AZAY-LE-RIDEAU, PORTAL PARA OS CASTELOS DO LOIRE


AZAY-LE-RIDEAU, PORTAL PARA OS CASTELOS DO LOIRE

 

Segundos após atravessar o majestoso portão secular, desliguei os faróis do pequeno Renault Clio vermelho e o castelo se iluminou. A silhueta elegante de Madame Céline nos aguardava para as boas vindas diante de uma escadaria de mármore que  atestava a nobreza de Le Gerfault. Na vastidão dos castelos do Vale do Loire, Le Gerfault parecia até modesto em suas dimensões. Mas era magnífico. Três lances de escadas de madeira antiga carregando malas foi um esforço quase despercebido, facilitado pelas incríveis peças que faziam meus olhos revirarem 360 graus. Troféus de caça e quadros nas paredes, imagens e retratos a óleo de personagens severos, afetados ou orgulhosos, em suas perucas, brocados e fivelas, fora lanças, espadas, punhais, arcabuzes e “pistolets”, porcelana com “côte d’armes”, prataria. Um mergulho no túnel da História, um retorno ao tempo dos rococós e mesuras da pomposa França de sonsa realeza. Tudo como prefácio aos inacreditáveis aposentos para turistas. “Une chambre royale” quase toda em amarelo, decorada com afrescos nas paredes e no teto, acolhendo gigantesco leito adornado pelo tradicional baldaquim com cortinado de rendas, móveis com gavetões pesadíssimos e, naturalmente, algumas concessões à modernidade. Encanamento exposto, para água quente e fria, um discreto “pissoir” e uma banheira dourada. Os janelões do quarto se abriam para os decibéis de silencio da imensa propriedade. E, do acesso ao pequeno terraço, jorrava um  facho de luz noturna projetado pelo  deslumbrante luar do Loire.

O castelo Le Gerfault, na província Pays de Azay-Le-Rideau, foi uma feliz escolha da amiga fluente no Francês (o meu, sepultado numa Alliance Française de1960, só foi retomado recentemente). Em um catálogo de pousadas de charme, se destacava , com discrição, das demais opções. Partimos da  Normandia, encantados com a calmaria secular do interior da França, deixando o Renault Clio rodar por estradas vicinais, em crescente semelhança com os caminhos das antigas carruagens. Verdadeiros túneis vegetais formados por árvores atemporais. Centenas de estradas iguais a essas convergem para Azay-le-Rideau, uma pequena vila milenar, endereço de Le Gerfault, no Vale do Loire.

O cenário da região é de conto de fadas, com uma concentração incrível de castelos de todo tipo. Cercados por muralhas medievais, protegidos por pontes levadiças, avançando rio adentro, vizinhos dos próprios bosques de caça, coloridos por jardins deslumbrantes, inspiraram histórias famosas como ”A Bela Adormecida”, “Os Três Mosqueteiros” e “As Aventuras de Tintin”. Localizado no centro da França, a apenas 120 km de Paris, o Vale do Loire é de fácil acesso. Existem até excursões “bate-e-volta” que, seguramente, são um insulto à região mais poética da França. Natureza exuberante, histórias de reis e rainhas e astral absolutamente romântico promovem a suave força de seus diferenciais. A jornada até os dias de hoje começa com a vocação militar dos castelos medievais do Loire cedendo vez ao ambiente político e de lazer incentivado pelos reis franceses da Renascença  que, convocando  grandes arquitetos da Europa, deram forma a um conjunto maravilhoso de obras dos grandes mestres.

Senti de imediato um carinho enorme por Madame Céline, administradora de Le Gerfault. Mulher forte com aparência frágil, certamente com mais de 70 anos vividos, lembrava, e muito, minha tão querida avó materna.  Cabelo grisalho sempre arrumado, vestida de cinza ou de variações de violeta, discreto colar de pérolas, era ela quem preparava o “pétit déjeuner” movido a ”croissant”, baguetes, manteiga, ovos, queijos. E as geléias que ela mesmo fazia, como as de minha avó. Enquanto nos servia, ia descosturando histórias. De seu marido, arquiteto rural, de sua filha pintora, de seu filho violinista da “Orchestre de Paris”. De Laurent, seu papagaio brasileiro que voava solto pela propriedade, assoviando os primeiros acordes de “La Marseilleuse”. Contava que o Le Gerfault pertencia, desde 1910, à mesma família de marqueses e que mantinha uma produção agrícola.  Às voltas com seu “tricot”, falava, como que para si mesma, dos estragos que a Revolução Francesa havia feito aos castelos, das dificuldades para manutenção das propriedades e da alegria da visita dos netos.

A tradição caçadora da nobreza francesa e a busca da proximidade ao poder e do poder às suas amantes casadas fizeram crescer a constelação de castelos do Vale do Loire, pois a temporada de veraneio real dirigia os movimentos das altezas, excelências, eminências e , naturalmente, cortesãs. O rei escolhia onde passar a temporada, e a corte o seguia. Assim, a maioria dos castelos dispunha de aposentos reais e dezenas e dezenas de quartos sem banheiro para acomodar majestades e sua “entourage”.  Vem daí a idéia das suites imperiais e presidenciais de hotéis e motéis mundo afora.

Na Revolução Francesa, incendiado pelos “bonnets rouges” ou “sans coulottes”, uma espécie de MST da época, o povão destruiu e saqueou muitos castelos. Tesouros mudaram de mãos. O empobrecimento das elites ou dos herdeiros de ricaços guilhotinados fez com que muitos dos entãos trezentos castelos fossem demolidos. Como dizem que a história se repete, corre à boca pequena que Louis XIV, o Rei Sol, tem sua versão nordestina em Lula da Silva, o Nunca Antes. Isso provoca uma esperança de vê-lo alcançar o mesmo destino do comilão Louis XVI, decapitado, com torcida e tudo, na Place de La Concorde. Durante a I Grande Guerra e a II Guerra Mundial, castelos foram ocupados por militares que ali fizeram seus quartéis-generais. Hoje, os remanescentes do esplendor daquela era são considerados Patrimônio Mundial pela UNESCO, ainda que propriedades particulares ou do governo francês.  Alguns abertos à visitação pública e outros transformados em pousadas ou hotéis.

Madame Céline foi fundamental nas recomendações sobe meu  “rallye” no Vale do Loire. Os castelos se dividem entre os de visita obrigatória e os outros. Têm histórias parecidas. Um detalhe aqui, outro ali, chamam a atenção para esse ou aquele da segunda lista. Duas visitas por dia, para poder aproveitar a região. E assim foi. Da incrível lista de Madame, brotariam decisões. Amboise, Blois, Chinon, Saumur, Chambord, Villandry, Tours, Chenonceau, Chéverny, Azay-le-Rideau.

Chenonceau – O mais espetacular . Localização sobre o Rio Loire, projeto excepcionalmente criativo, jardins seculares irrepreensíveis, coleção riquíssima de objetos de arte (quadros de Tontoretto, Rubens, Murillo, Van Loo, tapeçarias de Flandres), fora o mobiliário e a decoração. Até hoje, sempre foi administrado por mulheres. Construído em 1513, teve em Catarina de Médici sua segunda gestora e em Madame Dupin sua dama de ferro que enfrentou e venceu os vândalos da Revolução Francesa.

 

Chambord – O mais conhecido castelo em todo o mundo, devido à sua arquitetura renascentista. Dizem que foi projetado por Leonardo da Vinci. Ainda mais por conta da genial escadaria em espirais que nunca se encontram. Construído de 1519 a 1547, gigantesco, é o maior entre todos no Vale do Loire. Capricho do Rei François I para ficar próximo de sua concubina, Condessa de Thoury, cujo marido caçava ali perto e colecionava galhadas e mais calhadas … de cervos. Chambord era a “cabana de caça” do rei, que preferia suas residências em Bois e em Amboise para o dia a dia. Anos mais tarde, seu piro-megalomanaco descendente, Louis XIV, acrescentou a Chambord estrebarias para 1.200 cavalos, apenas para, afetado e amuado, abandonar a propriedade logo depois. 

 

Cheverny – Imaginar que essa propriedade está nas mãos da mesma família há sete séculos é aventurar-se em uma das mais incríveis e inimagináveis histórias de sobrevivência política da humanidade. Essa gente sobreviveu, pelo menos, à Revolução Francesa, a Napoleão, a duas Guerras Mundiais a monstruosas crises econômicas e, certamente, a centenas de milhares de intrigas. Jóia rara, ainda habitada por seus donos, o castelo está absolutamente preservado, como no dia da inauguração. Nada foi mexido.  Cheverny está aberto à visitação pública desde 1914, proporcionando ao turista admirar-se com suas coleções de móveis, tapeçarias e objetos de arte. E, naturalmente, com um canil que, mesmo de longe, permite ver a agitação de caudas de ponta branca rabiscando nada: a linda e agitada matilha de setenta cães, religiosamente exercitados duas vezes por semana, em caçadas nos bosques de seus dono.

Amboise  pertence ao horizonte. Ou vice-versa, o horizonte pertence a Amboise. Do alto de um morro, às margens do Loire, domina a cidade abaixo e quase toda a região. Pode ser visto por quilômetros no deslocamento entre outros castelos. Data de 1515 e, segundo fontes da história, teria também sido projetado por Leonardo da Vinci. Amigo do rei François I, Leonardo ali passou seus últimos três anos de vida. Foi sepultado em uma capela do castelo e, segundo desejo deixado em testamento, teve o funeral acompanhado por sessenta mendigos.

Chinon – Um magnífico sobrevivente da Idade Média, muito marcado pela presença de Henrique II, o Plantagenet, rei da Inglaterra, que ali faleceu em 1189. Pai de Ricardo Coração de Leão, Henrique II ocupou uma das quatro sepulturas postadas aos pés do altar da catedral gótica da Abadia de Fontevraud (objeto de artigo deste humilde literato em 23 de maio de 2008). Foi ali também que, em 1429, Joana D’Arc demonstrou sua lealdade ao futuro rei da França, Charles VII.

Saumur – Originalmente fortaleza do século XIII, compõe uma belíssima foto de cartão postal. às margens do Loire e está no caminho para a Abadia de Fontevraud. Apesar de agora ser apenas um museu municipal, é reverenciado pela extensão de mansões renascentistas que protegem sua base. Especialmente uma delas, Hotel Anne d’Anjou, esplandescente em seus afrescos italianos, seus jardins e sua scada veneziana em ferro fundido.

Mas é no passeio descompromissado de um fim de tarde pelas ruelas de Azay-le-Rideau que os tempos de muito antigamente retomam a vida, seja pelos logotipos comerciais de outrora ainda avisando a clientela de agora, seja no entra e sai despercebido das pequenas casas,ou  no barulho de água que passa ou cai e no toque libertino de brisas em folhas. Por ali, o relógio volta ao homem troglodita, que deixou para trás suas fazendolas, seus utensílios toscos, seus esconderijos subterrâneos. Ressurge Azay Ridel, cavaleiro francês do século X, que construiu a primeira fortaleza da região e originou o nome Azay-le-Rideau. Ecoam ainda os xingamentos dos residentes à passagem da carruagem de Charles VII, em 1418, respondidos com o massacre de 351 habitantes e com o incêndio da até hoje pequena vila (em decorrência então apelidada de Azay-le-Brûlé).  Testemunha desses acontecimentos, o castelo Azay-le-Rideau, também obra prima renascentista comissionada por François I, pode ser visto no caminho para o restaurante Les Grottes.

Lugar ideal para qualquer tipo de romance. Falado, olhado, escrito , fotografado, filmado, ou até mesmo degustado, o jantar no Les Grottes marcou minha última noite em Azay-le-Rideau. Posicionado dentro de uma autêntica gruta troglodita, tem serviço e cardápio de ótima qualidade, do tipo que deixa saudade antes de sair somada com vontade de voltar.

Na manhã seguinte, passei mais uma vez pelo túnel de árvores formado já do enorme portão de ferro de Le Gerfault. Outro treino de 10km pelo corredor de abóbadas verdes que se repartiam em incontáveis de outros, num labirinto  onde confusos pontos cardeais  acabaram por me trazer de volta ao ponto de partida, pingando suor, vencendo o relógio e vendendo saúde, mas então saudado de forma inconfundível pelos acordes nacionais do papagaio Laurent. Os momentos de despedida em Azay-le-Rideau passaram pelo fechamento de malas e carregamento do carro, antes do último “pétit dejeuner” com Madame Céline. Reparei, com atenção, suas mãos de vovó pilotarem profissionalmente a maquineta de cartão de crédito, antes de ser brindado com mais um sorriso afetuosamente protocolar. O suficiente para vencer a vergonha de meu francês das “Organizações Tabajara” e, num esforço supremo, fazer a pergunta que me alfinetava desde o primeiro dia: “Madame Céline, qui êtes vous?” Bingo. Agora sim, num sorriso como quase o de minha avó, ela respondeu, “Je suis Madame la Marquise”.

Passagens

A vida dá voltas que surpreende até o próprio destino. Coração esvaziado, um ano depois cruzava o Loire em companhia de meus pais, em uma travessia da Normandia até Genève. Havíamos deixado Saumur naquela manhã, após meu pai ter realizado o sonho de ver o túmulo dos Plantagenets, na Abadia de Fontevraud. De repente, os quilômetros devorados pelo Vectra negro começaram a me parecer familiares. Placas familiares. Túneis vegetais familiares. Parei o carro. A seta não deixava dúvidas. Azay-le-Rideau, 3 km. Logo adiante estava defronte daquele portão de ferro tão conhecido. Le Gerfault, na minha frente. Coração doeu. Saí triste na foto. Foi a última foto que meus pais tiraram de mim. Dali a algumas semanas, meu coração se despedaçou com a partida deles. Mas a vida dá voltas que surpreende até o próprio destino. Pouco mais de um mês depois da perda, apareceu a doutora cirurgiã que recolheu os cacos de meu coração, cuidou dele e iluminou minha vida para sempre.

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33 respostas para AZAY-LE-RIDEAU, PORTAL PARA OS CASTELOS DO LOIRE

  1. Noblesse Oblige disse:

    Bien joué, Professeur! me voilà de nouveau plongée dans vos anciens sujets nostalgiques que j’aime
    tant, ça tombe à pic!!! C’est fou comme vous saisissez bien la culture française, même le détail de
    Madame Céline qui reçoit comme une hôtesse classique, sans plus, et qui dit aurevoir avec le sourire d’ une marquise.
    Bravo! Merci!
    Tout va très bien, Madame la Marquise!

    Signé: Noblesse Oblige

    • Ma chère Noblesse.
      Comme j’étude biens mes sujets avant de commencer les articles, peut être que, par chance, j’ai pris cette aire de la culture française que tu as dit. Mais ma mémoire est vraiment spéciale et, partout, Madame la Marquise a biens marqué m’âme. Elle était un peau comme notre chérie et inoubliable grand mère. Et aussi, pour moi, est surtout très facile faire les connéctions de l´Histoire et des promenades touristique avecs quelques passages importants de ma vie.
      Voilà.
      Le Professeur Astromer

      • Delicado da Kibon disse:

        Aí Professor. O francês sepultado na Alliance Française em 1960, vem renascendo a todo pano desde a criação do Professor e da Noblesse Oblige! Dá gosto. Félicitations.

  2. Narciso Rujol, le Baron disse:

    Excelente relato… parabéns,

    Narciso Rujol, a.k.a. “Le tout puissant Baron de Calatayud”

  3. Inacio disse:

    Astromar,
    Realmente os castelos, paisagem e a alimentação no vale do Loire são inesqueciveis. O bom da vida são as lembranças que levamos…
    Abs,
    Inacio

  4. Luz de Pedra disse:

    Lindo lindo lindo.
    Há 1 semana eu tive vontade de conhecer esses castelos. Agora já conheço.
    Destaques no seu texto:
    “….até modesto em suas dimensões, mas magnífico.”
    “sonsa realeza”
    “prefácio para os aposentos dos turistas”
    “concessões à modernidade”
    “decibéis de silêncio” (glorioso)

    • Querida iluminada granítica.
      Você, como sempre, pescando expressões aqui, ali. Até os inesperados oxímaros. Imaginei que você iria pescar também “luar no Loire”. Mas, quem sabe, meio brega,tipo samba-canção ou bolero,deve ter ficado com Waldick Sorioano. Mais uma vez, obrigado pelo comment.
      Astromar

  5. dagdani disse:

    Muito, muito bom!

  6. Claudia Teresa disse:

    Que viagem maravilhosa! Que experiência fantástica! Eu fiz exatamente esta excursão a que você se refere, três castelos em 1 só dia, e gostei de ler o relato para me lembrar um pouco do pouco que vi,

    • Oi, Claudia. Tinha certeza que você iria gostar desse texto do Loire. Confesso que gostei muito de escrevê-lo, e do resultado. Da primeira viagem até lá, fiquei sem nehuma foto. Mas, graças à Internet, consegui outras melhores. E, as mais importantes, foram tiradas no mesmo lugar, por Papai e Mamãe. Madame Céline, Laurent, o cavalo, Le Gerfault exterior e interior, o portão. Gostei que você gostou. Merci.
      E como vai você? A mil?
      Astromar

  7. Delicado da Kibon disse:

    Aguardando ansiosa o que nós dirá o Capitão Raimundo Nonato!!!

  8. Sou Demais disse:

    Parabéns Prof.Astromar!!
    Mas imagina eu (Sou Demais),no topo de um castelo,e todo mundo fazendo reverências a mim!
    E dizendo:
    – Ohhh! Grande GIGI!!!!!!!
    E aí, eu respondendo: I’ll be back!

    • Querida princesa que é demais.
      Realmente seria uma imagem linda, você chegar no alto de um castelo de sua escolha e ser reverenciada pela turma do CEB, pelas torcidas do Fluminense e do São Paulo, pelos personagens (e princesas) da Disney, pela turma do Fogo de Chão, pela tripulação da American Airlines e, até, pela Salada de Frutas, pela Foca Japonesa e pelo Pacotão CVC sem GPS. Ia ser demais.
      Seus comentários fazem muito bem ao Professor Astromar, sabia?
      Papai Astromar

  9. Pistoleiro do DS disse:

    Imagine eu sendo carregado por um monte daqueles papagaios verdes que falam francês, e ser colocado na caminha de um castelo,e me trazerem um DS com a fitinha POKEMON e me dando na boquinha uma sopa de cogumelos!!
    Hasta la vista baby!

    • Ô Pistoleiro do DS, você fez uma salada da pesada. Botou os papagaios do “Rio” pintados de verde, foi dormir numa berço esplendido no castelo tomando sopa de canudinho, armado até os dentes com fitinhas do DS e ainda pôs o Exterminador do Futuro porta afora.Tá doidão, é?
      Comente sempre, pois um dia você irá a todos esses lugares.
      Papai Astromar

  10. Beachvolley disse:

    Lord Astromar, sua prosa é sempre envolvente. Nos coloca naturalmente na condição de participante. Obrigado mais uma vez, pelos saborosos momentos que desfrutei no Vale do Loire!!
    Um abraço

  11. Sir Beachvolley
    A elegancia marca seus nobres comentários. E pensar que, enquanto reis e súditos iam caçar no Loire, nós já chegamos de caça a tiracolo.
    Abraços
    Astromar

  12. Capitão Raimundo Nonato disse:

    Mestre dos Mestres.
    Realmente uma belezura esses colorido dos castelo francês. Mas, tem trelélé demais preu, fede a baitolage sévergonho. Uns hômi peruquento, cheio de tarco nos cabelo, bordado nas carça e fidido, sem tumá banho. Tudim carregado de prefume no suvaco e no pissoir. Onjasiviu! Pois vô dizê uma coisa pro sinhô, castelo qui é castelo são aqueles que Jorge Amado desceve nos livro da Gabriela, da Dona Frô, do Quincas Berro d’Água, na Tenda dos Milagre. Era os castelo da Bahia, puteiros da mió qualidade, cheim de muié dama quintxura. Inté hoje dá sordade. Si alembro da Mariquinha Rabicó, da Prima Caldeira, da Naná Fifiu, Cleide do Galope, Sivirina Torce o Rabo, tudim gente boa. Pois é um desperdiço, inté pecado, fazê um castelão daqueles puma muié dama só, inda prucima casada com galheiro manso. Se é aqui na caatinga, ia sê uma capação só desses político do demo, vagabundo, metido em corrupião e cum água de cheiro. Mas meu professô, eu gostei mesmo foi do pinicão do rei, sentá num tronão daquele, despejá aquele mundão de barro nobre e ainda por cima tê um criado pra limpá as partes… E é verdade que adispois eles jogava todo aquele sarapatel mole pela janela?
    Agora o sinhô devia tê tomado umas providença pra num deixá maritaca nacional avuá na França cantando hino nacional estranjêro. Maritaca nordestina canta é Muié Rendeira, Vingança de Olodum, Asa Branca, Cajuína, tu sabe.
    Mas foi uma boa história, mestre. Tu fez muitio cabra macho aqui no acoito escondê lágriminha aqui acolá com o passeio com teus pais, meus tios de coração. Eu ia gostá muitio deles. Como gosto do sinhô.
    A bença, professô.
    Capitão Raimundo Nonato, chefe de bando

    • Grande amigo Capitão Raimundo Nonato
      Lamento tê-lo escandalizado com as “fuleragens” da nobreza francesa e seus reis, mas posso garantir que o amigo cortaria amizade comigo e que Padre Cíço Romão Batista me excomungaria se eu realmente tivesse contado detalhes porno-protocolares do que se passou por lá. Pior que aquilo só mesmo as PTramóias de Luizinaço e seus acólitos acoitos. Mais uma vez, curvo-me à sua percepção e emoção ao compartilhar comigo sentimentos que, mesmo separados por tantas distancias sul-nordestinas, fazem quase possível um fraterno aperto de mãos.
      Grande abraço, meu capitão.
      Do amigo,
      Professor Astromar

  13. Claudia Baggi Gonzalez disse:

    Carissimo viaggiatore:

    Prima di tutto grazie per questo bel viaggio che ci hai fatto fare attraverso le tue parole.
    Non conosco la Francia e mi è sembrato che tutti i castelli più magnifici sono lì. L’ uno più bello dell’ altro. Ognuno portando con sé molti secoli e secoli di storia aggrappati alle sue pareti .
    Bella la frase : “ tre rampe di scale……… in uno sforzo quasi inosservato, facilitato per i pezzi incredibili che hanno fatto i miei occhi girare 360 gradi……”
    Fin dall’ inizio ti sei meravigliato e emozionato con tutte le cose che osservavi e immaginavi con la fantasia propria di un viaggiatore storico, di un ricercatore.
    Tra le foto bellissime mi è piaciuta anche l’idea bem trovata di mettere quei disegni di “tin tin”, cioè il ricordo dei fumetti della tua infazia . Possiamo capire forse che sei proprio tu , lì rappresentato. In questi fumetti si poteva leggere delle storie sempre di azione, mistero e fantasia e anche Hergè aveva una vena umoristica ( uguale a te ) nei suoi racconti.
    Ma sai qual è la frase che mi ha proprio meravigliata ?
    È stata quella in cui tu hai reso un omaggio a tua moglie !!!
    Che frase bellissima! Lasciami ripeterla in italiano : “ e apparve il chirurgo dottore a raccorgliere i pezzi del mio cuore, a prendere cura di lui e a illuminare la mia vita per sempre.”
    Hai finito il racconto con una perla ! E hai lasciato anche il messaggio dell’ importanza della famiglia.
    Un abbraccio,
    Claudia

    • Cara Professoressa Claudia,
      Ecco, un’altra volta tu hai incantato questo umile i dilettante viaggiatore della storia con un comento profondo e stupefacente. Mi piacciono moltissimo le prospettive così diverse che solo tu sai applicare ai miei testi, raggiungendo a cose molto mie, piene d’emozione, di sentimenti che ne anche io avevo percepito. Per esempio, il tema de TinTin. Viene dei miei tempi di bambino, delle storie piene de avventure che mio padre mi raccontava seduto nel mio letto, aspettandomi dormire.
      Veramente questa sperienza nel Loire è molto speciale per me. Azay-le-Rodeau è, magari, una crocevia di configurazioni per il mio cuore. Passionato, vuoto, strappato, recuperato e, infine, illuminato e felice.
      Per tante raggione, voglio ritornare ai castelli un’ ultima volta, adesso con i miei figli. Loro hanno amato molto la narrativa, la storia, e hanno scritto dei commenti un pó pazzi, peró così normali di bambini.
      Grazie,
      Studente Professore Astromare

  14. Olavo Amaral disse:

    Ref. Barcelona

    Caro Astromar

    Como sei que quem chega até aqui conhece um pouco de você, deixo meu depoimento sobre o que você acaba de fazer por mim. Acabo de ler a sua recomendação.
    Primeiro, muito obrigado pelo seu tempo dedicado a responder ao questionário.
    Segundo, obrigado pelas palavras, nas quais sei que você acredita.
    Terceiro, você é uma pessoa em quem me inspiro muito e, desde quando o conheci e entendi o que precisava, identifiquei claramente que falta gente que nem você nesse mundo.
    Mais uma vez, obrigado por tudo.

    Um grande abraço,

  15. Kon Ge Lin disse:

    第二這個時候我告訴他在世界各地忙碌的行程我欽佩,並在您的文本短,我最後幾行,要因存在並創建了一個家庭,使美麗的讚揚他們心愛的父母。參觀生活在一個精心選擇的這個美麗的秋天的早晨,它們提高我的祈禱樹。
    偷窺的Wayzata

  16. Voyeur de Wayzata disse:

    Professor Astromar
    Dessa vez vou secundar minha admiração por suas contadas peripécias pelo mundo e, resumindo-me às últimas linhas de seu texto, prestar uma homenagem a seus queridos pais por terem existido e gerado uma família tão linda. Visitarei a Árvore da Vida em uma bem escolhida manhã desde lindo Outono e lhes elevarei minha prece.
    Voyeur de Wayzata

  17. Delicado da Kibon disse:

    Muito bom voltar a ler comentários do sábio Voyeur! Será afinidade com nossa querida Petrópolis???
    DK

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