ANO NOVO


SETE MARAVILHAS DO ANO NOVO (PARTE 2)

  

5.A bordo do Augustus, em alto mar

Teve cadeira quebrada e mesa virada. Teve bofetada, voadora, rabo de arraia e muita pancadaria. Que delícia é ganhar dos argentinos, ainda mais na porrada. O réveillon corria solto no transatlântico Augustus, estudantes de engenharia brasileiros e argentinos disputavam espaço no salão e a atenção das gatas naquela primeira noite no rumo de 45 dias na Europa. A banda italiana atacou de “Cidade Maravilhosa” e os argentinos provocaram a brasileirada com o coro de “macaquitos, macaquitos”. Mas nosso grupo tinha alguns tenentes da reserva da Marinha que haviam estado em Buenos Aires a serviço um ano antes. Eu era um deles. Sabíamos de uma das maiores ofensas para enfurecer un hermano e retrucamos aos berros, “maricones, maricones, maricones”.  Pronto, o pau comeu solto. Chegou a segurança de bordo italiana, flagraram um cucaracho com maconha, levaram todos os argentinos presos, bateram continência para os tenentes brasileiros e estes, imediatamente ordenaram à banda italiana um sonoro “Mamãe eu quero”. Sobraram hermanitas no salão, e a Marinha brasileira desembarcou de novo em Buenos Aires. Eu tinha 22 anos e me encantei com o sotaque e com o aroma Hermotés da loirinha Beth. Brasil 3×0.

  

 Despedida de uma época das viagens à Europa em transatlânticos como Claude Bernard, Federico C, Enrico C, Conte Grande, Giulio Cesare e Augustus

                     

                        31/12/1968-Augustus atracado na Praça Mauá

                                                                                                      

                                                                   31/12/1968 – Revéillon no Augustus, minutos antes de Brasil x Argentina

 

6.Copacabana, Rio de Janeiro

Sou carioca de Copacabana e passei metade da minha vida lá. A segunda metade, pelo mundo afora. Minha Copacabana é a Princesinha do Mar. Além de Itapoã, única praia homenageada com uma canção eterna.  Praia linda de areia branca povoada de tatuís, caranguejos e arrastões, com mar dia bravo, dia manso. Todos os dias eram iguais na praia infantil.  Até dia 1 de janeiro, era banhado sem alterações. Na praia juvenil, as ofertas a Iemanjá lançadas ao mar retornavam à areia como lixo. Na Copacabana jovem adulta, o Hotel Méridien fazia sua cascata de fogos enquanto a macumba rolava solta na areia. Montanhas de imundície surgiam na madrugada. Agora, vejo de longe uma Copacabana arrasada, tomada por milhões de pessoas para ver um espetáculo de fogos que, em 2008, durou 22 minutos e deixou a praia marcada por toneladas de detritos. Entrou para o calendário turístico mundial e me afastou ainda mais de lá, pois perde de goleada para a minha Copacabana Princesinha do Mar.

  

    

01/01/1949 – Astrominho e seu pai na Princesinha do Mar           Saravá, Iemanjá                        Cascata de fogos no finado Méridien 

  

                      

                                                   Ano Novo em Copacabana – Século XXI

 

7.O Bug do Milênio, São Bernardo do Campo

De meados de 1995, até dezembro de 1999, o “bug do milênio” (Y2K-Ano 2000) foi ficando mais e mais aterrador. Expectativa medonha, como se zumbis fossem dominar o mundo, ou se nosso planeta viesse a ser tomado por legiões de belzebus, lobisomens, vampiros e chupacabras. Cenários apocalípticos incluíam até o Monstro da Lagoa Negra. Na verdade, tudo se resumia a um problema de data. Ao longo de décadas, a turma da informática e dos dispositivos eletrônicos adotou o hábito de representar o ano por dois dígitos apenas. Assim, 1946 era 46, 1970 era 70 e assim por diante, levando centenas de milhares de programas de computador, máquinas robotizadas, sistemas e equipamentos eletrônicos a pirarem com o dilema do 00: seria 2000 ou 1900 ? Risco altíssimo de comprometimento das operações de empresas e negócios. Como numa repetição da Arca de Noé, muitas companhias se prepararam, enquanto outras deixaram pra lá. A dois dias da minha saída da IBM, a Volkswagen América Latina, um cliente de muitos anos, me contratou para criar, montar e divulgar um plano de contingência de negócios para neutralizar o Bug Y2K antes, durante e depois de 31/12/1999. Além disso, todos os endereços da VW deveriam estar conectados à Matriz, na Alemanha, por meio de salas de comando, para comunicação durante a chegada do ilustre desconhecido.  Modéstia à parte, a solução do Astromar foi adotada pelo mundo VW. A sala de comando da fábrica Anchieta, que centralizava as operações na América Latina, tinha telas de plasma ligadas à CNN e à Internet, uma bateria de micro-computadores conectados a todos os endereços da Volks e equipes de plantão e socorro para revezamento em turnos de 8 horas, a partir das 14hs de 31/12/1999. Me escalei para o turno do bug, o das 22hs de 31/12/1999 às 6hs de 1/1/2000. Mas, antes disso, acompanhei o noticiário da TV à medida que 2000 começava a atravessar o mundo, a partir da Ásia, corri a São Silvestre, tomei banho e cheguei à fábrica de São Bernardo do Campo debaixo de relâmpagos e trovões. O bug se anunciava … Mas foi tudo um sossego. Deu para ver “O Resgate do Soldado Ryan” no meu notebook, com intervalo para um gole de champagne, sem bug, à meia noite. Nos dias subseqüentes, enquanto nos revezávamos nos plantões, a imprensa noticiava vitória esmagadora das corporações, por W.O. contra o Bug Y2K. Nada mais falso. Dentro da sala de comando da VW América Latina, enfrentamos 49 ocorrências. Ètica profissional me impede de fornecer detalhes. Mas posso garantir que, em uma certa fábrica vizinha ao Boca Juniors, carros ficaram no pátio aguardando faturamento e um banco parceiro embaralhou um saco de duplicatas. E 2009, vai trazer uma tsunami econômica ou apenas uma marolinha? Quem acredita em políticos, aspones, analistas e porta-vozes?

 

     

       Apocalipse tecnológico ????                           Poster VW Mundial                                                 Sala de Comando VW América Latiina

  

                                                       

                                                    

                                  Equipe Anti-Bug Volkswagen & Corporação Astromar – Ilustração de Jayme Perlingeiro, 2000

              

Não posso deixar meu Anjo da Guarda fora de um texto sobre Ano Novo. Estava no colo dele na minha primeira virada de ano, passei o réveillon da travessia da adolescência para a juventude (1964 para 1965) com ele. O ano de 1964 trouxe a Revolução da Ditadura Militar, o Fluminense campeão e minha preparação para o vestibular de Engenharia. Sendo c.d.f. de carteirinha, naquele segundo semestre abandonei festas e diversões para me dedicar apenas aos estudos. Enquanto isso, o Rio de Janeiro se preparava para as festas de seu 4º. Centenário. Avesso a revéillons cruzei aquela meia noite estudando trigonometria ao lado de meu anjo, casa vazia, enquanto aviões sobrevoavam Copacabana despejando papelotes aluminizados com o logotipo do 4º. Centenário. Passei no vestibular, peguei a trajetória profissional, senti a dor da partida do meu anjo, mas apenas para continuar falando com ele, silenciosamente, todos os dias. Muitas vezes com um pedido de socorro, sempre atendido em menos de 24 horas. Meu Anjo da Guarda, minha avó e madrinha, tão presente em minha vidinha.

  

                                                             SOUVENIRS DO 4o.CENTENÁRIO DO RIO DE JANEIRO

                                                                                                            

  

                                                                                                                      

                                                                                     01/01/1948 – Rua Inhangá 19, Copacabana – Astrominho  e seu Anjo da Guarda

 

  

  

 

                               FELIZ ANO NOVO PARA VOCÊS TODOS.

 

 

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14 respostas para ANO NOVO

  1. Raspa do Tacho disse:

    Eu não sei se vai entrar o comentário pq não entrei com ID Raspa do Tacho. Registro aqui minha identificação com linda foto de Copacabana e Astrominho com papai, que espetáculo. E os desenhos do Bug, muito bons tb. Para mim, ver a São Silvestre durante 15 anos sabendo que vc estava lá subindo aquelas avenidas sempre foi motivo de orgulho. Admiro maratonistas, quenianos, eritreus, etíopes. Guerreiros. Feliz Ano Noco para vcs todos!

  2. Delicado da Kibon disse:

    Começar o ano novo lendo as descrições do Professor Astromar não é presente de Natal para qualquer um não. Me encaixo em 2 réveillons: o de número 6, Copacabana, porque sinto saudade dos pés enfiados na areia umedecida e do cheio do mar da Princesinha. E o de número 4 porque, sempre muito longe da corrida de São Silveste, com comentários na língua de Maria Antonieta, imaginava o Professor Astromar suando em bicas e conseguindo realizar vitórias. Fui espectadora de uma corrida que nada tem a ver com qualquer maratona famosa. Os corredores escalaram uma cidade velha de chão de pedra coberto de neve; o Professor estava lá! E eu o recebi cheia de orgulho.
    DK

  3. Noblesse Oblige disse:

    Réveillon dans la ville de Calvin est au milieu d\’un passage de l\’Escalade avec une jeunesse dorée en train de boire du vin chaud. DK m\’a dit que rien ne vaut le sable chaud de la petite princesse.
    Bisous
    NO

  4. Patrícia disse:

    Olha, inveja boa dessa saga de anos novos tão interessantes e distintos :)Incrível sua capacidade de fazer os links mais impensáveis e, no entanto, totalmente complementares.Fico imensamente feliz por poder ler mais uma das tuas pérolas, Professor.Grande beijo e um 2009 magnífico!

  5. Voyeur de Wayzata disse:

    Fala Professor,Tô meio groggy…Ontem derrapei no gelo e caí, pra trás, de nuca no chão. Emergência diagnosticou Comoção Cerebral. O chão mexe todo, balança, e me escapa. Parace até Carnaval no Monte Líbano, de porre… Em observação por mais 3 dias. Mas li o blog. Me empresta o Anjo da Guarda só um pouqinho. Tô precisando…
    V de W

  6. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres
    Só deu agora pra escrevê pra tu agradicendo o patrosino que tu me deu preu i corrê a São Silvestre em Sumpaulo. É que como a minha pessoa foi o primeiro brasileiro a chegá, coladim coladim nos africano, virei celebridade instantânea aí e aqui no sertão antão nem si fala notra coisa. Pois foi. Deu na imprensa escrita e escarrada, radiofalada e ouvida, televista e inté internetense. Óia só o que a Gazeta Esportiva fêz, http://www.saosilvestre.com.br/2008/ ou seja,
    "QUÊNIA VENCE NO MASCULINO E ETIÓPIA BRILHA NO FEMININO James Kipsang e Yimer Wude Ayalew são os campeões da 84ª edição da São Silvestre. Fabiana, em 2º, é a melhor do país. Em 7º lugar, RAIMUNDO NONATO é o melhor brasileiro na prova masculina. (31/12/2008 19:09:32) A participação dos brasileiros na 84ª edição da São Silvestre ficou abaixo do esperado. Em um pódio recheado de africanos, o melhor representante da casa foi o desconhecido RAIMUNDO NONATO, da equipe Chefes de Bando, que cruzou a linha de chegada em sétimo lugar, com o tempo de 46min03. O atleta cearense de 38 anos, conquistou um feito expressivo, se for levado em conta que correu a São Silvestre pela primeira vez. Ele admitiu que a superioridade dos africanos foi incontestável neste ano. ”O ritmo deles foi alucinante. Infelizmente não deu para acompanhar e realizar o meu sonho de entrar no pódio da prova”, lamentou RAIMUNDO NONATO. Curiosamente, a experiência do melhor brasileiro de 2008 no atletismo está longe de ser vasta. Mais tarde do que o habitual, RAIMUNDO NONATO teve o primeiro contato com o esporte de rua em encontros com o exército."Mas num dá pra num dizê a veldade pru sinhô, professô. Acontece que o cumpadi Zé Rufino me levô até a cacentração da prova naquela Brasília 81 fumegante dele. Estacionemo perto do Trianon, e apereceu logo umas gostosona pra dá aucilho a quem carecece. Tarra tudim com a camisa 9 do Curintia, escrito Ronaldo Fenômalo nas costas. Zé Rufino carregou eu de lá, pois era tudim traveco, boiola, baitola sévergonhos. Coisa que o Ronaldo apreceia. Aperreado fiquei mais ainda quando vi aquele mundão de macaco puliça de todas maneira. De moto, de caminhão, de viatura, de a pé e inté de olicópteris. Mas meu Padim Padi Ciço acodiu eu, me escondi atrás da camionete de filmação da Grobo. Mas num é que a danada largou na frente dos largados africano e dos caveirinha da elite, tudim cercado de moto da puliça, de ôio nos cabra e neu tumém. Fiz que era narradô da Grobo e comecei a dizê o tempo pros corredô e a cantoria do comercial da Tapioca da Xica Tapinha. Mas tarra muitio arrriscado. Na Avenida São João, antes do Minhocão, sartei fora e encontrei uns mano na carçada comendo churrasquim de gato e tomano goró. Chamaro eu pra se achegá. Adispois de umas e otra, um motoboy que ia levá umas muamba prum xopem coreano na Avenida Paulista ofereceu carona preu. Fui na garupa até pertim da Brigadeiro, mas a moto tinha de arrodeá aquele povão que berrava pros africano corrê menas e pros brasilero corrê mais. Foi então que viram eu, comecei a corrê que nem cangaceiro de chupacabra e só parei quando aquele montão de microfônio, filmadeira e caçadô de ortógrafo pegou eu dizendo que eu era o primeiro brasileiro. Quem dera, meu Mestre, minha São Silvestre foi de viatura, moto e um nadinha de carreirinha. Mas entre a veldade e o causo, vale o causo. E a festança aqui no Sertão sossegou um pouco, mas a cantoria dos repentista num para de zoá:
    "Na cidade de Astromar, seu Mestre, Nonato detonou na São Silvestre.
    Num teve pra queniano nem pra alemão, sarve sarve o afilhado de Lampião!
    Pois ganhô inté da Puliça, com retrato nos jorná, Nonato teve missa pra módi comemorá.
    Enrolado na bandeira do Fluminense, o primeiro brasileiro foi um cearense!
    Nonato! Nonato!
    Porreta do nosso Crato,
    vai papá o bi-campeonato!"
    Me adiscurpe, Professô, mas se o sinhô quizé no ano que vem eu corro com o sinhô. Quem sabe se assim, com meu apoio, o sinhô num vende mais uns livro?
    Sua bença,
    Capitão Raimundo Nonato-Chefe de Bando

  7. Delicado da Kibon disse:

    Eita Professor ! Seu amigo Capitão tá demais ! No fim do ano, em dezembro, você convida ele pra uma corrida por aqui em Genève. Preparação pra São Silvestre. Enche ele de casacos que ele vai ter que ir largando pelo caminho até aparecer a camisa do Fluminense. Depois a gente convida ele pra comer uma fondue, e de troco ele chama uma turma branquela e sem ritmo pra mostrar o que é um forró.DK

  8. Marcita disse:

    Que viagem……………… Que história…….. Agora entendo as 20,5 horas de labuta.Não aguentei com ACOMETIDOS DE AGONIAMENTO DE URETRA… E gente, o que era o Astrominho quando chikito. Não mudou nada. Uma graça.Cara de sapeca com o Anjo-da-Guarda dele.É, devo confessar que o garoto tem a “prosa” nas veias……

  9. Augusto Pinto disse:

    Meu caro Prof Astromar, visitei seu blog e achei muito interessante. Os textos e o material publicado são ótimos. A plataforma do Windows Life para blog, em minha opinião, sucks. Experimente o Word Press, que é facílimo e rico em recursos. Com WordPress criar categorias temáticas, nuvens de tags, blog rolls, coletar de comentários, relacionar no Plaxo, personalizar, etc, são coisas triviais. Eu sou usuário razoável de WordPress e se você tiver dúvidas posso ajudar.
    Abs
    Augusto

  10. Ana Cristina Bento Ribeiro disse:

    Nossa mãe! o Augustus, final dos anos 60? As excursões da polvani p Europa iam sempre de navio e diziam as más linguas que era uma zona, que o pessoal aprontava muito!!!Como neta de uma avó muito católica, ela recomendou q meus pais me mandassem em uma excursão pela Gulliver (Nair Pimentel Duarte)que era de avião e a neta estaria mais protegida!Me dei bem pois passei 15 dias na Grécia (ao todo foram 52 dias de europa).
    Afinal já tinha tido o gostinho de viajar de navio, voltando da italia em 61 no Federico C. Ótimas lembranças, éramos as unicas crianças da 1a. classe que era muito desanimada, minha mãe insistia em nos levar p tomar chá ao som dos violinos, isso qdo ela não estava enjoada pois passou a maior parte da viagem de cama e eu e meus irmãos totalmente livres e soltos naquele navio!
    Qto ao ano novo meus sentimentos nunca foram bons…a obrigação de estar euforica, feliz , animada me incomoda!Passei em Roma esse ano, foi diferente mas acho que talvez mais importante que o lugar sejam as pessoas certas na hora da virada

    • Ana, realmente a esbórnia tomava conta daquelas excursões da Polvani. Eu participava da esbórnia saudável, se é que há. Tipo aquela pancadaria no Augustus com os argentinos. E os namoricos. Mas tinha um povo mais barra pesada que limpava hotéis e lojas. Em Amsterdam, não deixaram um dos ônibus partir sem que tudo fosse devolvido. Trevesseiro, toalha, roupão e até abat-jour.
      Compartilhamos o mesmo sentimento qaunto ao Ano Novo. Foi por isso que corri 15 São Silvestres. Era minha forma de virada fazendo uma das coisas que mais me dá prazer.
      Sabe de uma história do Federico C? Em Roma, dezembro 2006, achei um antiquário atrás do Pantheon com um anjo lindo na vitrine. O italiano dono da loja tentou falar português comigo em resposta ao meu então italiano horroroso. Ele abriu a gaveta e mostrou fotografias de um jovem oficial de Marinha Mercante, de branco, em uma festa a bordo do Federico C. E, depois, em uma lancha na Baía de Guanabara com um morena bonita. Era ele. Havia sido oficial do navio, que fazia a rota Rio-Genova. Quando falei do Augustus, me abraçou. Emocionado, contou que se apaixonara locamente por uma brasileira e que aquele tinha sido o tempo mais feliz de sua vida. Convidou-me para um happy hour ali num daqueles bares da praça do Pantheon e,depois meia dúzia de proseccos, saímos abraçados e emocionados, trocando as pernas, por conta de lembranças de décadas passadas. O Anjo da Vitrine está aqui em casa, e aparece no texto NATAL ANTES DE CRISTO.
      Obrigado pelo comentário tipo encontro marcado.
      Bjk.
      Professor Astromar

      • Ana Cristina Bento Ribeiro disse:

        Em 2004 fui fazer uns daqueles cruzeiros do Costa p Salvador com a Carol pois ela nunca tinha andado de navio. Nessa epoca estavão começando esses cruzeiros aqui enfim naõ era aquela breguice de hj. O navio era o Costa Tropicale bem menor que os de hj, cada cabine tinha o retrato de um navio da linha e é claro que na nossa era o do Federico C (tenho ainda as fotos de 61 da festa de passagem do Equador eu e minha irmã fantasiadas de sereia e meu pai todo pintado sendo o primeiro a ser batizado e jogado na piscina pq era da marinha…se deu bem pq caiu na piscina limpa pq dps era uma porcariada de ovos etc!!

      • Ana, em 1994 fiz Santos/Rio/Santos no Costa Marina, era um evento IBM para a Indústria do Varejo. Tive de fazer palestra engravatado em alto mar. Mico, ainda não tinhaa muvuca companheira. Hoje sei de várias histórias de terror. Faz o Cruzador Tamandaré parecer um navio da realeza. Na passagem do Equador, em janeiro de 69, o Augustis promoveu competições. Uma delas era pegar o máximo de colheres atiradas aleatóriamente na piscina. Com o balanço do navio, a piscina balançava também e os competidores, um de cada vez, não conseguiam afundar direito. Eu só lagarteando no sol e vendo aquela surra. Finalmente, munido dos macete do meu curso de mergulho na Marinha, pulei na água. Não saí do fundo. Até hoje escuto o clamor da galera brasileira quando saí da água com todas as colherinhas. Fui premiado com um peixe pelo Rei Netuno, carimbado de ovo e pintado de espuma e atirado de volta à piscina com colherinhas e tudo. Mas, à noite, no baile, teve a cerimônia oficial de premiação. Dela sobrou uma medalha e uma foto com o comandante do navio. Traje passeio completo. Está tudo aqui comigo.

  11. Ana Cristina Bento Ribeiro disse:

    Demais!!!!!Vou escanear o Federico C…te mando p e-mail!

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