia, passando pela espiral da ruela de acesso ao topo, margeada por construções seculares, chegando às muralhas de proteção na base e até o nível do mar, o Mont-Saint Michel navega imóvel, fixo e imponente, por um oceano de História. Impressiona pela sua configuração de “ilha”, cercada de areia e algumas pastagens de ovelhas, em ambiente de aparente tranqüilidade, já que o mar é avistado só no horizonte, a 15 km de distância.

                        

      Fortaleza cercada de areia, com mar no horizonte        Ovelhas espertas                                         Verde, cinza e azul em volta do Monte

 

Tamanha pasmaceira de cenário esconde, no entanto, uma armadilha perigosíssima e mortal. As areias em torno do monte, fofas, quase movediças, são alcançadas em velocidade espantosa pelas mais altas marés da Europa (“à velocidade de um cavalo a galope”, segundo testemunha do século XIX). As águas alcançam até 15 metros, batem furiosas contra os muros da fortaleza e, até hoje, ceifam vidas de pessoas, famílias inteiras até, que, ao perambularem ingenuamente pelas areias, alheias ou incrédulas aos avisos multilíngües de perigo, terminam seu passeio afogadas em tragédia. As ruminantes ovelhas vizinhas, mesmo analfabetas, têm QI mais alto; desaparecem muito antes das primeiras marolinhas chegarem.

  

     

                    Seco                                                                                                 Úmido                                                                              Inundado

 

 Sinais deixados pelos antigos romanos atestam a passagem, por lá, de gente, de grupos, e até de exércitos da Antigüidade. Mas o marco inicial da história do Mont-Saint-Michel se situa em 16 de outubro de 709, quando Aubert, bispo de Avranches, atendeu a um pedido pessoal do próprio arcanjo e consagrou um pequeno santuário na parte plana da então ilha. O ano 966 mostra o lugar habitado por monges beneditinos que, durantes os séculos XI, XII e XIII construíram e expandiram um monastério, a abadia localizada no cume do morro de pedra. Paralelamente, novos moradores foram ocupando a ilha, como artesãos, pescadores, guardas ou comerciantes e construindo, morro acima, casas e estabelecimentos. Muito deles são hoje, individualmente classificados como “Monumento histórico da França”. Esses primeiros habitantes da ilha chamavam-na, sutil e subliminarmente, “Mont-Saint-Michel em perigo do mar” (Mons Sancti Michaeli in periculo mari). No século XIV, a “Guerra dos 100 Anos” entre França e Inglaterra, fez do monte uma fortaleza inexpugnável. Reforçada militarmente, suportou um cerco de 30 anos e transformou-se em símbolo da identidade nacional francesa. Entrou em decadência de 1789 até 1863, devido ao PTismo da Revolução Francesa, sendo transformada em prisão pelos sindicalistas do Terror. Passada essa negritude política radical, seu esplendor, orgulho e importância foram sendo resgatados por personagens influentes, como Victor Hugo, que liderou pessoalmente uma campanha de restauração moral do monte. Em seus discursos, repetia exaustivamente “Le Mont-Saint-Michel apparait comme uma chose sublime, une pyramide merveilleuse”. Deu certo. Se, em seus primeiros anos, Saint-Michel era um centro de peregrinação, como Roma ou Santiago de Compostela, visitado por cristãos medievais em busca da “garantia da eternidade”, fornecida pelo arcanjo “tomador do peso das almas” (peseur des ames), hoje, mais de 3 milhões de visitantes chegam anualmente até lá.

 

            

                        Abadia                                                           Clausura                                                                 Caminhos para a Abadia

       Ruelas em espiral    

 

Eu, fui duas vezes. Na primeira, com uma inquilina temporária das minhas atenções e, um ano depois, com meus pais. Foi difícil para eles subir a espiral da ruela até a abadia. Meu pai desistiu e, com isso, fez sua descoberta particular…A percepção aguda de um Viajante da História pode fazer a festa no Mont Saint-Michel. Aprendi, por exemplo que, no início dos tempos, aquela região era uma floresta imensa. Foi invadida pelo mar que, implacavelmente, destruiu a mata e escavou o terreno por erosão, fazendo surgir ilhas de granito aqui, acolá. A maior delas, por séculos conhecida como Mont Tombe, é o nosso Mont-Saint-Michel. A ponte levadiça original de acesso ao monte, obviamente utilizada somente na maré baixa, deu lugar a uma faixa natural de terra formada com o aumento da erosão e que existe até hoje.

                         Ingresso e estacionamento pela faixa de terra

 

Por outro lado, infelizmente, as edificações de Saint-Michel se avacalharam, viraram mafuá de quinquilharia turística, restaurante fast food ou motel. Mas temos exceções, existem algumas pousadas corretas, com vistas maravilhosas; a abadia é um monumento gótico espetacular; cardápios de qualidade oferecem uma carne especial de cordeiro que, por razões naturais, já vem salgada por dentro. Sem falar na descoberta de Papai. Enquanto aguardava meu retorno e o de sua eterna namorada da visita aos píncaros da abadia, ele, meu mestre de peregrinagens da História, achou o restaurante La Mère Poulard. Datado de 1879, tem suas paredes cobertas de autógrafos de celebridades mundiais, como Ernest Hemingway, Yves Saint-Laurent, Alberto Santos Dumont, Fernandel, Yves Montand, Alexandre Dumas, Mas celebridade maior é o omelete gigante da casa. Receita secular da Mère Poulard, tem 8 cm de altura e é cozido diretamente no fogo. Parece mais um empadão do que um omelete. Mas não foi possível acalmar a fome com tal iguaria. A fila de peregrinos esfaimados tinha proporções medievais ou até mesmo, tipo Bolsa-Família.

 

     

                               Restaurante La Mère Poulard                                                                   Mère Poulard e seu omelete, século XIX

  

       Omelete de lagosta e logo          

                   

Lendas pululam no Mont-Saint-Michel. Uma compilação de contos do século XII, por exemplo, fala de uma cobra gigantesca que devorava rebanhos, peregrinos e moradores, em ataques noturnos. Sem defesa, nem dó ou piedade. E foi após uma noite inteira de novena a Saint-Michel que a população encontrou a cobra imóvel aos primeiros raios de sol. Cabeça decepada, ao lado de uma espada de aço e de um pequeno escudo ali abandonados pelo misterioso guerreiro. Talvez um conhecido arcanjo… E no livro do Apocalipse, capítulo 12-parágrafos 7-8, está a narrativa da batalha entre as forças do céu e do demônio. Com lança e espada, o arcanjo Saint-Michel espetou, fez picadinho e acabou com o dragão vermelho do demo. Essa e milhares de outras histórias vão se eternizar com o Mont Saint-Michel. Sua longevidade vai continuar, sua configuração original vai retornar. O governo francês anunciou, em 16 de junho de 2006, um projeto de 164 milhões de euros para a construção de diques e canais que farão Saint-Michel voltar a ser ilha. Obras em andamento, apesar da crise do Bush.

              

                                                                      Contos do século XII

Mas dois fatos que encontrei enquanto trabalhava nesse artigo comprovam e renovam a alegria que toma de assalto um peregrino da História quando se depara com detalhes de eventos ou lugares distintos que acabam se cruzando no túnel do tempo. O Mont -Saint-Michel é personagem na Tapeçaria de Bayeux, de 1067 (objeto de artigo de junho de 2007), onde aparece em cenário de fundo, enquanto a cavalaria de Guilherme, o Conquistador, passa meio atolada na areia movediça que cerca o monte. E Henrique II, rei inglês da dinastia dos Plantagenets e pai de Ricardo Coração de Leão, patrocinou reformas da abadia em 1204. O que não deixa dúvidas quanto à sua preferência em ser enterrado na França, numa outra abadia, a de Fontevraud (objeto de artigo de maio de 2008). Credito, com emoção, essas duas descobertas como homenagem a meu pai. Afinal, nossa passagem pelo Mont-Saint-Michel aconteceu entre a partida da Normandia, onde estivemos com a Tapeçaria de Bayeux e a chegada à Abadia de Fontevraud, onde fomos visitar o túmulo de Henrique II, o Plantagenet. Deus escreve certo por linhas certas.

 

  

                                                           Mont-Saint-Michel na Tapeçaria de Bayeux                                                                  

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17 respostas para MONT-SAINT-MICHEL

  1. Paulo Erika disse:

    Belíssimo lugar. Se fosse aqui, já o teriam demolido p/ construção de uma avenida ou
    de um prédio envidraçado.Abcs., Paulo

  2. Delicado da Kibon disse:

    Oba, oba meu irmão! Mt St Michel tá cheio de recordações boas para a família suíça!
    Güenta aí que logo logo vou escrever pro Professor, com calma … Bjs. DK

  3. Faustinho disse:

    Meu caro professor, já li algumas histórias sobre o Mont Saint-Michel, mas a sua descrição é fabulosa não apenas pelo detalhes mas pelas pitadas de humor, principalmente ao citar o nosso glorioso bolsa-família. Aliás, bem que Brasília podia ser cercada de um enorme campo de areia movediça.
    abraço fraterno

  4. Patrícia disse:

    Não somente Ítaca produziu sagas riquíssimas🙂
     
    Não poderia ter sido apresentada ao Mont Saint-Michel por melhores mãos, Professor.
    Sou muito grata por mais esta preciosidade de texto, que aguça imaginação e os sentidos.
     
    Bacci,
    S.

  5. Covas disse:

    Lorde Astromar, dessa vez coloquei a leitura em dia…Me atualizei das 3 últimas postagens.Parabéns!Pela proximidade e convergencia de nossas trajetórias pessoais, curti particularmente a narrativa do seu Matusalém…acho que poderia pegar emprestado mais da metade do texto!! Um grande abraço. SC.

  6. Primo Fogão disse:

    Estive lá no ano seguinte à viagem de vocês, coração doendo pela perda do Astromar pai.Essa sua foto muito me emocionou. Que pai e mãe, não?

  7. Voyeur de Wayzata disse:

    Parece mentira, Professor, mas só agora, 1 da manhã de 18/11, li Depoimentos,
    Cadê Acapulco, e Mont St. Michel. Adorei como sempre, sendo Depoimentos meu
    favorito por motivos óbvios.
    2008 já está de bom tamanho, cara.Que termine e vá pro inferno.Não me lembro de haver vivido um Setembro-Outubro como esse. O descalabro econômico-financeiro em que se transformou isso aqui é histórico pra não dizer vergonhoso. Não há ativo, financeiro ou fixo, que não tenha desabado em desvalorização. O melhor investimento de 2008 ano é “cash”, mesmo com inflação real de 6% ao ano. O astral no país, com exceção do break da eleição do Obama, é terrível, com a recessão vindo pra ficar. O noticiário abunda em notícias ruins a cada meia hora. Só o Citi anunciou hoje um layoff de 54.000 pessoas.
    Taxa de desemprego deverá igualar a do Brasil em 2009.
    Ninguém sabe a profundidade do poço da Bolsa nem se já chegou ao fundo.
    Fala-se muito em recuperação à vista, muito com base na história das recessões, mas ninguém garante que todos não estarão ainda mais pobres em 30 dias. Sábios financeiros aconselham calma e que todos permaneçam investidos – claro, a pimenta não está no xx deles… Nem no Brasil da hiper-inflação, das moratórias, ou de Collor, a esculhambação financeira chegou aos pés do que está ocorrendo aqui. É patético ver o governo sair salvando banqueiros inescrupulosos, comprando empresas quebradas e créditos podres, para evitar a avalancha de falências e o conseqüente cataclisma social que poderia levar milhões ao desemprego. As cifras são, até aqui, desconhecidas do dicionário financeiro: US$ 1 trilhão tirados do Tesouro, ou seja, do  povo, para tapar buracos que os CFOs tubarões deixaram ao endividarem suas  empresas numa relação de até 40 vezes o patrimônio das mesmas … Meus pensamentos me chamam para reprojetar o futuro, refazer planos. Mas, neste momento, minha prioridade é torcer para que o mercado financeiro, que normalmente antecipa em 6-9 meses o que acontece na economia, bata no fundo e, como uma mola pressionada, dê umas 4 ou 5 porradas pra cima, pra que todos saiam do sufoco. Aqui nos EUA e na Europa. Em seguida, esperar os anúncios econômicos do Obama, depois do 20/1/2009, e os seus efeitos de curto e médio prazos. Enquanto isso,é apertar alguns furos no cinto e não mexer muito pra xxxxx não feder mais. Todo o acima pra justificar o porquê não tenho participado ou comentado os escritos do Professor. Mas fica a promessa de que "não há mal que tanto dure…" e mais sooner que later estarei de volta ao interessante mundo astromariano…
    Peace…
    Voyeur

  8. Delicado da Kibon disse:

    Professor,Parabéns !  Mais uma vez, o seu texto esbarrou nas minhas boas lembranças. Agosto de1998, férias escolares. Na impossibilidade de passar as férias de verão na MonteCastelo, fomos ao Monte Saint-Michel. Dois casais, quatro crianças e dois carrosconfortavelmente instalados num trem SNCF Genebra-Nantes. Nos dias que passamos no Mont Saint-Michel, segui à risca as recomendações do Guide Michelin e só vimaravilhas. Até mesmo o perigo da areia movediça! Senti na pele o medo quando vi as quatro crianças correndo para ver a água se embolando na areia, subindo, subindo. Derepente, elas começaram a gritar! Apavoradas, molhadas até a cintura, mortas de frio!  Pânico total!  Mas felizmente, a coisa durou pouco e à noite já estávamos comendo a deliciosa omelette da Mère Poulard. O susto virou gargalhada e nosesbaldamos tomando sorvete com as galettes do Mont Saint-Michel. Para quem nunca foi lá, recomendo levar debaixo de um braço o Guide Michelin e de outro o Guide du Professeur Astromar! Tem tudo lá, com a pitada de sal do ar da Normandia.
    Delicado da Kibon

  9. Leninha disse:

    Professor,
    não conheço o Mont Saint-Michel, mas vc conseguiu trazer-me boas lembranças – ele era o preferido de minha mãe.Quando ela lá esteve, ficou encantada e nunca me esqueci do comentário dela. Com esta reportagem vc fez-me entender o valor daquele comentário. Realmente ele é incrível, maravilhoso e possui uma história impressionante. Na minha próxima viagem, certamente estará em meu roteiro. Obrigada por me trazer boas lembranças!
    Com carinho
    Leninha

  10. Delicado da Kibon disse:

    Professor, respondendo à sua pergunta sobre como fomos de Nantes a Saint-Michel…Tiramos os carros do trem em Nantes e fomos para o Mt St Michel pela route de Rennes, umas 2hs. Deixamos o carro no estacionamento do Mont (foi nessa hora que as crianças sumiram…) e subimos apé até o hotel, ficava lá no alto, não me lembro do nome.  Era o dia 15 de agosto e a multidão era enorme.  Depois fomos a Dinan (cidadezinha medieval, cercada de muralhas), Dinard (Bretanha), Saint Malo, Vannes, golf du Morbihan. Comprei pras crianças aqueles casacos amarelos de cêra, pra chuva e, pra mim, uma suéter de marinheira riscada de azul marinho e branco, com botões no pescoço, lã pura, que tenho até hoje … Bjs

  11. King Naldo disse:

    Professor
    Leio sempre seu blog. Mas nesse de Saint-Michel, impressionante o Astrolábio com a foto de seus pais !
    Abcs

  12. Marcita disse:

    Fantástico.  Não conhecia a história. De que o mar é capaz….Lendo, é como se estivesse lá, subindo, subindo, subindo, sentando na ínfima janelinha do quarto dos padrecos, e ficando horrorizada com o tamanho da cama. Dudu com 5 aninhos não daria mais naquela cama. e fiquei tentando me imaginar isolada, e vendo aquele mar durante horas.  Será que aguentaria?????? Não preciso dizer que adorei…. Beijos MR

  13. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres
    Cada vêis qui tu vem cu\’a história sobre seus pais a turma aqui da roda de prosa fica num funga-funga só. É lenço praqui, é zoim moiado pracolá… O sinhô consegue fazê bandido e cabra macho se debuiá, gente brava que come fogo e cospe chumbo. Pois aqui tem um lugá parecido diferente com esse monte de São Migué. É onde nóis se acoita das volante. Fica perto da Ponta do Padim Ciço, um morro cercado dumas pedrona gigante, cheio de areia e cobra peçonhenta em vorta. Padim Ciço protege nóis desde os tempo do Capitão Virgulino Lampião, que Nosso Sinhô o tenha. Macaco de volante e puliça num chega nem perto. De dia, as areia fica mole e engole gente ruim. Adispois, adevorve os osso tudim. É o areal Cospe Caveira. E na escuridão dos pirilampo, Padim Ciço sorta um bataião de cobra peçonhenta que num deixa ninguém passá. Mas vorta e meianóis acorda e encontra uma jararaca c\’a cabeça amassada, pertim da gente. É cobra que o demo manda pra fazê coisa ruim c\’a turma e, qui nem São Migué Francês, Padim Ciço, com seu cajado, esmaga a cabeça da danada enquanto a gente dorme depois de fazê a novena dele. Mas como a Catita Saúva se borra de medo de barata, o cajado do Padim acaba c\’as fedorenta tumém e inté umas ratazana do brejo aparece esmigaiada de porrada; o povo nem sabe dadonde. Mas é um segredo meu e do Padim, desde criança pequena que eu faço pipi na cama quando sonho com ratão (desde que ouvi a História da Dona Baratinha e do João Ratão que morreu na panela de feijão). E o Padim me protege. Mas essa tar de Mé Pulá que faz omeletão num tá é cum nada. Esse povo percisa prová a Tapioca de Fubá da Cumadre Maria da Capitinga, quituteira do roçado. Além de lambê os beiço, deixa os cangaceiro querendo lambê fogo, pescoço de donzela e matagal de muié dama.
    Sua bença, professô.
    Capitão Raimundo Nonato, chefe de bando
     

  14. Delicado da Kibon disse:

    Ô Seu Capitão,
    Nós dois somos mesmo fãs incondicionais do Professor ! Eu vi tudo isso que ele contou do Monte São Migué. Comi omelete e biscoito do Monte. Mas pode ficar bem prosa, seu Capitão, porque tijolo de laranja e rapadura aí da sua terra Mãe Poulard nunca saboreou pra poder se encantar que nem nós!
    Até mês que vem!
    DK

  15. Ana Carolina disse:

    Oi Professor! Adorei o texto. sou fascinada pelo Mont Saint-Michel. Confesso que ate não entendo bem estas curiosidades geográficas sobre ele. Uma quase ilha, ex-ilha, area movediça. parece não ter nada ao redor rsss mas é truque de postal.. enfim são dúvidas que quero sanar ao vivo.🙂 Na minha viagem fast food pela França não estive lá, mas está no roteiro-desejo. Por enquanto o roteiro internacional está em stand-by. Antes de ler estava discutindo com minhas amigas nossa viagem de férias. Quero ir para Búzios em fevereiro. Estávamos até em dúvida sobre Floripa como outra opção. Você, como viajante, o que sugere destes lugares? Floripa eu sei que você  já morou…só estive lá em congresso, no inverno, queria voltar no verão🙂 e Búzios só fui até lá em passeio de barco… Sei lá… Beijos! Carol

  16. Raspa do Tacho disse:

    Querido professor,
    Saudades de ler seus textos com tempo, com a atenção que merece.
    Saudades dessas imagens que nossos pais sempre tinham em mãos, histórias que eram referências para eles, apaixonados por história e cultura francesa.
    Passei hoje  na casa de uma amiga que mora no Residência, no prédio de trás. Entrei no Bloco A, o porteiro me reconheceu, subi até o décimo andar, lá estavam as lanternas de Petrópolis, lá estava aquele soquete para bater na porta, aquele cheiro único do hall do elevador.
    Saudades de você. 

  17. liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo…1 dia vou,com certeza….

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