MANASSAS – 150 ANOS DA PRIMEIRA BATALHA DA GUERRA CIVIL AMERICANA


MANASSAS – 150 ANOS DA PRIMEIRA BATALHA DA GUERRA CIVIL AMERICANA

…mas os fantasmas continuam lá

O galope dos cavaleiros confederados era um espetáculo lindo. Atravessavam a ravina levantando poeira, sabres reluzindo ao sol de um céu azul imaculado. Mas não havia qualquer ruído, nem dos cascos dos cavalos, nem de metais, nem dos tiros de pistolas e nem o imortal “rebel yell” (o estridente grito de guerra confederado). Um bosque estreito separava a cavalaria da Interstate 29, a Battlefield Parkway, com seu tráfego de caminhões e vans. Os cavaleiros entraram no bosque e sumiram. Não deixaram rastros pelo caminho. Evaporaram. Depois de alguns minutos, chegamos à conclusão que, mais uma vez, havíamos vistos fantasmas.

Os Estados Unidos estão comemorando os 150 anos da Guerra Civil Americana. Entre 12 de abril de 1861 e 9 de abril de 1865, 3 milhões de soldados e 600.000 mortos depois, uma nação dividida se unificou para sempre. Em discussão, os direitos de cada estado, a cultura sulista e a instituição escravocrata.  Os primeiros tiros foram disparados, por canhões, contra o Fort Sumter, South Carolina. Os inimigos Norte e Sul, ainda verdes e inexperientes, trocaram salvas de artilharia até esgotar a munição do forte. Entre mortos e feridos, todos se salvaram, menos uma mula de carga, abatida com estilhaços de uma explosão.

Após essa escaramuça, os inflamados discursos políticos foram substituídos por um ruidoso espírito marcial varonil. Multidões de voluntários, oriundos de fazendas, lavouras, oficinas, escritórios, lojas, mansões se apresentaram para os combates. Os dois lados esperavam uma guerra fácil e rápida, talvez até resolvida em uma única batalha. Cada um achava que o inimigo era fraco e covarde. Um festival de bravatas que faria de Luiz Inácio Lula da Silva um cônego orador. Não tinham noção do que era ou do que seria uma guerra. Despedidas emocionadas separaram pais, filhos, sobrinhos e amigos do seio de suas famílias. Bailes e festas, convescotes e saraus, paradas e bandas marciais agitaram cidades e vilas antes da partida dos verdes combatentes.

Em Washington, capital do Norte e em Richmond, capital do Sul, entre bebedeiras e muita ordem unida, os exércitos passaram a Primavera de 1861 em um processo de transformação de nada em coisa nenhuma. A pressão política sobre Abraham Lincoln disparou o movimento das tropas do Norte, na chegada do Verão. “On to Richmond!”, gritavam manifestantes, multidões e manchetes de jornais defensores da causa nortista. “Hooray for Dixie!”, ecoavam os partidários do Sul.

Um alarido tomou conta das ruas de Washington, quando, em 16 de julho de 1861, regimentos e mais regimentos, somando 35.000 soldados, marcharam em direção a Richmond, na invasão dos estados rebeldes. Para começar e acabar com a guerra. Colhendo amoras e framboesas pelo caminho, parando em riachos para encher cantis na sombra do arvoredo, a tropa seguia mais em ritmo de picnic  do que de combate. Tanto que políticos, madames e proles resolveram acompanhar, em charretes familiares, a enorme procissão, levando lanches, sombrinhas, champagne e refrescos para assistir ao belicoso espetáculo que se aproximava. Por outro lado, um pouco mais sério e inferiorizado numericamente, o exército confederado percebeu a posição estratégica do vilarejo de Manassas, entroncamento ferroviário que poderia receber comboios de reforços do interior da Virginia, onde tropas já estavam aquarteladas há meses.

E foi assim que, casualmente, Norte e Sul se encontraram a 40 km de Washington, no dia 18 de julho, separados por uma aprazível ponte de pedra sobre o simpático e piscoso riacho Bull Run. Olha daqui, olha dacolá, sem saber o que fazer, os comandantes dos dois exércitos deixaram o tempo passar. Melhor para os rebeldes sulistas, que conseguiram aprovação do comando para o deslocamento de reforços a Manassas e começaram a operação de transporte ferroviário.

Mas não deu tempo desse povo chegar mais cedo. Às 5:30 da ensolarada manhã de 21 de julho, o troar de canhões espantou a passarada matinal, anunciando o início da batalha.  Os confederados se confundiram com a barulheira e se perderam nas estradinhas rurais daquela região bucólica, dando chance à cavalaria e à infantaria do Norte se posicionar melhor e atacar primeiro. A suave ondulação dos campos mostrou, durante toda a manhã, o avanço nortista e o recuo do Sul. Nos espaços abertos pelos movimentos das tropas ou com a dispersão da fumaça de tiros de artilharia e de fuzis, o quadro de horror de uma guerra começava a aparecer. Gente morta, gente despedaçada, gritos de feridos, pedaços de montarias e sangue, muito sangue.

O odor da morte chegava para ficar. Improvisados hospitais de campanha, na retaguarda dos exércitos, uniam feridos e cirurgiões em amputações a frio e em série.  Salas de jantar, salas de visita, estábulos, sombra de árvores, espaços viravam centros cirúrgicos. Portas e tábuas apoiadas em cavaletes ou barris serviam como mesas de cirurgia. No entorno desses pontos de atendimento iam sendo empilhados membros e mais membros amputados. Pedaços de gente. Tamanha  destruição humana era resultante do avanço dos armamentos diante das táticas de cavalaria e infantaria. Se baionetas e espadas ainda eram armas em uso no corpo a corpo, rifles e fuzis atingiam suas vítimas a 200 metros de distancia, com a potência de um novo projétil, a “minnie ball”, que destroçava qualquer osso atingido. Se o ferimento não fosse mortal, a alternativa era amputação.  Fora os projéteis de canhões, que pulverizavam pessoas.

Por volta do meio dia, em vantagem, o Norte parou seu avanço para melhor organizar os ataques. Pecado mortal. Regimentos e mais regimentos confederados desembarcaram de trens em Manassas e  alcançaram o campo de batalha em pouco tempo. O quadro mudou por completo:

– Os rebeldes equilibraram numericamente as forças dos dois exércitos.

– Com generais profissionais do lado sulista enfrentando políticos nomeados generais pelo lado da União, o domínio intelectual foi fundamental na reversão do rumo da batalha. Thomas Jackson, professor de artilharia do Virginia Military Institute, manteve sua brigada firme em posição defensiva diante da retomada do ataque inimigo. Calmamente chupando limões em cima de seu cavalo, Jackson inspirou outros generais a contra-atacarem. Foi comparado a um “muro de pedras” por um colega. Ali nascia a lenda de Thomas “Stonewall” Jackson, um dos maiores generais da história americana. Líder carismático e fanático religioso.

– A padronização dos uniformes dos dois exércitos em cinza rebelde e azul federal só viria depois. No primeiro confronto, havia de tudo. E isso decidiu a batalha. Um regimento de artilharia federal, vestido de azul, viu tropas se aproximando de fardamento da mesma cor. Imaginando tratar-se de parceiros, esperaram os “colegas” se aproximarem. Erro. Os rebeldes “celestes” dominaram o regimento inimigo, tomaram-lhe as armas e inverteram a posição e a mira dos canhões.  A surpresa e o fogo cruzado desnortearam o Norte. Um recuo lento e gradual virou uma corrida desenfreada, uma fuga apavorada e incontrolável. Acabou-se o picnic dos civis, que se misturaram no pânico dos militares. Um quadro patético de armas, cavalos, canhões e suprimentos abandonados pelas estradinhas de volta a Washington. Gigantesco e grotesco engarrafamento de gente andando, correndo, chorando e olhando sempre para trás, procurando o inimigo em seus calcanhares. Durante dois dias as pernas em Washington tremiam como varas verdes. Mas nada aconteceu; os confederados, surpresos com o próprio desempenho e também assustados com a carnificina, voltaram para seus quartéis e acampamentos.

Com 4.900 baixas em 10 horas de combate, estava encerrada a primeira batalha da Guerra Civil Americana e, com ela, as bravatas de um desfecho rápido e glorioso. Mais quatro primaveras de sofrimento e destruição aguardavam o agora dividido país.

A História sempre fica mais verdadeira quando ilustrada com detalhes. Um incontável volume de narrativas e de experiências individuais dos participantes e testemunhas daquele dia atravessaram 150 anos até nós. Difícil caber em poucas linhas, mas alguns depoimentos aparecem em qualquer literatura.

– Uma semana antes da batalha, o Major Sullivan Ballou, do estado de Rhode Island, escreveu uma carta  para sua esposa. Falava de seu amor por ela e pelos filhos. Tinha confiança na vitória nortista mas, se porventura alguma coisa lhe acontecesse, prometia voltar do além para estar sempre por perto de sua família. Seria ele o vento que afagaria seu rosto, seria ele o vento que refrescaria suas noites no verão, que manteria o fogo aceso diminuindo o vazio do lar, no inverno. Premonição. Sullivan Ballou morreu na batalha, atingido por estilhaços de artilharia. Sua carta foi entregue à família e hoje é um dos documentos mais emocionados, conhecidos e emocionantes da guerra.

– Henry Hill, a colina onde ficava a residência rural da família Henry, esteve no centro dos acontecimentos Pela sua posição estratégica, trocou de mãos várias vezes. A casa foi atingida por todo tipo de tiros, de  pistolas, rifles e canhões. Um projétil entrou pela janela de um quarto, explodiu e matou a octogenária matriarca da família, acamada com pneumonia.

– A insipiente arte da fotografia foi até Manassas, por meio de fotógrafos de Washington. Mas não voltou. Os  “laboratórios de campo” foram abandonados a meio da vergonhosa fuga em disparada dos nortistas (até hoje conhecida como “The Great Skedaddle”). Todas as fotos se perderam. As imagens registradas naquele dia aparecem, portanto, em desenhos feitos pelos próprios combatentes ou por jornalistas-desenhistas, que acompanhavam os exércitos como narradores repórteres.

– Charles Norris era um cadete de 17 anos, aluno de “Stonewall” Jackson no Virginia Military Institute. Em Manassas, foi para o campo de batalha usando seu azulado uniforme escolar. No avanço para dominar  os canhões nortistas, comandando seus colegas, caiu fulminado por um tiro no peito. Recolhido por seu professor foi  enterrado no pequeno cemitério da família, que guardou sua jaqueta militar perfurada pela bala inimiga.

– Wilmer McLean mudara-se com a família para a região de Manassas em 1853, estabelecendo-se como hábil fazendeiro e esperto comerciante. De repente, viu sua propriedade engolida pela guerra. Oficiais confederados ocuparam a residência, transformada em quartel general. Podia assistir à luta sentado na cerca do quintal. Ao final do dia, o paiol da fazenda havia sido transformado em hospital de campanha e prisão. Nos dias seguintes, apavorada, a família McLean mudou-se para um minúsculo e sossegado povoado, no interior da Virginia, longe da guerra e até de gente. Não adiantou, quatro anos depois, o exército confederado apresentou rendição em sua sala de visitas.

Eu já fui a Manassas. Passei um dia lá, como parte de um circuito automobilístico por campos de batalha e locais importantes da Guerra Civil Americana, cruzando Pennsylvania, Maryland, Washington D.C. e Virginia, até North Carolina.  A Virginia é linda. Bucólica e histórica, com suas colinas ondulantes, flores e pássaros de todas as cores, emoldurando o espírito confederado ainda vivo nas bandeirolas rebeldes penduradas nos pórticos de um sem número de residências rurais. Dizem que “Virginia is for lovers”. Concordo.

O campo de batalha de Manassas é impressionante. Administrado pelo Manassas Battlefield National Park, preserva a maior parte das áreas, pontos e “milestones” onde tudo aconteceu, em 21 de julho de 1861. O silêncio de hoje contrasta com os terríveis ruídos daquele dia. A passagem do tempo constrói silêncio. Mesmo no inverno, o céu da minha visita estava completamente azul. Está tudo lá, os canhões tomados por “Stonewall” Jackson para decidir a batalha, Henry House, a ponte de pedra onde os exércitos se encontraram pela primeira vez, as estradinhas poeirentas da fuga desenfreada para Washington. O campo está todo assinalado por monumentos patrocinados pelos veteranos combatentes, até o último deles, falecido em 1946. Emocionante. O museu apresenta um vídeo magnífico sobre a batalha e mostra um sem número de objetos da época. A destacar, a jaqueta de Charles Norris perfurada no coração e ainda com manchas de sangue, ordens de combate manuscritas por “Stonewall” Jackson, equipamentos médicos de campanha, diários de soldados, bandeiras de regimentos, armamento, projéteis disparados, espadas, rifles, baionetas, carretas de transporte, etc.. Sem falar naquele  staff especial permanente, nem sempre visível.

Staff especial? A cavalaria fantasma do primeiro parágrafo desta narrativa faz parte dele. E existem muitos outros. Ao contrário dos assustadores fantasmas de filmes de Hollywood, os do staff especial circulam durante o dia. 

Não acredito em fantasmas, mas estive com vários no circuito pelos campos de batalha e sempre com testemunhas, tão testemunhas quanto eu, que não me permitem mentiras ou devaneios.  Um pouco antes de deixar Manassas, naquela paisagem marcada pelo dourado do sol do fim de tarde, chamou atenção o redemoinho alto por onde girava um enxame de folhas em variados  tons pastéis do outono-inverno. Não despregava os olhos daquela cena. Como a estradinha do parque fazia um cotovelo, o redemoinho, então à minha esquerda, ficou adiante do carro. E à medida que me aproximava dele, o vento que provocava o movimento ia amainando, fazendo as folhas perderem velocidade e altura, para, gradativamente, entrarem em queda. Quando estacionei, todas as folhas estavam no chão, em torno de uma placa de pedra castigada pelo tempo. Fora ali que o Major Sullivan Ballou, profetizando seu destino na carta à esposa, havia perdido a vida e virado vento.

Caderno de Anotações

1. O filme “Gods and Generals”, superprodução americana de 2003, destaca a Batalha de Manassas e o personagem de Thomas “Stonewall” Jackson. http://www.imdb.com/title/tt0279111/

2. A íntegra da carta de Sullivan Ballou à sua esposa pode ser lida no link http://www.pbs.org/civilwar/war/ballou_letter.html

3. Em Manassas, 1861, o exército nortista, com 35.000 soldados, foi derrotado pelo sulista, com 33.000.

4. Durante toda a Guerra Civil, o Norte nomeava as batalhas pelo nome da cidade ou vila mais próxima, enquanto que o Sul adotava o nome do acidente geográfico mais próximo e importante. Assim, Manassas tem esse nome nos registros federais e é chamada de Bull Run, pelos rebeldes.

5. Os episódios de aparições que contei me deixam com uma dúvida. De qual batalha de Manassas ou Bull Run vieram aqueles espíritos? Sim , porque pouco mais de um ano depois, de 28 a 30 de agosto  de 1862, os dois exércitos tornaram se encontrar naquele exato local, com nova vitória confederada e uma carnificina muito maior.

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52 respostas para MANASSAS – 150 ANOS DA PRIMEIRA BATALHA DA GUERRA CIVIL AMERICANA

  1. Gaita da Bahia disse:

    A sua cara esse artigo. Essas histórias. Tudo começou com aquele menino Guarda-Marinha e seus tiros de canhão no meio do mar.
    Adoro ler você.

  2. luz de pedra disse:

    Impressionante a sua pesquisa, também de imagens. Stonewall forever.

    • Isso vem de longe. Em 1997, já existia stonewall e, no meu casamento, tocou a balada de Sullivan Ballou, “Ashokan Farewell”.
      “”Ashokan Farewell” is a piece of music composed by Jay Ungar in 1982. It was later used as the title theme of the 1990 PBS television miniseries, The Civil War, as well as the 1991 compilation album, Songs of the Civil War.

      The piece is a waltz in D major, written in the style of a Scottish lament (e.g., Niel Gow’s “Lament for his second wife”). The most famous arrangement of the piece begins with a solo violin, later accompanied by guitar.

      Ashokan was the name of a Catskill Region village that is now mostly covered by the Ashokan Reservoir.

      In 1984, filmmaker Ken Burns heard “Ashokan Farewell” and was moved by it. He used it in two of his films: The Civil War, which features the original recording by Fiddle Fever in the beginning of the film, and his 1985 documentary Huey Long.

      The Civil War drew the most national attention to the piece. It is played 25 times throughout the eleven-hour series, including during the emotional reading of Sullivan Ballou’s letter to his wife in the first episode; it underlies almost an hour of film.

      Viewers of The Civil War frequently and erroneously believe the melody is a traditional tune that was played at the time of the Civil War. In fact, it is the only modern composition on the Burns documentary’s soundtrack; all other music is authentic 19th-century music”.

      Eis a “musica do vento”…

      Professor Astromar

      • claudia teresa rios cardoso disse:

        Muito interessante a história da Guerra Civil Americana. Belas imagens!
        Incrível a pesquisa tão detalhada dos fatos.
        Claudia

      • Claudia
        Obrigado pelo comentário. Permita-me uma ressalva, no entanto. Estudo esse assunto há 16 anos, através livros, web, filmes, field trips. A pesquisa, no caso, se resumiu às imagens.
        Professor Astromar

      • sandro cesar roberto disse:

        Ola! adorei sua pesquisa sobre a guerra civil americana tbem tenho um afinidade pela história americana pena nossos arquivos aqui do brasil serem tão pouco e falhos pois merecia uma
        pesquisa sobre a nossa guera do paraguai …

      • Sandro
        Escrevo sobre assuntos que, por uma razão ou outra, me atraem desde a infancia. A Guerra Civil Americana caiu no meu colo em 1995 e, diante das informações disponíveis e da preservação dos campos de batalha, é um poço sem fundo. Sempre achando uma coisa nova. Às vezes, até mesmo para os americanos.Por exemplo, Santa Bárbara d’Oeste, interior de SP, foi fundada por confederados inconformados com a derrota. Seus descendentes estão lá até hoje. E os pioneiros, enterrados no único cemitério particular do Brasil. Até 2011 existia até uma Festa Confederada. Estive lá para conhecer. A Guerra Civil Americana é o assunto mais lido dentre todos os artigos de meu blog. E já estive por lá visitando os campos de batalha em duas ocasiões. Estou me preparando para uma terceira.
        Obrigado pelo contato.
        Astromar

  3. Anônimo disse:

    Prof Astromar, esse artigo está muito bom como sempre, ainda mais pelo fato de vc amar essa história!!! parabéns, abcs

  4. Luz de Pedra disse:

    Achei LIIIIINDA a imagem das folhas caindo. E o Major Ballou virar vento.

  5. Carmem Guerini disse:

    Oi, arqueiro imortal!
    Não estou nada surpresa com seu lado historiador, ainda mais, por estar escrevendo sobre a Guerra de Secessão. Quem sabe v. fez parte desta história!!! Go ahead escritor, guerreiro de tantas vidas!!!
    Um beijo da sua amiga,
    Carmem

  6. Anônimo disse:

    Beleza. Não leio texto algum de forma tão interessada, rápida e repetida, como o seu. Um Prozac, pela ansiedade como os aguardo. A abertura e o desfecho, com chaves de ouro, pela escolha do sobrenatural como atrativo adicional. V. é craque, Professor, em seu simpaticíssimo estilo, no qual seus leitores deslizam os olhos com enorme prazer. Uma vez mais muito grato por fazer-nos menos ignorantes…
    Voyeur de Wayzata

    • Bro Voyeur
      Seu comentário é o nirvana de qualquer ser escrevente. Cada frase é um prêmio literário. Não esquecerei jamais que somos cúmplices desde quando, em 2003, um chato que escrevia “Siris & Pirilampos” por email, TODOS os dias, foi incentivado a continuar escrevendo pela vida afora. O que aconteceu nesse intervalo foi unir o útil ao muito agradável. Memória, paixão por História e viagens e o skill técnico adquirido nos anos de IBM, de escrever pensando no público. E saber que o que se escreve fica para toda a vida. Daqui a anos, quando ler um texto, devo continuar apaixonado por ele. Fora aquele dose de pirilampagem que, tanto eu quanto você, desenvolvemos.
      Obrigado.
      Professor Astromar

  7. Primo Fogão disse:

    Meu querido primo Astromar

    Acho que seus pais também se metamorfosearam na brisa suave que às vezes te afaga. Ela está cheia de amor, carinho, orgulho e carinho. Dá minhas lembranças a eles. Eles se lembrarão que parte da tua primeira infância ainda está viva, aqui, comigo. Parabéns por essa narrativa, por tua versão, absolutamente extraordinária, quase testemunhada.

    Primo Fogão

  8. Le toutpuissant Baron de Calatayud, a.k.a. Narciso Rujol disse:

    Caro Astromar: ótimo relato. Parabéns pela objetividade!

    Le tout puissant Baron de Calatayud, a.k.a. as Narciso Rujol

    • Mon cher Baron
      Muito obrigado por tão nobiliárquicas bem traçadas linhas. Sei que esse é um assunto que interessa bastante a V.Exa. Como a Guerra de Secessão durou 5 anos, pode aguardar novos textículos, já que a celebraçãoo dos 150 anos desta guerra apenas começou pelos EUA afora.
      Your obedient servant,
      Professor Astromar

  9. Olá pessoal! Hoje eu vou falar sobre coisas da GUERRA CIVIL AMERICANA !!
    Imaginem um tiro de canhão, que acerte um cara, e ele saia voando e caia em cima da cabeça de um cavalo! Já pensou o susto do equino?
    E BALA DE CANHÃO caindo em cima de um sanduiche de pepino, presunto e maionnaise…
    Agora, imagine você se estiver andando tranquilamente e de repente você é carregado por um redemoinho de folhas, até que uma hora você cai no chão e lê, caído, uma placa informando: AQUI MORREU SULLIVAN BALLOU.
    Ass: Sou demais, a Gi.

    • Querida Sou demais
      Realmente você é demais. Conseguiu fazer uma salada com maionnaise, misturando a turma do picnic, canhões e até o redemoinho do Major Ballou. Se você estivessa lá no dia da batalha, acho que você faria até o Stonewall correr no cavalo apavorado, equilibrando uma bala de canhão na cabeça.
      Parabéns por sua criatividade.
      Professor Astromar

    • Buu Balu disse:

      Sou Demais, você realmente é demais. Você pode tanto abrir uma lanchonete especializada em fazer sanduíches esmigalhados por balas de canhão quanto criar um esporte radical onde as pessoas mais doidonas peguem carona em redemoinhos, furacão e saiam voando até cairem numa graminha fofa cercadas de fantasminhas… Aposto que você andou ajudando o Pistoleiro do DS a navegar no blog do seu pai. Legal.
      Buu Balu
      http://www.ghostbustersgame.com/

  10. Olá Professor ASTROMAR!!
    Sou o irmão da famosa “SOU DEMAIS”.
    Como eu sou o PISTOLEIRO DO DS se eu participace dessa guerra, com esses canhões, espingardas, pistolas eu ia fazer o maior estrago! Pois eu sou o campeão de pontos no STAR WARS do DS.Como os meus DSs são pistolas, eu coloco no cãião e atiro e acerto a cabeça do carinha e o olho do moço traria escrito GAME OVER!

    • Alô alô, bravo e valente Pistoleiro do DS!
      Se você é irmão da Sou Demais, é claro que você também é demais. Com esse monte de pontos no STAR WARS, você com certeza decidiria algumas batalhas importantes que aconteceram há 150 anos. Já pensou se você entra na máquina do tempo, vai até lá, bota pra quebrar e, depois, retorna DE VOLTA PARA O FUTURO?
      Seja benvindo a esse blog e escreva sempre.
      Professor Astromar

      • Pistoleiro do DS disse:

        Obrigado Professor Astromar Berlinghieri por me receber bem.
        Continuarei escrevendo em seu blog.

  11. Dartiveider disse:

    Olá Pistoleiro do DS
    Eu sou o Dartiveider do Star Wars, mas eu agora sou bonzinho, porque você faz muitos pontos no meu game e fiquei cansado de tanto GAME OVER. Hahahaha.
    Mas foi legal você escrever também para o Professor Astromar. Meu pai sempre lê as histórias dele para mim, mas eu nunca tinha escrito um comentário. Agora que vi você escrever, me animei.
    Chau.
    Dartiveider.
    http://www.starwars.com/kids

  12. Claudia Baggi Gonzalez disse:

    Caro Amico
    Questa storia l’ho letta tutta d’un fiato. Sono arrivata alla fine e volevo leggere ancora di più.
    Affascinante, avvincente, meravigliosa.
    Devo dire che i film e i libri sulle guerre non mi sono mai piaciuti .Ma questa non é una narrativa obiettiva che riproduce freddamente la realtà . È una storia raccontata con passione, con amore .È come dipingere un quadro con tutte le tinte possibili e dopo in un incantesimo osservare i colori muoversi come se fossero nello schermo della tv.
    Ci sei riuscito ancora una volta !! Leggere quello che scrivi è come ritornare all’infanzia, di sera, sotto le coperte e sentire i genitori che ci raccontano una favola . Tu sai fare la nostra immaginazione volare, volare…
    Inoltre c’è sempre una tua vena umoristica, e diciamo la verità anche un atteggiamento sarcastico nellle narrazioni.
    Qui non ci sono i tedeschi nudi e sì i fantasmi americani.
    Adesso sei tu ad avere la facolta di concepire nella fantasia e vedere liberamente quello che è accaduto 150 anni fa.
    Bellissime foto, mi sono piaciute in modo particulare quelle della Virginia.
    In attesa di un tuo prossimo racconto ti saluto.
    Un abbraccio,
    Claudia

    • Ciao, Professoressa Claudia
      Ecco che tu m’ hai sorpreso ancora! I tuoi commenti vanno fondo nei soggetti dei miei testi e iluminano l’anima di questo umile scrittore. Ogni linea sembra un premio literário…
      Io sono consciente che so comunicarmi bene, che descrivo chiaramente una visione, che posso giocare con le emozioni. Ma non potevo imaginare che raggiungerei arrivare dove tu m’hai posto.
      La presenza di mio padre è molto forte in questa mia giornata di storia, dalla mia infanzia fino ad oggi. È di lui questa fame di storia, questa curiosità per i drammi ed emozioni dei personaggi celebri, e anche l’ alegria di trovarsi dei detagli di una nuova scoperta. Magari viene con me il suo amore per l’Italia dei nostri ancestrali.
      Devo dire che la vena umorística è parte del mio DNA. Veramente, l’umore si presenta in qualsiasi situazione, evento. Ma, per trovarlo, ci deve avere gli occhi qualificati e preparati con la commedia della vita. Così, è possibile per me vedere i fantasmi americani, i nudisti tedeschi, le forteze strabiche di Florianopolis, la pantomima dei colonizzatori portoguesi in Brasile, il Titanic svedese del secolo XVII, la zuppa dell’arrampicata ginevrina, le strippers riscaldate di Hong Kong, la Gestapo nel cabaret Moulin Rouge, i lupanari di Pompeii e di Òstia, il pagliaccio Luizinaço, il surf cereblale di Astromar, la spada di un certo Berlinghieri a Firenze e tante altre cose che, forse, devo narrare un giorno. Facile, perché c’è sempre una pillola umoristica a trovarsi.
      Dopo tanti anni come studante d’istoria, ho percepito che molti eventi epici, che tanti passaggi importanti possono essere condensati in una unica espressione o frase di altissima densità. Chiamoli, orbite puntuale. Per essempio:
      – “Ave Caesare, morituri te salutant” dice molto sulla storia dei gladiatori nel Colosseo.
      – “Veni, vidi, Vinci” è la marca di Giulio Caesare nella conquista di Gallia.
      – “Parigi è in fuoco?”, marca il rilascio di Parigi in 1944. È la domanda di Adolf Hitler al comandante nazista in Francia negli ultimi momenti prima dell’entrata dei francesi e dei americani nella Città Luce.
      – “Andiamo, soldati! Facciamo come Jackson! Li, fermo come um muro di pietra!”. Non c’è migliore immagine scritta della prima Bataglia della Guerra Civile Americana, a Manassas, che il momento quando Thomas Jackson riceve il nome Stonewall.
      – “Tora Tora Tora”, il grido per cominciare l’attaco aereo giapponese a Pearl Harbor,il 7 dicembre 1941.
      – “Adesso i bambini di California saranno i bambini di Stanford”. Immortale espressione detta per la signora Jane Stanford nell’inaugurazione de Stanford University, in 1891.
      – “Bring them in, bring them in! (Portali alla fine, portali alla fine!)” emozionante grido del pubblico a tutti i corridori negli ultimi 400 metri della Maratona di New York.
      Dunque, professoressa, è molto chiaro per me che la bellezza, la qualità e l’ emozione dei miei articoli sono già lá, quando seleziono il tema e, un attimo dopo, il titolo del prossimo viaggio in storia. Durante il lavoro, tutte queste charatteristiche vanno prendendo vita, piú e piú.
      Ho imparato che le storie buone sono quelle che, naturalmente mettono i lettori nell mezzo degli eventi, che arrivano ai cuori, che prendono l’attenzione, che giocano con l’emozione, che sono gradevole. Tu m’hai dato tutto quello, Professoressa Claudia.
      Grazie,
      Professor Astromar

    • Valente disse:

      “Qui non ci sono i tedeschi nudi e sì i fantasmi americani”.

      Quem sabe algum pracinha brasileiro?

  13. Parabéns, Professor, por mais essa aula de história! Contribuição ativa para com aqueles que buscam entender como chegamos até aqui! Abraço.

    • Obrigado pelo comentário, João. Válido para a turma de Santa Bárbara d”Oeste, com milhares de descendentes de confederados que imigraram para o Brasil após o fim da Guerra de Secessão. Não sei, no entanto, como os fantasmas chegaram até aqui, ou melhor, como não sairam de lá.
      Abcs.
      Astromar

  14. Sérgio Covas disse:

    Lord Astromar, meus parabéns!
    Gostei mais uma vez, de tudo que vi e li.

    Remeteu-me a uma cara experiencia que vivi em janeiro de 1961, na flor dos meus treze anos…Um tio militar estava servindo na Missão Militar Brasileira em Assunção, e nessa minha segunda visita ele cumpriu a promessa feita na primeira, de levar-me aos locais das principais batalhas da Dezembrada de 1868, quando o exército de Caxias selou de vez a sorte de López, e fez a limpeza da sua retaguarda para a posterior entrada solene na capital.
    Assim sendo, levou-me primeiro a cruzar o arroio de Itororó. A ponte atual não fica exatamente no local da existente na guerra, mas bem próximo, dando oportunidade de se observar o local de uma forma ampla. Seguimos depois por mais umas 2 horas de carro, para as Colinas Valentinas (Lomas Valentinas), uma vez que o sítio da batalha de Avaí não é acessavel por estrada. Lomas Valentinas era mais impressionante, por ser uma linha fortificada/planejada que se ligava ao forte de Angostura. Lá haviam trincheiras ainda, e os pobres nativos oferecendo souvenirs que eram recolhidos nelas. Levei 2 minnie-balls iguais as que você mostrou, só que já amassadas pelo impacto, e 1 pelota de ferro de uma polegada de diâmetro, provavelmente parte do conteúdo de um canister. Deixei de levar um pedaço de baioneta quebrada oferecido. Esse acervozinho emoldurou minha estante por muitos anos, porém encontra-se desaparecido desde uma mudança que fiz…não sei se para sempre. De qualquer maneira as imagens dos locais não se perderão em minha cabeça.

    • Sir Covas
      Impressionante seu relato. Não sabia que você tinha uma memória para detalhes de 50 anos atrás, nem que o tema da visita tinha lhe marcado tanto. Tipo da viagem que eu adoraria ter feito. Bárbaro. Registro que tenho uma caixinha cheia de minie balls, escavadas em campos de batalha, mas em perfeito estado de conformação. No ano passado, fui a Sorocaba conversar com um expert da Guerra Civil, descendente direto dos confederados. Saí de lá com projéteis amassados por madeira, rocha e osso, e uma baioneta confederada, autêntica relíquia e raridade. Está tudo aqui no meu “museusinho” de viagens na história.
      Abcs
      Astromar

  15. Anônimo disse:

    Olá Professor,
    Maravilhoso seu trabalho e sua narrativa.
    Obrigado por compartilhar tão emocionantes momentos. Parabéns.
    Beijos, Abadia

  16. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres
    A gente estivemo aqui fora do cangaço, pois julho é meis di férias. O povo si mandô pras praia nordestina e eu tumém Fui pra Praia do Forte cum Isilda do Faniquito num pacotão CVC óuincruzive. Nem te conto, tinha uns paulista metido a besta queimado feitio lagosta már passada cum cara de peidaro aqui só pruquê o povão agora mete pagode onde inté antonti era só dicotécula. Já de vorta, fim de férias, pude si aconcentrá nessa tua história de 150 anos de piquenique com tiro de canhão lá na Mão nas Massa. E que coisa mais chique essa de fantasma ao meio dia, hein? Esses americano é muitio danado. Aqui as alma penada só aparece de vez em quando, quase sempre em roda de prosa ou em literarura de cordel, mas nunquinha prum moço viajeiro como tu. Eles prefere passá o dia escrachado nas rede dos alpendre, ou se roçando num castelo de muié dama. Mas essa história de coroné que vira vento aqui num pega de jeito manêra. Quando aparece um redemoinho no terreiro, no acoito, nóis já sabe que é saci se achegando. Seu Monteiro Lobato conta direitinho cuméquifais pra pegá o neguinho do vento. E faiçavô, com fantasma ou sem fantasma, cumé que esses américano foge da luta de carreirinha, misturado cás muié mais os minino? Quem fais içaqui é macaco de volante quando a gente péga ele no fogo cruzado e cumeça a cortá os dedo tudim dele cum peixeira afiada. Foge iguarzinho baitola e chibungo si mijando tudim pelas perna. Agora, pro Stonewall, nóis tem que batê é continença. Chupá limão em cima de jegue é coisa pra macho mesmo.
    Sua bença, professô.
    Capitão Raimundo Nonato, chefe de bando

  17. Meu querido Capitão
    Achei ótima sua referencia à obra de Monteiro Lobato quanto ao saci sempre estar dentro de redemoinho de terreiro. Li O SACI na minha infância! Agora, admiro seu enfrentamento com as coisas do além, como não podia deixar de ser, pela valentia e coragem que o amigo sempre demonstrou. Tomo a liberdade apenas de mostrar uma narrativa chegada de Alagoas, publicada no periódico “O Matograndense”, em sua seção “Arquivos do Insólito”, que trata de fantasma nordestino…

    O BOI FANTASMA – A ASSOMBRAÇÃO DE MATA GRANDE

    Quando era povoado, a hoje cidade do Inhapi, pertencia ao município de Mata Grande. Contava-se que no Sítio Melancia foram eliminados três cangaceiros de Lampião, e devido à pressa, foram sepultados em cova rasa.
    Os cachorros e urubus, então, se aproveitaram do valioso achado e um dos cangaceiros teve,por conseguinte , os seus ossos arrastados a céu aberto, onde permaneceram por longo tempo.
    Naquela época, a caatinga sertaneja, tórrida, sem habitantes e estradas, era visitada somente por vaqueiros e alguns corajosos fazendeiros que se habilitavam a ultrapassar as suas poucas trilhas a procura dos seus rebanhos, mesmo assim, com muito cuidado, porque a qualquer momento poderiam se deparar com os cangaceiros ou mesmo as volantes dos militares.
    Somente os urubus, quando em suas revoadas e tentando a busca da desintoxicação com o ar puro das alturas, eram quem chamavam a atenção do vaqueiro que pensava logo, algum animal do nosso rebanho teve ter morrido e partia para identificar qual era a rês.
    Foi numa dessas buscas que um deles apanhou o osso de um fêmur humano , serrou, colocando uma parte como cabo do ferro de marcar o gado.
    Daí originou-se a história do boi preto, que berrava em pleno meio dia nos mais distantes rincões daquela áspera região.
    Certo dia, um vaqueiro, montado em uma burra (mula), de grande porte, foi atormentado pela aparição misteriosa, que urrava muito e corria em sua perseguição.
    Com rezas, preces e orações diversas, descobriram através de velhos e sábios rezadores, que caso tirassem o osso que servia de cabo para o ferro de marcar, o boi preto desapareceria, uma vez que o cangaceiro alcançaria a sua acomodação no além.
    O que o perturbava era o berro dos bovinos, quando marcados a ferro quente. Pedido atendido, a região ficou tranqüila até os dias atuais.

    Ou seja, meu querido Capitão, abra os olhos, por que nas trilhas da caatinga, mesmo debaixo do sol inclemente, tem alma penada assustando até cangaceiro.
    Grande abraço do seu amigo e admirador,
    Professor Astromar

  18. Valente disse:

    Brilhante relato, também sou um estudioso da Guerra Civil Americana.

  19. Karina Marques disse:

    Caro Professor Astromar,
    Para mim que sou amante da história, seus relatos são um deleite para qualquer um. Adoro viajar para sites históricos e aprender um pouco mais da história que nos cerca. Agora, estou planejando visitar os EUA, em especial, os locais históricos que cercaram a Guerra da Secessão Americana e espero poder visitar todos esses locais que o nobre professor tem descrito em seus artigos.
    Obrigado pelas aulas.
    Abraços.
    Karina Marques

  20. Karina. Gostei muito de seu comentário. Além do mais, é difícil encontrar por aqui interessados na Guerra de Secessão. Vou continuar escrevendo sobre o assunto, à medida que os 150 anos de algum evento importante aconteçam. Em setembro, escreverei sobre a Batalha de Antietam. Dezembro trará Fredericksburg. Quanto à sua viagem, eu já fiz duas e voltarei em 2013. Recomendo Gettysburg, Antietam, Harper’s Ferry, Manassas, Fredericksburg, Spotsylvannia, Petersburg, Richmond, Appomattox Court House e onde Lincoln fpi assassinado, Ford Theatre.
    Descobri uma corrida de 10km no campo de batalha de Antietam. Acontece todo mês de junho, “Run through History”. Estarei na próxima largada.
    1 abraço,
    Astromar.

  21. Silmar
    Escrevo sobre assuntos que, por uma razão ou outra, me atraem desde a infancia. A Guerra Civil Americana caiu no meu colo em 1995 e, diante das informações disponíveis e da preservação dos campos de batalha, é um poço sem fundo. Sempre achando uma coisa nova. Às vezes, até mesmo para os americanos.Por exemplo, Santa Bárbara d’Oeste, interior de SP, foi fundada por confederados inconformados com a derrota. Seus descendentes estão lá até hoje. E os pioneiros, enterrados no único cemitério particular do Brasil. Até 2011 existia até uma Festa Confederada. Estive lá para conhecer. A Guerra Civil Americana é o assunto mais lido dentre todos os artigos de meu blog. E já estive por lá visitando os campos de batalha em duas ocasiões. Estou me preparando para uma terceira.
    Obrigado pelo contato.
    Astromar

  22. Meu sonho e pode visitar os sitios da guerra,e cidadezinhas no Sul cheias de historia tambem.Me identifico demais com a causa confederada.Ja li muito desde criança sobre o assunto.Valeu pelo Blog,excelente e muito elucidativo.

    • Prezado André
      Obrigado por seu comentário. Realmente o Sul é apaixonante. Já estive lá algumas vezes. Em 2013 fui a uma corrida de 10km no Campo de Batalha de Antietam (Sharpsburg, Maryland), voltei mais uma vez a Gettysburg e novamente no Ford Theatre, onde Lincoln foi assassinado. Em Sharpsburg (900 habiotantes), fiquei em uma poousada de 1804, e meu quarto era todo decorado como na época.
      Vá até lá.
      Abcs
      Pf A

  23. robert disse:

    Parabéns pela pesquisa , meu nome é Robert Lee Ferguson , sou parte desta historia e no ano que vem 2014 iremos fazer novamente a festa no cemitério , vocês estão convidados !

  24. Carlos \\amorim disse:

    quais as armas e os calibres usados na guerra da secessão nos estados Unidos?

    • Caro Carlos
      Obrigado pelo seu comentário. Sua pergunta pode ser respondida de forma mais completa por consulta no google. Mas posso lhe adiantar alguns itens: oficiais usavam espada e revólveres (normalmente Colt six shooter). Os soldados de infantaria usavam um rifle que disparava um projétil de cada vez. Os melhores atiradores conseguiam disparar 5 tiros por minuto. O projétil era uma minnie ball (cônica, com estrias e ôca). Acertava mais longe, com mais precisão e mais potencia. Foi uma das revoluções desta guerra. Atingindo osso, não tinha jeito. Amputação. Os rifles de infantaria também dispunha de baioneta, para combate corpo a corpo. A cavalaria usava rifles Winchester de repetição (Winchester 73, por exemplo), além de espadas. A artilharia tinha uma variedade de canhões, fosse tipo rifle, tiro em linha reta, fosse lançador de projéteis. O que variava muito era o tipo de projétil. “Solid shot” era uma “bola de boliche”. Não explodia, mas atravessava e decepava de tudo até parar. Outro tipo, as granadas, explodiam no alto e despejavam uma chuva de estilhaços pegando cavalos e gente no chão. Lacerações incríveis. Mas o mais temido, o mais cruel era o “grapeshot”. Uma lata com ceca de 12 sferas de ferro era usada como projétil contra cargas de infantaria. O efeito era de escopeta. As vitimas desapareciam, pulverizadas. E a medicina estava mais atrasada que os armamentos. Dos 600.000 mortos na guerra, metade morreu de doença (desinteria, infecção, sarampo).
      Espero ter ajudado, pois o assunto é vastíssimo.
      Grande abraço.
      Pf A

  25. Dilmar Genero disse:

    Bom Dia Professor Astromar. Estou viajando para os EUA para visitar lugares onde ocorreu os principais fatos da Guerra Civil Americana. Já anotei dicas, relatos do seu blog. Se possível, estou começando fazer o roteiro, de lugares à visitar que já tenha visitado ou vai visitar.
    Gostei muito da leitura acima. Abrs.
    Dilmar Genero

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