AS DUAS COLINAS DE MUNIQUE


AS DUAS COLINAS DE MUNIQUE

Entre cores, sombras e surpresas

 

Já havíamos percorrido cerca de 100 km de bicicleta pela cidade, quando começamos a subir. O sol, que ainda iluminava a noite daquele dia de verão em Munique, derretia meu rosto. Lá do alto, parei sob a cúpula espetacular do Estádio Olímpico. Ainda na bike, vislumbrei um passado que voltava, à medida que meu olhar descia pelas arquibancadas vazias do confete formado pelas multidões, até chegar à pista de atletismo. As visões magistrais de 1972 retornavam ao presente. A liderança da final dos 5.000 metros trocando de dono por três vezes a 200 metros da chegada, até a vitória do finlandês Lasse Viren.  O mesmo atleta que, dias depois, caiu na pista nas primeiras voltas da final dos 10.000 metros, ficou para trás, e retornou à corrida para vencê-la, batendo o recorde mundial. Na volta da vitória pela pista, foi cumprimentado pelo americano Frank Shorter, sexto colocado, o mesmo que levaria o estádio ao delírio, uma semana depois, ao vencer a Maratona Olímpica e dar início ao crescimento frenético das corridas de rua em todo o mundo. Mas, alguns dias antes da Maratona, uma emocionante cerimônia fúnebre havia sido realizada ali. E foi também naquele gramado que a Alemanha de Beckenbauer venceria a laranja mecânica da Holanda, por 2×1, conquistando, em casa, a Copa do Mundo de 1974.

Bernd, meu amigo da IBM Alemanha, nascido e criado em Munique, companheiro de pilotagem  de um premiadíssimo projeto internacional de consultoria na Volkswagen do Brasil, esperou meu estupor diminuir, para então afirmar: “Existem apenas duas colinas em Munique. E as duas são artificiais. Esta, do Estádio Olímpico, e aquela outra ali”. E apontou para um morrote mais abaixo, coberto de grama, já tomado pelas sombras do dia que se encerrava. As mesmas sombras que avançavam em direção à Vila Olímpica.

Munique, capital da Bavária, é a terceira maior cidade da Alemanha (atrás de Berlim e Hamburgo), tem cerca de 1.300.000 habitantes e está situada aos pés dos Alpes, em uma planície cortada pelo Rio Isar. Seu passado remonta a 1158, quando uma ponte foi construída, próxima a um acampamento de monges beneditinos. Em alemão arcaico, “München” significa “lugar dos monges”, justificando o emblema da cidade. Se a imagem de Munique é de alegria, sua auto-avaliação, “Tradição e Modernidade”, seu marketing, “Paraíso da Alemanha” e seu slogan turístico, “Munique gosta de você”, sofrimento e sombras também se apresentam em sua trajetória. A cidade foi bombardeada e reconstruída nas duas Guerras Mundiais. Dali surgiram Adolf Hitler e o Nazismo. Dachau, o primeiro campo de concentração, está localizado a apenas 16km de suas avenidas.  E o assassinato de 11 atletas e treinadores israelenses, por terroristas do “Setembro Negro”, manchou de forma definitiva os Jogos Olímpicos de 1972.

Estive três vezes em Munique. Na primeira, ainda estudante de Engenharia, minha estadia foi rápida o suficiente para tomar o maior porre da minha vida. Não tive forças para contar se foram dois ou três canecões de litro servidos por louronas de vários litros na Hofbräuhaus, a mais famosa cervejaria do mundo. Ficou também a vaga lembrança de que o mictório era imenso, como o do Maracanã. A segunda vez foi meio kafkiana. Executivo da IBM, passava por Paris em meados de Setembro, a trabalho, quando fui chamado para uma reunião em Munique. Tipo bate-volta. Cheguei no início da noite a um Holiday Inn básico, próximo das instalações da IBM, na periferia da cidade. Querendo voltar à cervejaria do porre monumental, pedi orientações na recepção do hotel, pois obviamente não tinha mais idéia do nome do imponente estabelecimento. Muito gentil, o atendente sugeriu: “Por que o senhor não vai à Oktoberfest?”.  Do alto de minha cara de planta, e conhecedor da homônima de Blumenau, ainda retruquei “mas, senhor, estamos em Setembro…”. Não esperei resposta, agradeci e entrei no táxi. Também gentil, o taxista explicou que a primeira Oktoberfest aconteceu em 12 de outubro de 1810, celebrando matrimônio de príncipe com princesa. Mas a tradição pegou mesmo em outro calendário e se estende por duas semanas a partir de Setembro, para terminar no primeiro domingo de Outubro (ou seja, a Oktoberfest catarinense é mais Oktober que a original). Situada em um parque de diversões imenso, com roda gigante e tudo, a Oktoberfest atrai milhões de visitantes para suas incontáveis tendas de rodízio de cerveja, em mesas comunitárias enormes, animadas por berros, saudações, “prosits” e pelas contagiantes bandas folclóricas de bochechas rosadas. Em minutos, era irmão íntimo de umas quinze pessoas entusiasmadíssimas. Sem porre desta vez, pois assuntos automotivos me esperavam na manhã seguinte, na IBM. Afinal, na modernidade da região de Munique contam-se as sedes da BMW e da Audi.

A terceira viagem a Munique ocupou uma semana de férias no verão alemão. Aí sim, consegui sentir a cidade. Ciceroneado por Bernd Riedel, da IBM Alemanha e, na época, triatleta de competição, como eu, percorria de 100 a 200 km diários de bike. Sempre cobrindo uma agenda de cores, sombras e surpresas.

Os cartões postais coloridos de Munique saltam aos olhos sem esforço, ajudados pela configuração quase plana da cidade. A começar pela distante muralha imponente, formada pelos Alpes nevados, vistos de qualquer ponto cardeal.  Os parques vêm a seguir. Olympiapark, investimento para os Jogos Olímpicos de 1972, ímã permanente de visitas e eventos por quase 40 anos. O Englischer Garten, maior que o Central Park de Nova York, regado pelo corcoveante Rio Isar, contribuinte de quilômetros de retas e curvas ao percurso da Maratona de Munique. Fora os biergartens, mistura de balada com happy hour pela manhã, tarde e noite, e oásis de cerveja gelada, sob brisas e árvores, nos pit-stops do turismo de bike. Um pedal de 6km a partir do biergarten, em direção noroeste,  permite um abençoado borrifo de água nos chafarizes do Schloss Nymphemburg, gigantesco castelo à imagem de Versailles, considerado uma das mais lindas residências reais da Europa.

Mais 20km e chegamos às trevas do meio dia, nos portões de Dachau. Ali, ficaram prisioneiros e foram mortos os primeiros judeus vítimas do nazismo. Dachau foi uma espécie de protótipo para o Holocausto. Diante dos portões, da cerca, dos galpões, dos crematórios, engasguei. Não tive coragem de avançar e seguir os trilhos da abandonada ferrovia; o ambiente pesava toneladas e o silêncio dos gritos do passado era ensurdecedor.  Em rimo acelerado, pedalamos embora para, quase uma hora depois, entrar no Olympiapark e passar pela Vila Olímpica, antes de subir a colina do Estádio. O ataque do “Setembro Negro”, em 5 de setembro de 1972, ainda sacode a alma para quem conhece o episódio. Placas indicam aqui, ali os eventos daquele dia. Mas, o inconfundível terraço do apartamento israelense onde um dos  integrantes do grupo terrorista, encapuzado, aparecia e observava as reações e negociações, derrama sombras sobre aquele colorido impressionista.  Episódio encerrado com a morte dos onze reféns e de cinco dos oito terroristas. A tradição do minuto de silêncio toma conta daquele espaço, e é sugada para dentro do estádio onde, nas poucas horas em que os jogos olímpicos ficaram interrompidos, emocionante cerimônia fúnebre foi realizada, com a presença de atletas de quase todas as delegações. Países simpatizantes do “Setembro Negro” não compareceram, nem baixaram suas bandeiras a meio pau, protestando contra o luto. Aplaudiram, assim os “Jogos Olímpicos do Terror”, o banho de sangue do “Setembro Negro”. Não existem quase filmes passados em Munique, mas duas obras-prima retratam a tragédia olímpica. “Munique” (2005), de Steven Spielberg, candidata a Oscar e “Onde Day in September”, (1999) Oscar de melhor documentário. Nesse último, as cenas de violência são tão chocantes quanto a postura política e confusa das autoridades alemãs.

Pedaladas pela Munique medieval produzem efeito de retomada da alegria, do alvoroço. O magnetismo da Marienplatz, sede da prefeitura, é contagiante, principalmente às 11 e às 15 horas. Naquela praça imensa, um quase mutismo anuncia a espera da coreografia mecanizada do secular do relógio bávaro. Os olhares para o alto transformam as pessoas em peregrinos da história, com suas faces de todas as raças iluminadas pelo transe do encantamento infantil. Performance encerrada, cardumes de turistas seguem seus roteiros, enquanto outros, de residentes, retomam seu trabalho. Todas as esquinas  agora traçam caminhos medievais. Seja até para um MacDonald’s travestido de residência de Lohengrin, ou talvez para o Museu de História de Munique (Stadtmuseum) ou para as torres da Frauenkirche, construção mais alta da cidade.

Datada de 1488, inicialmente gótica, a catedral de Frauenkirche mantém seu exterior original. Já o interior, reformado para o barroco do século XVII, acabou destruído pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. O espaço, hoje totalmente sem adereços e vitrais artísticos, chama atenção pela impressão em bronze da “Pegada do Diabo”. Diz a lenda que o arquiteto da Igreja fez um pacto com Belzebu para conseguir ajuda na construção do edifício. Ali não haveria janelas, era a condição. Mas, as janelas foram dispostas de tal forma, que deixavam um ponto cego no centro da nave. Dali, não se viam as entradas de luz. Enganado, Satanás teve um chilique e bateu com pé direito no chão, eternizando sua fúria. Dizem que seu calçado é tamanho 42. Munique recebeu atenção especial aliada na reconstrução da Alemanha. Sumiram as cicatrizes expostas da guerra; mas, pela sua característica de obra-prima,  Frauenkirche, só ficou pronta em 1994. Os 109 metros de altura da igreja são o gabarito para construções em toda a cidade. A moderníssima sede da BMW, um dos marcos construídos para a Olimpíada, é 8 metros mais baixa.

Outra referencia automotiva mundial fica em Ingolstadt, a poucos quilômetros de Munique. Mais importante centro de produção de meu desejo de consumo: Audi. Não podia não ir até lá. Reunião de trabalho saboreada com o tradicional “café com bolo” alemão, envolvendo a fábrica da Vokswagen em Curitiba, onde viria a ser produzido o Audi A3. Em aderência à disciplina alemã de pontualidade entre os limites de horário de trabalho e prazer, Bernd  e eu passamos um fim de dia em um biergarten às margens do rio. Como cada cidade alemã tem suas próprias marcas de cerveja, tomei uma Herrnbrau light , conseguindo, assim, condição técnica para voltar a Munique pilotando um incandescente Audi TT.  

No retorno à cidade, o trajeto para meu hotel passava obrigatoriamente por uma belíssima avenida emoldurada por um arco do triunfo quase romano. Como uma versão alemã da francesa Champs Elysées, a ampla Leopoldstrasse recebe o Siegestor (Portão da Vitória), um dos remanescentes da arquitetura nazista em Munique. Com olhar treinado e preparado, os sinais do nazismo podem ser facilmente identificados. Defronte à Führerbau, antiga Residência Oficial de Hitler estão as ruínas bombardeadas do Templo de Honra, sepulcro de dezesseis integrantes do Partido Socialista, mortos no golpe de 1923, que levou Hitler à prisão, à sua obra “Mein Kampf” e a seu ódio universal. Durante anos, uma guarda de honra da SS, em seu uniforme de gala negro, ali postou vigilância, 24 horas por dia. A magnífica Galeria de Arte, a Haus der Kunst, projetada para 2.000 anos de arte alemã, foi uma das meninas dos olhos de Hitler. Teve sua pedra fundamental lançada em 1933, em espetacular cerimônia de propaganda nazista, não menos impressionante que as festividades de sua inauguração, celebrada em 1937, com mares de tropas, oceanos de estandartes vermelhos e swastikas, desfilando durante dois dias, diante dos líderes nacionais. Logo após a guerra, em 1946, a Haus der Kunst foi utilizada como centro de distribuição de suprimentos para as tropas aliadas. Atualmente é local nobre para exibições especiais como a Mostra de Tutankamon e a Coleção Farnese, já que o antigo acervo foi transferido para a Nova Pinacoteca. Tive oportunidade de visitar a coleção Farnese, trazida de Roma e de Florença. Entre pinturas renascentistas e estátuas gregas e romanas, não pude deixar de reparar na imensidão ariana dos espaços do prédio e até perceber, no teto, disfarçados mosaicos estilizados com swastikas.

Um dos logotipos da Alemanha é o Castelo Real Neuschwanstein, do Rei Ludwig II, um nobre infeliz misteriosamente afogado no magnífico Lago Starnberg, que banha Munique.  Existem aí duas curiosidades: o castelo pouco foi usado pelo rei, mas serviu de inspiração para um dos lugares mais visitados de todo o mundo. Além disso, pode ser visto à distancia, a partir uma das “praias” de grama de Munique, à beira do imenso lago. Sol de verão, praia lotada, fui a nocaute. Estavam todos, todos pelados. No máximo, um boné.Tradição alemã ignorada por aborígene brasileiro. Tinha de tudo, de todos os tamanhos e de todas as idades, em colóquios animadíssimos ou espalhados na grama em forma de escancaradas e indiscretas estrelas. Bernd se dobrava de rir com meu mico. Duas simpáticas guias turísticas, Helga e Birgit se dispuseram mostrar a região e os lagos ao assustado e já bronzeado brasileiro. Não me lembro direito das explicações, apenas que a água do lago tinha temperatura nordestina e que eu queria sair daquele convescote de partes íntimas o mais rápido possível. 

 

Depois de uma noite naturalmente mal dormida, saí cedo para um treino longo de corrida pelas margens do Rio Isar. Fazia parte de meu treinamento para uma segunda Maratona de Nova York. Percurso totalmente arborizado, desde o hotel e pela trilha asfaltada que segue o desenho do rio. Água límpida, transparente; neve e gelo derretidos dos Alpes. Curso encachoeirado aqui, manso mais à frente, ora fundo, ora raso, som de água afinado com canto de pássaros, sonho de qualquer corredor de longa distancia. De longe, reparei que havia banhistas nas prainhas de pedras redondas, nas pequenas ilhas fluviais. Nada a ver; concentração total no treino, ritmo, distância, hidratação. Sem camisa, encharcado de suor, vendendo saúde, estava feliz depois de duas horas de exercício. Resolvi atravessar para a outra margem e cortar caminho até o hotel. Muita calma nessa hora. Pelados me aguardavam na prainha. Espantado, meti os pés calçados de Nike rio adentro, até o refúgio de uma ilhota. Ledo engano, era um ninho de homossexuais. Acelerando pela pista de terra, ouvia a gritaria da estranha fauna que pulava do mato para falar comigo, querendo sei lá o que. Em segundos estava na outra margem, onde, finalmente as peladas eram maioria. Alonguei ali mesmo, dei uns mergulhos no rio gelado e voltei para a proteção do hotel.

Virei celebridade naquela noite, no Hofbräuhaus, com as gargalhadas e faniquitos de Helga, Birgit e Bernd, às custas deste turista brasileiro ignorante de assuntos naturalistas. Mas a noite internacional passou como o prelúdio de um novo cartão postal bávaro. O domingo de céu azul sob montanhas nevadas aconteceu em Walchensee, lago na subida dos Alpes. Helga e Birgit levaram cesta de picnic, Bernd levou duas bicicletas e eu levei coragem.  Fizemos um triatlo na montanha. Natação no lago fundo, bicicleta morro acima e corrida morro abaixo. Quem ganhou?  Faz diferença?  Foi meu último triatlo.

O avião partiu cedo com minhas lembranças definitivas de Munique na bagagem. Folheando meu livro “Munich in Picture”, constatei que quase tudo que havia visto naquela semana não estava lá publicado. Uma espécie de versão pasteurizada para turistas superficiais. Naturalmente, nenhuma menção à origem artificial das duas colinas. Mas, sobrevoando o Olympiapark, pude vê-las uma última vez. O magnífico estádio coroando a maior, e a grama nua cobrindo a mais baixa. Na evacuação dos judeus de Munique pelos nazistas, seus móveis e pertences, já desnecessários, eram transportados para a periferia da cidade, onde foram sendo amontoados. O avanço alucinado do Holocausto fez o monte crescer mais e mais.  Com a rendição e a reconstrução da Alemanha, acabou abandonado.  Coberto de mato, transformou-se em paisagem. Mas, sem dúvida, é uma das mais desconhecidas e silenciosas testemunhas do horror. A população de Munique sabe disso.   

Caderno de Anotações

1. Existem dois filmes premiados sobre o atentado terrorista em Munique.  

 Munich (2005) http://www.imdb.com/title/tt0408306/

“One Day in September” (1999) http://www.imdb.com/title/tt0230591/

2. Luciano Pavarotti deu um concerto de gala no Olympia Hall, em 1986.

http://www.youtube.com/watch?v=yExzVOHn-ts

3. Apesar do massacre de 1972, Munique é candidata aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.

4. O Principal estádio de futebol de Munique agora é o Allianz Arena, construído, sem PAC do PT, para a Copa do Mundo de 2006.

5. Apesar de, na última visita a Munique estar treinando para uma segunda Maratona de Nova York, acabei não viajando. A dois meses da prova, quarenta dias no gesso por fratura de stress na fíbula esquerda.

6. Os desempenhos de Lassen Viren nos heróicos 5.000 e 10.000 metros de Munique ’72 e a vitória de Frank Shorter na Maratona, que encerrou aqueles jogos, ainda podem ser relembradas com narrações e emoções da época.

 

http://www.youtube.com/watch?v=8RTUit6Yogg

http://www.youtube.com/watch?v=MkXsjfVnG0k

http://www.youtube.com/watch?v=THUKgZX9pw8

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45 respostas para AS DUAS COLINAS DE MUNIQUE

  1. Luiz Antonio Sacco disse:

    Prof. AstroFodor’s,

    Você simplificou nossa próxima viagem para Munich. Basta imprimir essa estória e seguir por ela para conhecer o melhor da cidade, literalmente desnudada (ops!) por você.

    Um dia você nos explica (i) como conseguiu levar sua máquina fotográfica no treino longo e ainda ter “peito” (ops de novo!) para fotografar os ilustres habitantes naturebas enquanto fugia deles; e (ii) quem é o(a) “3o elemento(a)” na foto do sr. com a respeitabilíssima Birgit!!!??? Como não pode ser o monstro do Lago Ness, seria o jacaré do Lago Paranoá que pegou uma carona na sua bagagem?? Talvez seja melhor nos poupar dos detalhes sórdidos!!

    Aliás, relatos do WikiLeaks nos informa que essa turma alegre, sabendo que era brasileiro, queria simplesmente te convidar para uma “pelada”!!

    Grande abraço!!

    • Caríssimo Saketa
      Você bateu o recorde entre leitura e comentário. Tudo em apenas alguns minutos após a publicação do texto. PhD em Leitura Estática, Cinemática e Dinâmica. No entanto, sugiro visita ao oftalmo. Na foto lacustre, Birgit está a uns 5 metros de mim. O dito monstro à minha frente no lago não é o querido Jacaré do Lago Paranoá, visto que este continua em sua cruzada atrás de Luizinaço para devorar todo o resto que sobrou do PTético mindinho esquerdo. E também não se trata do Monstro do Lago Ness, já que esse encontra-se em seu lago, em companhia do intocável Elliot. Agora, se nunca corri com mp3 no ouvido, ainda mais com máquina fotográfica no pescoço.
      Quem está correndo diante pelados, em praia de areia, e não de pedras, é o Maldonado, da seleção chilena (repare o uniforme e a cor do cabelo).
      Deixo à sua imaginação cartesiana descobrir como obtive as fotos do percurso fluvial e também as respostas às 7 perguntas do concurso.
      Abraços
      Astromar

  2. Lux de pedra disse:

    Primeira leitura acelerada. Lindos oximoros. Gargalhadas dos pelados. Final de colinas escabrosas.

  3. Le toutpuissant Baron de Calatayud, a.k.a. Narciso Rujol disse:

    Endosso o que o leitor acima comentou.

    Mas não sabia que Astromar era dado às libações do lúpulo, conforme mostrado numa das fotos, com bela caneca erguida… abs

  4. PHBC disse:

    Como sempre, ótimo texto e belas fotos. Parabéns!

  5. Paparazzo de Pompéia disse:

    Astromar,
    Toda vez que você vai a MUNICH você se COMUNICH com MUNICH????? (a autoria é de José de Vasconcellos, circa 1960!)
    Abs,
    PP

  6. Delicado da Kibon disse:

    Entre as últimas frases do texto e a recente visita ao Memorial da Shoah em Paris, impossível não ficar comovida. Professor Astromar já sabia disso, pois não?

  7. Parabéns por mais uma ótima viagem na história, muito facilitada pela costumeira sintonia entre fluência de texto e farta ilustração. Sabia pouco sobre Munique e agora sinto-me como se tivesse estado lá. Abraço.

  8. Claudia Teresa Rios Cardoso disse:

    Só hoje tive tempo de ler o seu ótimo artigo sobre Munique. Adorei. Só fiquei morta de pena de ter ido a Munique e não ter conhecido nada. Foi a última cidade onde paramos já de volta para Paris onde pegamos o vôo de volta. Eu já estava cansada de cuidar das velhotas que eu conduzia. Além do mais chovia. Fomos almoçar numa choperia que pode ser esta da qual você fala e foi um festival de reclamações. Todos velhíssimos, chiquérrimos e com um humor bastante delicado, achando tudo confuso e barulhento.
    Não vi a beleza da cidade.
    Felizmente pude conhecê-la um pouco através do seu artigo.
    Um beijo
    Claudia

  9. É uma verdadeira maravilha voltar a ler seus posts! Um show de conhecimento e informação tão preciosa! As fotografias e demais imagens são magníficas! Muito obrigada por partilhar tanta beleza e sabedoria😉

    Desejo um fim de semana excelente e prometo voltar com mais calma, meu querido encantador de palavras!

    Beijos, Samothrace

  10. Samothrace
    Alegria a minha de vê-la de volta após tanto tempo e também poder acompanhar seu retorno às linhas e entrelinhas em Ithaca. Não esqueço que você apareceu há 6 anos, ainda no extinto “Siris & Pirilampos”, trazida pelo imortal Jacaré do Lago Paranoá, devorador de mindinhos.
    Obrigado pelos adjetivos.
    Beijo do Professor Astromar

  11. Claudia Baggi Gonzalez disse:

    Caro professore Astromar

    Narrazione interessantissima questa delle due colline svelate da te.
    Ho cercato sull’internet e come mi avevi detto non c’è proprio niente su questa brutta storia. Sono delle storie che appartengono ai loro luoghi come un gran segreto che va tenuto nascosto. Ma c’è sempre il professore Astromar a scoprirle e a condividerle con tutti noi.
    Hai fatto bene a non entrarci in Dachau. Lasciamo le povere anime riposare in pace senza portarci indietro visioni tristi.
    Ma i tuoi racconti non portano soltanto fatti tristi…..
    Come al solito tu ci insegni ma ci fai anche ridere. Mi sono divertita un mondo leggendo sui nudi tedeschi.
    Ti domando: un carioca si stupisce ancora davanti a questo scenario? Pensavo che tu fossi già abituato visto che nelle belle spiagge di Rio le ragazze non portano quasi niente adosso.
    Povero professore! Immagino la scena, tu che correvi via, via dai gay….. per fortuna sei un atleta se no…..
    Complimenti per il bello testo!!
    Un abbraccio
    Claudia

    • Carissima professoressa Claudia
      Tante grazie per i tuoi commentari così sempre completi. Veramente non ci trovano informazioni su quelle due coline; ho capito che solo il popolo di Muniche conosce certuno misterio. Ma, sicomme l´obiettivo di questo modesto pellegrino è scoprire delle cose che non sono visibili agli occhi dei turisti comune, ecco là…
      Quindi, difficilmente si potrà trovare sia la storia dei granchi nel Mercato di Traiano, sia il caso delle fortezze strabiche a Florianopolis. Scoperte tipiche di un Berlinghieri attento.
      Mamma mia! I tedeschi nudi erano uno spetacolo estraneo anche per un carioca. Pensi por un attimo nell’ immagine di una coppia nuda passeggiando nella spiaggia, 80 anni ognugno. Aiuto!!!! Ma dai, devo dire che la fine della mia avventura nudista a Muniche stará nelle risposte delle domande 1, 2 e 3 del concorso presentato ai miei distinti lettori.
      E non dimenticare: “Mens sana in corpore sano” (ma vestito con degli eleganti abigliamenti…)
      Professore Astromare

  12. Lux de pedra disse:

    Meu irmão, que coincidencia, li seu texto a caminho de Munich, escala para a Rússia. Olha os oxímoros do seu texto que gostei.
    -“O sol, que ainda iluminava a noite daquele dia de verão em Munique…”
    – “…vislumbrei um passado que voltava…”
    – “…o ambiente pesava toneladas e o silêncio dos gritos do passado era ensurdecedor.”

    DEFINIÇÕES
    Oximoro – ou: oximóron, paradoxismo[1] (do grego ὀξύμωρον, composto de ὀξύς “agudo, aguçado” e μωρός “estúpido”) é uma figura de linguagem que harmoniza dois conceitos opostos numa só expressão, formando assim um terceiro conceito que dependerá da interpretação do leitor. Trata-se duma figura daretórica clássica.[2]
    Descrição – Dado que o sentido literal de um oximoro (por exemplo, um instante eterno) é absurdo, força-se ao leitor a procurar um sentido metafórico (neste caso: um instante que, pela intensidade do vivido durante o mesmo, faz perder o sentido do tempo). O recurso a esta figura retórica é muito frequente na poesia mística e na poesia amorosa, por considerar-se que a experiência de Deus ou do amor transcende todas as antinomias mundanas.

  13. Roger disse:

    Muito legal. Parabéns!
    Senti falta de um parágrafo dedicado ao maravilhoso Deutches Museum, o museu de ciência e tecnologia de Munique ( http://www.deutsches-museum.de/en/information/ ). Conheci-o na minha segunda visita à cidade e, apesar de só ter dois ou três dias, passei um dia inteiro lá dentro. Mesmo assim não consegui ver nem mexer em tudo que eu gostaria. É verdade que, por causa disso, não vi muitas das coisas que vc mencionou e que agora fiquei com vontade de ver. Conclusão: vou ter que voltar.
    Abraço,

    • Roger
      Como você pode ver, todo o script gira em torno das duas colinas, absolutamente desconhecidas fora da Bavária. Eu tive o privilégio de passar uma semana lá com turma local, alguns pelados até. O único museu que eu entrei foi a Art Gallery e assim mesmo por causa da conotação arquitetura e marchas triunfais nazi.
      Tks, abcs.

  14. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres
    Mas que sarapatel mais doidio que o professô aprontô, numa mistureba de nazista cum palestino, festona cum celveja, mais o demo que ronca e fuça e inté um forrozão de bunda pelada junto cum punhado de loira peituda. Arriégua! Mas diga lá, meu cumpadi, tu qué chegadim num comilão, bem que aproveitô aquela sévergonheira dos alemão, né? Pois i eu num sei das tua fulerage lá pros lado de Camocim, Aracati, Canoa Quebrada, Morro di Sumplaulo e mais Salvadô? Tua fama é braba lá no Xico do Caranguejo, no Pirata, no Farol da Barra e nos mela-mela do Fortal, seu moço… Por isso eu vô arrespondê às tua pregunta do concurço e quero já meu DVD, aquele da “Rita Cadillac, a Bunda do Povo”. Pega lá:
    1,2,3 – Que roupa tu tarra vestindo nos lago e no rio? Nadica, peladão, peladão.
    4.Os gols da Alemanha em 74? Bequenbau e Adolf.
    5.Celebridade que moraram em Munique? Adolf e seu macaco de farda preta da SS Himmler, o rei Ludwig que mandou fazer o castelo da Cinderela, o demo (o tar que meteu o pézão no chão da Frauçalchicha) e Osama Bin Laden (que era do Conselho de Segurança da Olimpíada de 1972).
    6.O castelo do Ludwig foi copiado do Castelo da Cinderela, que foi copiado do Castelo da Odete Quintxura, aquela rapariga do Coroné Pedro Anão, no Cariri.
    7.Segurança nas estrada? Ora, num tem jegue na pista, tudim fala alemão e lê as praca, lá num tem Detran, e a puliça é de neto da SS.
    E pra terminá, diz pra tua irmã Luz de Pedra que eu gostei muitio de conhecê os oxímoro, óxente. E tenho uns oxímo nordestino aqui pra ela. Pega lá moça das pedra alumiada: Mulé macho, Bichona lésbica, O sertão vai virá mar, Zé Maria, Cabra macho, Dança de quadrilha, Muqueca de siri mole, Pomba gira (num gira, avoa) e Partido dos Trabalhadores.
    A bença, meu professô e num sisquece do meu DVD.
    Capitão Raimundo Nonato, chefe de bando

    • Grande Capitão!
      Eu tinha certeza que o amigo ia concentrar fogo nas aventuras dos pelados. Mas sua contribuição cultural para o concurso, com certeza, causa “espécimen”. Além da postura de postar seus conhecimentos democraticamente, as respostas são contundentes apesar de um tanto repentistamente emboladas. Acredito que seja um concorrente forte aos prêmios. Mas não há como não aplaudí-lo pelo incontestável conhecimento de nosso idoma pátrio com sua fantástica exposição de oxímoros. Obrigado pelo comentário, parabéns por tudo e um grande abraço.
      Professor Astromar

  15. Claudia Baggi Gonzalez disse:

    Caro amico,
    Ho letto quello che ha scritto il tuo amico capitano e non posso stare zitta.
    Siccome io capisco il dialetto brasiliano del nordest ma penso che il tuo amico non sia in grado di capire l’italiano, vorrei chierti un favore. Puoi dargli un mio messaggio?
    Digli che lui riesce a rendere più leggere le mie serate.
    Quando arrivo a casa stanca dal traffico che c’è in giro, mi siedo davanti al computer e leggo qualcosa che lui ha scritto comincio a ridere ad alta voce.
    Lui ha questa capacità, o sia, fa ridere anche ai sassi, scherza di tutti e di tutto e é capace anche di vincere il concorso.
    Digli che lo saluto tantissimo e che sono felice di aver imparato degli ossimori brasiliani del nordest.
    Grazie mile e un abbraccio
    Claudia

  16. Voyeur de Wayzata disse:

    (Wenn es für Sprachen mit nicht-Brüskierung patrios dann gibt VAMU)
    Lieber Freund, sowie freundliche und kurze Erzählung eines seiner interessantesten Reise des Lebens! Die Kombination der Dramatik und die Überwindung der historischen, architektonischen und natürlichen Schönheit dieser faszinierenden Stadt und wieder können Sie uns geben, um allen, die ihn bewundern, eine sehr schöne virtuelle Tour. Die Linie zwischen den Bildern dargestellt, wenn vielleicht nicht einmal denken gifting uns mit seinem Talent als Schriftsteller anthro-historisch-kulturellen und natürlich seine “Geschichte”, um es noch außergewöhnlich. Allerdings muss ich gestehen, dass diese Inhalte die pralle Titten und Helga Birgit, Denkmäler landschaftlich Gnade dieses wunderbare Land von Sauerkraut … abgeordnete Gesundheit zu ihnen!

    • Drahy zmrzly kamarade. Gratuluji ti k tvojemu obsahu a k tvoji kreakce co se tyce komentare o dvouch kopcich v Mnichove. To bylo velky necekany prekvapeni. Kapitan Raimundo Nonato byl sklamanej ze chybely oximoros. Mockrat dekuji et srdecny tribarevny pozdravy.
      Professor Astromar

  17. Voyeur de Wayzata disse:

    (Tradução do acima…)
    Se é pra esnobar com idiomas não-patrios, então vâmu lá…
    Querido amigo : que simpática e tão bem resumida narrativa de mais uma de suas interessantes jornadas de vida ! Reunindo a dramaticidade e superação históricas, e a beleza natural e arquitetônica dessa incrível cidade, uma vez mais você nos proporciona uma muito agradável viagem virtual. A sintonia entre as imagens
    – retratadas quando provàvelmente você nem pensava em presentear-nos com seu talento de escritor antropo-histórico-cultural – e o transcorrer de seu “conto”, tornam-o ainda mais fascinante. Entretanto, devo honestamente confessar que tal conteúdo secundou as firmes tetas de Helga e Birgit, dois monumentos de graça cênica desse formidável país do chucrute…Prost a elas duas – ou quatro !

  18. Lux de pedra disse:

    O capitão está ficando muito intelectual!!!!

  19. Anônimo disse:

    Claudia, concordons com voce que o Capitao é imbativel! Muito engracado. Elle vai te contar do almoco nô melhor restaurante do mundo: com pedra, musgo e ovo frito.

    • Caro Anônimo
      Tentei contatar o Capitão hoje, mas soube que ele está em viagem, no Crato. Vamos aguardar o retorno.
      Agradeço seu comentário.
      Professor Astromar

      • Capitão Raimundo Nonato disse:

        Mestre dos Mestres, seu minino
        Dei uma escapadinha inté o Crato pra módi trazê munição mais farinha e carne seca pra turma que ficou lá no acoito que tu conhece bem. Tive de ir disfarçado de artista prástico da família Esmeraldo, tudim sobrinharada do Coroné Pedro Anão (que Deus o tenha) pra num levantá disconfiança da puliça. Quero dizê que visitei as beata suas prima e que, numa rodinha de prosa no alpendre da Fazenda Bebida Nova, fiquei sabendo das fulerage alimentícia das tua irmã Luz de Pedra e Delicado da Quibon no tal da restaurante Noma, o mió do mundo, lá na terra dos viquingue chifrudo. Tô sabendo que tinha pra cumê rabanete com pó de pipoca, pele crocante de frango e de pato, mato frito, pão disfarçado de galho de árvore, pepino congelado com iceberg, ostrão e ostrinhas na pedra quente, rosa recheada de sashimi, ovo frito defumado, carne com folhas de planta carnívora, rodelas coloridas de maçã, batata com chocolate, ossada com caramelo e uma nhá benta. Tenho celteza que se fosse o sinhô, ia ficá só na nhá benta e depois ia direto pro Maquidonaldis. Inda mais que esse tár de Noma é um plágio safado da minha pensão intinerante, a mió mesa do Nordeste. Em homenage a esse humirde cangaceiro Nonato, o estabelecimento rotativo se chama Nomato – pois veja o sinhô que inté o nome os gringo copiou. A idéia do mêní veio adispois de vê a fita do Indiana Jones, onde tem um jantar meio doidio na Índia. Eles serve sopa de olho de porco, feto vivo de serpente, buchada de inseto e sorvete de cérebro de mico. Tu se alembra? Pois foi, a pensão Nomato ficou tão conhecida que inté macaco das volante larga fuzível e garrucha pra saborear nosso guizú cum nóis, pois num tem serventia lutá de barriga vazia. Teje convidado pra visitá a pensão na próxima viaje. Só custa 3 real ou uma caixa de munição E tu pódi cumê à vontade. O selviço é dos mió, pois tem eu de xéfi, Odete Quintxura e Mariquinha no marquétin e na contabilidade, Maçarico e Pau-de-Fogo na cozinha, Vagalume e Zé Minino de garção, Seca-Boteco nas beberage, Mormaço de segurança. Tudim muié e cabra valente do meu bando.
        O criente pode cumê castanha de caju com leite condensado de jaguatirica, dente de cascavel recheado com ovas de lambari, pêlo torrado de cachorro do mato, pé de galinha com molho de bílis fervente, Fritada de saúva com calda de parafina, Tapioca com iscas de aranha caranguejeira, Lambreta flambada com pólvora e sangue de ferimento a bala, Filé de gafanhoto com cogumelo de areia mijada, Geléia de sirigüela moída, Umbu folheado, Passa de sapoti e, de saideira, Licor de rabo de jegue desfiado com farinha de chapéu de couro.
        E si a Dona Dinamarca num fosse de tão longe eu ia lá desafiá ela prum duelo de gostosura e ia acabá co’essa sèvergonhice de mais um plágio da criatividade, do saborearte e da embolada da culinária nordestina. Pois já bem dizia meu Padim Coroné Luizinaço do PêTê, nunca antes na história desse país rapadura foi tão doce, e tanto bate até que fura, pois gato escaldado não mete a mão em cumbuca e ladrão que não rouba ladrão ganha inté mensalão.
        A sua bença, meu professô.
        Capitão Raimundo Nonato, chefe de bando.

  20. Sou demais disse:

    Que história é essa de mulher e homem pelados!
    Agora, imagina você estiver correndo em uma praia, tudo tranquilo com um sol bonito,as palmeiras balançando,quando de repente um bando de PELADOS atrás de você!! AI QUE HORROR!!!!!!!!!!!!!

  21. luz de pedra disse:

    O menu do capitão é inspiradíssimo!
    Adoro a visão das coisas que ele tem, imbatível.
    Abaixo selecionei o que mais gostei:

    artista prástico Esmeraldo.
    fulerage alimentícia
    restaurante Noma, o mió do mundo. Nomato!!!!!!!
    Tô sabendo que tinha pra cumê rabanete com pó de pipoca, pele crocante de frango e de pato, mato frito, pão disfarçado de galho de árvore, pepino congelado com iceberg, ostrão e ostrinhas na pedra quente, rosa recheada de sashimi, ovo frito defumado, carne com folhas de planta carnívora, rodelas coloridas de maçã, batata com chocolate, ossada com caramelo e uma nhá benta.
    Maçarico e Pau-de-Fogo na cozinha
    duelo de gostosura e ia acabá co’essa sèvergonhice de mais um plágio da criatividade, do saborearte e da embolada da culinária nordestina.
    Fora o cangaceiro Mormaço, de longe, o nome mais sutil, mete medo.

  22. luz de pedra disse:

    Para o Capitão Raimundo Nonato: veja se respeita a Dona Dinamarca, porque lá o sol não dorme nunca no verão! Fala para o seu cabra Mormaço ir lá amainar a alumiada toda.

    • Capitão Raimundo Nonato disse:

      Moça da Luz de Pedra
      Tenho muito respeitio pela Dona Dinamarca, sinhora prendada, avançada nos ano, já viúva, mas que tascava chifre no maridão viquingo metido a brabo. Tô sabendo que nas terra dela tem Castelo É ou Num É, pequena sereia de peito grande e que lá ou só tem sol ou só tem lua. O dia num se divede cumaqui. O cangaceiro Mormaço inté pudia ajudar com a metrologia do tempo, já que sabe bem escondê sol com poeirão de tiroteio e de fuga de jagunço. Mas saquié? Ele foi tentar fazê o mato frito do NOMA aqui no sertão e lascou fogo na caatinga, o sol sumiu no fumacê e ele se acoitô pra num tumá ponta da peixeira desse capitão, seu criado.
      Mas ele tem crédito de selviço prestado ao bando. Tá safo, dessa vêis.
      Capitão Raimundo Nonato, chefe de bando

  23. luz de pedra disse:

    Seu Capitão: o mato frito enfumaçando o sol no Castelo é ou não é.
    PRECIOSO.

  24. Delicado da Kibon disse:

    E seu Capitão, sabe como os filhos da Dona Dinamarca dizem pra agradecer? TAK… só isso… e sabe quantos anos tem o chef nomástico? 32…e pra terminar, sabe como é o café deles? água amarronzada. Lembranças pro Professor

    • Capitão Raimundo Nonato disse:

      Pois é, moça delicada. Nóis deu foi um nó no Mestre dos Mestres. Ele vem com uma história alemoa e ieu, tu e mais a outra alumiada das pedra ensinemo a ele um montão de comida chique da Dona Dinamarca e daqui do sertão do nordeste. Viu, papudo?
      Tak,
      Capitão Raimundo Nonato, chefe de bando

  25. Delicado da Kibon disse:

    Acabo de ler, pela terceira vez, As duas colinas de Munique… tak tak.

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